A Associação Meditar é uma sociedade civil com personalidade jurídica, sem fins lucrativos, não religiosa ou doutrinária. O primeiro núcleo surgiu em Porto Alegre-RS, e, atualmente, possui núcleos nas cidades de Santa Cruz do Sul, Lajeado, Novo Hambugo, Santa Maria, São Francisco de Paula, Capão da Canoa, Florianópolis, Chapecó e Cuiabá.

A Associação Meditar se propõe a: Difundir a prática da meditação; Congregar os praticantes da meditação; Coletar e divulgar os benefícios à saúde física e mental promovidos pela prática adequada da meditação; Criar, apoiar e promover a difusão de locais adequados para a prática de meditação (Núcleo ou Centros Meditar) no Brasil e no exterior; inclusive, com sedes rurais para abrigar seus membros em vida comunitária voltada à meditação, ao estudo, ao trabalho natural na terra, à contemplação da natureza.

Dedica-se a orientar a iniciação e o desenvolvimento das pessoas (empresa, escolas, associações) na meditação de forma clara, simples, objetiva e segura; Promover cursos, palestras, workshops, retiros e atividades voltadas à prática da meditação; Incentivar e promover a atitude mediativa, altruísta e pacífica, que implique na paz interna e externa, na não-violência, no respeito pela natureza, alimentação natural, bons valores humanos, no conhecimento e na sabedoria.

A Associação Meditar de Cuiabá se reúne sempre no Espaço Ligia Prieto. Endereço: Rua Min.João Alberto, 137 – Araés - Cuiabá. Informações pelo tel. (65)3052-6634.

(Atenção!!! - Em Julho, no período de recesso, estaremos com outro local de prática! O endereço é na Rua Professora Neuza Lula Rodrigues, n. 150, Casa 11 - Resid. Canachuê - B. Jardim Santa Amália.) Sempre aos sábados, das 07h às 08h! Informações: (65) 9.8143-4379 - Ivan.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Prática Semanal - 31.07 (Sábado)

Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,

lembramos a todos que neste sábado, 31.07.10, haverá prática de meditação na Academia Ligia Prieto. Início as 08:00 h, com término previsto para as 09:00 h. Sugerimos aos participantes o uso de roupas leves. Destacamos ainda, que as práticas são abertas, sem contra indicações e/ou pré-requisitos. Muita paz, sejam todos bem-vindos!

Mãos unidas em prece.

Informações:
Ligia (65) 3052-6634
Ivan (65) 9202-9925

Venha participar!!!
Endereço:
Rua Ministro João Alberto, nº 137 - Araés (Ao lado da Escola Jardim Moitará e a duas quadras da TVCA) - Mapa: http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&rlz=1T4GGLL_pt-BRBR330BR330&q=academia%20ligia%20prieto&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wl

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Como Meditar


O objetivo da meditação é tornar nossa mente calma e pacífica.


Com a mente serena, livramos-nos das inquietações e do desconforto mental e sentimos verdadeira felicidade; mas se nossa mente não estiver em paz, não conseguiremos ser felizes, mesmo que nossas condições externas sejam excelentes.
Se treinarmos em meditação, aos poucos nossa mente vai se acalmar e experienciaremos uma forma de felicidade cada vez mais pura. Por fim, conseguiremos permanecer contentes o tempo todo, até nas mais duras circunstâncias.

Em geral, é difícil controlar a mente. Ela é como um balão ao sabor do vento – vai de um lado para outro, soprada por circunstâncias exteriores. Se as coisas vão bem, a mente fica feliz; se vão mal, reage tornando-se infeliz. Mesmo quando estamos felizes, essa felicidade não é completa. Por exemplo, quando obtemos algo que desejamos, uma aquisição ou um novo parceiro, ficamos excitados e nos apegamos a isso.

Porém, como não é possível obter tudo o que desejamos e como estamos condenados a ser separados de nossos amigos e posses, o apego, ou grude mental, só serve para nos causar dor. Por outro lado, quando não obtemos aquilo que desejamos ou perdemos algo de que gostamos, somos tomados por desânimo e irritação.
Se formos obrigados a trabalhar com alguém que detestamos, ficaremos bravos e nos sentiremos prejudicados. Como resultado, nosso rendimento será afetado e o dia no trabalho se tornar-se-á estressante e insatisfatório.
Essas oscilações de humor ocorrem porque estamos intimamente envolvidos com as situações exteriores. Parecemos uma criança que, construindo um castelo de areia, sente entusiasmo quando ele fica pronto, mas, logo a seguir, se decepciona ao vê-lo ser destruído pela maré.

