A Associação Meditar é uma sociedade civil sem fins lucrativos, não religiosa ou doutrinária. O primeiro núcleo surgiu em Porto Alegre-RS, e, atualmente, possui núcleos nas cidades de Santa Cruz do Sul, Lajeado, Novo Hambugo, Santa Maria, São Francisco de Paula, Capão da Canoa, Florianópolis, Chapecó e Cuiabá.

A Associação Meditar se propõe a: Difundir a prática da meditação; Congregar os praticantes da meditação; Coletar e divulgar os benefícios à saúde física e mental promovidos pela prática adequada da meditação; Criar, apoiar e promover a difusão de locais adequados para a prática de meditação (Núcleo ou Centros Meditar) no Brasil e no exterior; inclusive, com sedes rurais para abrigar seus membros em vida comunitária voltada à meditação, ao estudo, ao trabalho natural na terra, à contemplação da natureza.

Dedica-se a orientar a iniciação e o desenvolvimento das pessoas (empresa, escolas, associações) na meditação de forma clara, simples, objetiva e segura; Promover cursos, palestras, workshops, retiros e atividades voltadas à prática da meditação; Incentivar e promover a atitude mediativa, altruísta e pacífica, que implique na paz interna e externa, na não-violência, no respeito pela natureza, alimentação natural, bons valores humanos, no conhecimento e na sabedoria.

A Associação Meditar de Cuiabá se reúne as 4ª feiras - 20 h - e aos sábados - 8 h - para meditar e estudar na Academia Ligia Prieto. Endereço: Rua Min.João Alberto, 137 – Araés - Cuiabá. Informações pelo tel. (65)3052-6634.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Mahaprajapati


Mahaprajapati
Mahaprajapati deve ter amamentado, educado, trocado fraldas e embalado o pequeno Buda.
Mãe de Buda. Mãe de criação. Mãe que formou a personalidade.
Maha significa grande.

Mestra de uma grande assembléia. Líder de um grande grupo ou grande líder de um grande grupo.
Esse o significado de seu nome.
Mahaprajapati foi a primeira monja histórica.
A mãe biológica do Buda Histórico, Xaquiamuni, foi a rainha Maia. Morreu uma semana depois do nascimento de seu primeiro e único filho.
A mãe espiritual de todos os Budas é Prajna – sabedoria.
A grande mãe, geradora de vida, incessantemente gerando, alimentando, nutrindo, protegendo, abençoando e dando liberdade para que cada pessoa encontre sua plenitude.
Na Índia encontrei-me com a Grande Mãe do abraço, em Kerala. No ashram com mais de três mil residentes, todos vestidos de branco, pude receber o abraço da Mãe – Ama, Mama. O arquétipo da grande mãe se manifestando naquela senhora macia. Empoderamento. Mães devem ser capazes de dar poder a seus filhos. Poder de decisão. Poder de escolha. O poder do amor incondicional.
Hoje, quando ficamos alarmadas e surpresas com inúmeras histórias de mães e pais que maltratam os filhos, alguns os matam, outros os abandonam, estupram, vendem, fico pensando na Grande Mãe. Teriam perdido o poder do amor? Teriam perdido o poder do bem? Em que espelho perderam suas faces?
Teria sido a dor, o abandono, os abusos, a loucura?
O que os fez assim tão maus?
A maldade embutida, enrustida, se revela e nos percebemos todos monstros frios, monstros quentes.

“Fiquei com a cabeça quente e matei o menino” disse um padrasto recentemente. Cabeça quente. Cabeça fria.

Perdeu a cabeça. Perdeu a razão. Perdeu a vida.

Quem mata morre junto com quem morreu. Em cada morte, tantas mortes.
O famoso poema das esmolas: quem dá, quem recebe e o que é dado – os três são vazios de uma entidade fixa e os três estão inter-relacionados.
Tudo está interligado.
Grande sabedoria suprema.
Maha prajna paramita.
Invoco que a Grande Sabedoria Suprema nutra todos nós seres humanos.
Invoco que Maha Prajna Paramita seja nossa mãe verdadeira, iluminando a Terra com a capacidade de alcançarmos a Terra Pura.
Invoco Mahaprajapati Gotami que seja nossa mãe nutrindo nossos pequenos anseios de ternura e cuidado com o leite da verdade e do bem.
Que nasçam todos e todas as Budas. Que sejam nutridos.
Que cresçam fortes. Que governem o mundo.
Que a Terra fique repleta de seres sábios e iluminados.
Capazes da paciência e do amor incondicional.
Capazes de cuidar do ar e do vento, da terra e das ervas, da hera e das árvores imensas, do mar e dos rios, dos açudes e dos lagos. Para que não haja crianças jogadas fora.
Precisamos de cada uma e todas elas. Nossas filhas e nossos filhos. Precisamos das crianças do mundo. Felizes, brincando, chorando, pedindo, errando, aprendendo, nos ensinando a ser criança de novo. Inocente, descobrindo que vale a pena viver.
Minha homenagem a Isabella Nardoni. Princesa celestial.
Que esteja em paz. Que esteja tranqüila. Onde ninguém mais a pode maltratar. Pequenina. Faltou-lhe um beijo, faltou-lhe um afago, um carinho terno que a pudesse ninar.
On ka ka kabi san ma e sowa ka
Dharani de Jizo Bodisatva – prece mágica, mantra do protetor da Terra. Protetor das crianças, protetor dos mortos.
Abençoe e proteja nossa menina Isabella, símbolo de todas as crianças maltratadas, mortas, abusadas.
Para que possamos reaprender o amor e o cuidado.
Não chore mais, menina amada.
Agora nós todos a amamos e invocamos aos seres celestiais e benfazejos que a acolham em suas asas suaves e ternamente a transportem para a eterna idade. Sem dores e sem rancores.
Mãos em prece
Monja Coen

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