Treinando em meditação, criamos espaço e clareza interiores, que nos capacitam a controlar nossas mentes, quaisquer que sejam as circunstâncias externas. Pouco a pouco, tornamo-nos capazes de substituir nossa mente desequilibrada, que oscila entre os extremos do excitamento e da decepção, por um equilíbrio mental, isto é, uma mente estabilizada que está feliz o tempo todo.

Se treinarmos em meditação de maneira sistemática, seremos capazes de erradicar as delusões – causas de todos os problemas e sofrimentos. Desse modo, atingiremos um estado de permanente paz interior, conhecido como “libertação ou nirvana”. Então, dia e noite, vida após vida, vamos experimentar unicamente paz e felicidade.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Você é um buda em potencial


Thich Nhat Hanh

O nome Buda vem da palavra “bud” que significa acordar, entender e saber. Buda é aquele que está desperto, que está consciente de tudo que acontece no momento presente. A profundidade de seu entendimento e amor é muito grande. Qualquer um pode se tornar um Buda. Todos somos Budas em potencial. Todos somos futuros Budas, capazes de ter profundo entendimento e uma grande habilidade de amar e aliviar o sofrimento dos outros.
Amigos do Buda geralmente se cumprimentam juntando suas palmas como uma flor de lótus. O lótus é uma linda flor que parece com a magnólia. Nós juntamos nossas palmas enquanto inspiramos e dizemos silenciosamente: “Um lótus para você”. Então reverenciamos, expiramos e silenciosamente dizemos: “Um Buda em potencial”. Oferecemos esse gesto como um presente.
O Buda disse que há muitos outros Budas em todo lugar que estão ensinando, tentando trazer amor e compaixão para a vida diária. O Buda disse: “Todos vocês são Budas em potencial”. Ele estava certo, porque em cada um de nós há sementes de entendimento, amor e compaixão. Quando cultivamos amor e entendimento, regamos estas sementes, e elas irão brotar e dar frutos. Se praticarmos de acordo com os ensinamentos do Buda, nos tornaremos Budas.
Cada um de nós é um Buda em potencial. É por isso que queremos viver de um modo que o Buda em nós possa florescer. Quando sabemos como respirar, como andar, como sorrir, como tratar as pessoas, plantas, animais e minerais, nos tornamos Budas verdadeiros.
Nos textos Budistas, chamados sutras, a mensagem mais importante é que todos têm a capacidade de ser um Buda – a capacidade de amar, entender e se iluminar. Esta é a mais importante mensagem de todos os sutras.
A prática que eu gostaria de mostrar é chamada “Lembrança do Buda”, e é ensinada em toda escola de budismo. Você toca o Buda interior, todas as qualidades do Buda e sabe que o Buda é absolutamente real – não uma idéia, não uma noção, mas uma realidade. Nossa tarefa, nossa vida, nossa prática é nutrir o Buda em nós e nas pessoas que amamos.
Você pode querer gastar três ou quatro minutos nesta prática, sozinho ou com alguns amigos. Sente-se quietamente, inspire e expire por alguns minutos para se acalmar e então pergunte, “Pequeno Buda, você está aí?” Faça a pergunta muito profundamente e quietamente. “Meu pequeno Buda, você está aí?” No começo, você pode não ouvir uma resposta. Há sempre uma resposta, mas se você não estiver calmo o suficiente, não ouvirá. “Alguém aí? Pequeno Buda, você está aí?” E então você ouvirá a voz do seu pequeno Buda respondendo: ”Sim, meu querido, é claro. Eu estou sempre aqui para você”.
Ouvindo isto, você sorri. “Eu sabia, pequeno Buda, você é minha calma. Eu sei que você sempre está aí, e preciso de você para me acalmar. Freqüentemente, não estou calmo como gostaria. Eu grito, ajo como se não tivesse o Buda em mim. Mas como eu sei que você está lá, sei que sou capaz de ficar calmo. Obrigado pequeno Buda, preciso de você”. E o pequeno Buda diz: “É claro, eu estarei aqui para você todo o tempo. Apenas venha e me visite quando precisar.” Esta é a prática de tocar o Buda interior. É uma prática importante para todos nós.
Eu amo sentar perto de crianças devido ao seu frescor. Cada vez que seguro a mão de uma criança e pratico meditação caminhando, sempre me beneficio do seu frescor. Eu posso ser capaz de oferecer à criança minha estabilidade, mas eu sempre me beneficio do frescor delas. Se você perder sua paz e alegria, lembre-se que você esteve com frescor muitas vezes no passado. E se você tocar o Buda, o frescor em você continuará a crescer.
Você pode dizer ao Buda dentro de você: “Querido pequeno Buda, você é meu frescor. Obrigado por estar aí. Querido pequeno Buda, você é minha suavidade.” Suavidade é o que todos nós precisamos.
“Querido pequeno Buda, você é minha plena atenção.” E isto é verdade, porque o Buda é alguém que é feito da energia de plena atenção. Ser plenamente atento significa ser consciente do que está acontecendo, e isto é apenas possível quando você está realmente lá, cem por cento presente. Seja quando for, que você agir em plena atenção – tomando um copo de leite, andando ou respirando conscientemente – você estará tocando sua natureza de Buda.
“Querido Buda, você é meu entendimento.” Entendimento é tão crucial. Se você não entende alguém, não pode amá-lo. O Buda é o poder do entendimento. Quando você está plenamente atento e consciente de tudo, isto está acontecendo dentro de você e ao seu redor, você entende as coisas e as pessoas facilmente. Portanto pode dizer: “Pequeno Buda, você é meu entendimento. Eu preciso muito de você porque sei que entendimento é a fundação do amor.”
“Querido pequeno Buda, você é meu amor. Você é a capacidade de amar.” Você também tem a capacidade de amar. Se você tocar esta capacidade todo dia, seu amor crescerá, sua capacidade de amar crescerá e você estará no seu caminho de plenamente perceber o Buda dentro de você.
Cada vez que você visitar o Buda, o Buda em você se beneficia. O Buda em você terá mais espaço e ar para respirar. Durante o dia, você pode ter sofrido, pode ter ficado com raiva, e isso retira de seu Buda interior ar fresco para respirar. Seu pequeno Buda pode estar sufocado. Mas cada vez que você praticar tocar o Buda, trará muito espaço e ar, e o Buda dentro de você terá uma chance de crescer. É muito importante.
Se você praticar tocar essas qualidades do Buda em você, você tocará o Buda verdadeiro, não o Buda feito de gesso, cobre ou mesmo esmeraldas. Buda não é um deus. Buda não é alguém fora de nós, alto no céu ou no alto de uma montanha. O Buda está vivo e vivendo conosco.
“Querido Buda, é muito confortável saber que você está aí. Pequeno Buda, eu preciso muito de você.” E o pequeno Buda em você dirá: “Querido, eu também preciso muito de você. Por favor, venha e me visite com mais freqüência”.
Antigamente, quando não havia telefones, as pessoas que viviam longe das outras não podiam se falar. Quando o telefone foi inventado, era como se fosse um milagre. Você está acostumado com o telefone, portanto não vê o quanto é maravilhoso, mas é realmente uma invenção milagrosa. Cada vez que usamos o telefone e ouvimos a voz de nosso amado que vive longe, ficamos muito felizes. O sino é um tipo de telefone, porque ouvir o som do sino é como ouvir a voz de alguém querido no telefone.
O som do sino pode ser descrito como a voz do Buda nos chamando para casa, nos lembrando para estarmos mais em paz conosco mesmos e com o mundo. Prestamos uma atenção amorosa a esta voz. Ouvir o sino pode ser muito maravilhoso, pode nos trazer muita paz e alegria. Pode nos trazer de volta para nossa verdadeira casa.
Quando estamos longe de nossa verdadeira casa por muito tempo, desejamos voltar. Na nossa verdadeira casa nos sentimos em paz. Sentimos que não temos que correr para nenhum lugar, que estamos livres de problemas. Podemos relaxar e sermos nós mesmos. Já somos o que queremos ser. É maravilhoso ser do jeito que você já é. Você não precisa ser nada mais, ser outro alguém.
Olhe para a macieira. É maravilhoso para a macieira ser uma macieira. Ela não precisa se tornar algo diferente. Como é maravilhoso que eu seja eu mesmo. Como é maravilhoso que você seja você mesmo. Não há necessidade de tentar ser algo ou alguém diferente. Precisamos apenas nos deixar ser quem já somos, e nos desfrutar apenas como somos. Este sentimento, esta percepção, é nossa verdadeira casa. Cada um de nós tem uma verdadeira casa dentro de si.
Nossa verdadeira casa sempre nos chama, dia e noite, com uma voz clara. Ela permanece nos mandando ondas de amor e preocupação, mas ela não nos alcança porque estamos muito ocupados. Portanto quando ouvimos o sino, lembramos que ele está nos ajudando a voltar para nossa verdadeira casa, e deixamos ir tudo – fala, pensamentos, brincadeiras, cantos, estar com os amigos ou até meditação! Desistimos de tudo e voltamos para nossa verdadeira casa.
Quando você ouvir o som do sino, o Buda do sino, não fale, pense ou faça nada, porque você está ouvindo a voz da pessoa que você ama e respeita muito. Apenas pare quietamente e ouça com todo seu coração. Se houver três sons, ouça e respire profundamente durante todo o período com concentração. Inspirando, você se sente ótimo, expirando, se sente feliz. Se sentir feliz é muito importante. Qual a finalidade de respirar e praticar se você não se sentir ótimo, se você não se sentir mais feliz? O mais profundo desejo em cada um de nós é o desejo de ser feliz e de trazer felicidade às pessoas e seres vivos ao nosso redor.
Você pode querer convidar o sino você mesmo. Aqui segue como fazer. Primeiramente, segure o sino alto, deixando a almofada do sino no chão e usando sua mão aberta como almofada. Sua mão aberta segurando o sino parece muito bonita como um crisântemo ou uma flor de lótus com cinco pétalas abertas. Nossa mão é o lótus e o sino é a jóia preciosa no lótus. Podemos olhar para ele e dizer: “Oh, a jóia que está no lótus”. Ou em sânscrito, om mani padme hum.
Ponha o sino na sua mão em forma de lótus, levante sua testa, olhe para ele e sorria. Então inspire e expire três vezes enquanto você silenciosamente recita o seguinte gatha (poema).
Corpo, fala e mente em perfeita unicidade, Eu envio meu coração junto com o som deste sino. Possam os ouvintes despertar do esquecimento E transcender o caminho da ansiedade e tristeza.
Está tudo bem se, enquanto tocar o sino, você esquecer este gatha, mas faça seu melhor para lembrar dele. Inspiramos e recitamos a primeira linha
Corpo, fala e mente em perfeita unicidade,
Isto significa que temos concentração. Então com nossa expiração:
Eu envio meu coração junto com o som deste sino.
Isto significa que você envia seu amor para o mundo. Diga na sua inspiração:
Possam os ouvintes despertar do esquecimento
Esquecimento é o oposto de plena atenção e o som do sino nos ajuda a ser plenamente atentos. Ouvindo a voz do Buda, o som do sino, voltamos ao momento presente. Na sua expiração diga:
E transcender o caminho da ansiedade e tristeza.
Depois de ter praticado inspirando e expirando assim enquanto recita o gatha, você se sentirá melhor, sua mente e corpo estão agora unidos, você está concentrado e tem o belo desejo que todos que ouçam este sino não sintam tristeza, raiva ou ansiedade e que eles desfrutem a respiração e sorriam.
Agora que você está se sentindo bem melhor, está pronto para convidar o sino a soar. Quando convidar o sino a soar. Quando convidamos o sino, sempre fazemos um som de despertar para preparar a todos para o som completo do sino de forma que todos não fiquem surpresos por ele. Não é um som cheio. Tocamos o bastão (“aquele que convida”) no sino; é chamado “acordar o sino”. Todos param os pensamentos e a conversa e ficam prontos para receber o som do sino, porque o som do sino é considerado como sendo a voz desperta do amor e compaixão. Todos se preparam para o chamado do Buda.
Entre o acordar do sino e o som verdadeiro há o espaço de uma respiração. Portanto você pratica respirar enquanto espera pelo som verdadeiro e então convida o sino de forma que o som verdadeiro venha. Dizemos “convidar o sino a soar”, não “bater o sino”, porque queremos ser gentis e não sermos violentos com o sino.
Aqueles que estiverem ouvindo o som do sino silenciosamente recitam o seguinte gatha:
Ouça, ouça, Este som maravilhoso me traz de volta para minha casa verdadeira
Ouça, ouça, significa que ouvimos com toda a nossa concentração enquanto inspiramos e com nossa expiração, sorrimos e dizemos Este som maravilhoso me traz de volta para minha casa verdadeira. O som do sino é a voz do Buda em você te chamando de volta para sua casa verdadeira, a casa da paz, tolerância e amor.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Palestra e Meditação - Inscreva-se

"O Momento Presente e as Maravilhas da Vida"
com o Dr. Ênio Burgos (médico, físico, escritor)

*Palestra Aberta
sexta-feira, 13 de agosto, às 19 hs

*Vivência: Dois dias de Mente Atenta
sábado, 14 de agosto, das 08 às 18 hs
domingo, 15 de agosto, das 08 às 11 hs

Local: Academia Ligia Prieto
Rua Min. João Alberto, 137 - Araés
Cuiabá - MT

Informações e inscrição: (65) 3052-6634

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sessão Pipoca Zen!!! - Domingo 25.07.10


"Um Vazio, dois pipoca, três estouros e uma bacia de contentamento..."
(Autor: Ivan Deus Ribas)


Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,

A Associação Meditar de Cuiabá, tem a alegria de convidar você, amigos e familiares e demais interessados para Sessão Pipoca Zen, que acontecerá no próximo domingo, 25.07.2010, as 17:00 horas, na Academia Ligia Prieto. Entrada franca! Teremos suco e pipoca em pleno contentamento!!!


Dodos do Filme:

FILME “ZEN”!

Título original: Zen
Diretor: Banmei Takahashi's
Língua original: Japonês
Legendas: português
Duração: 127 min.
Lançamento: 01/2009


SINOPSE

Baseado na vida do mestre Dogen Zenji (19 de Janeiro de 1200 – 22 de Setembro de 1253), um professor japonês de Zen Budista, fundador da escola Zen Soto e importante filósofo.

Abrir mão de tudo, rendendo-se ao fluxo da natureza e somente sentando-se em meditação. Isto é a essência do Budismo Zen de Dogen. No 13º século, Dogen, um jovem monge japonês viajou à China, determinado a encontrar seu verdadeiro mestre. Lá ele encontrou um monge que lhe ensinou que a meditação Zen é o verdadeiro e único caminho à iluminação. Voltando, esclarecido, ao Japão, Dogen arriscou a sua vida para divulgar o Budismo Zen, inspirando milhões de budistas que praticam ao redor do mundo até hoje.



Local: Academia Ligia Prieto
Rua Ministro João Alberto, nº 137 - Araés (Próximo a Escola Jardim Moitará e a duas quadras da Tv Centro América) - Tel. (65) 3052-6634 ou 9202-9925

Data: 25 de Julho

Horário: 17hs

domingo, 18 de julho de 2010

As Seis Portas da Ação (6/6) - Thich Nhat Hanh







Sabedoria



O Sutra Prajña-paramita descreve a perfeição da sabedoria, prajña-paramita, como "as asas de um pássaro pode levar você para bem longe". É a fundação e a chave para a realização de todas as paramitas. Com este tipo de compreensão podemos praticar a doação, a plena consciência, a inclusividade, diligência e a meditação de maneira perfeita. Sem prajña-paramita, a perfeição das outras paramitas é impossível - sem asas você não pode ir longe.
No último capítulo aprendemos como a compreensão está presente na prática da meditação. Praticamos dhyana para produzir o insight da impermanência e do não eu na nossa vida cotidiana. Impermanência e não eu pertencem à dimensão histórica da realidade. Tudo é impermanente, tudo é sem uma existência separada. É somente quando tocamos profundamente a impermanência e o não eu, características da dimensão histórica, que somos capazes de tocar a dimensão última, o nirvana. Assim, quando a nossa prática de dhyana é informada por prajña conseguimos tocar o nirvana no interior da impermanência e do não eu. Nós nos damos conta de que não existe separação entre a dimensão histórica e a dimensão última. Isto é prajñaparamita.
A prática da inclusividade significa que você tem a capacidade de aceitar e abarcar tudo - incluindo doenças, velhice e morte. Quando você traz o elemento de prajña para sua vida diária, mantendo o insight da impermanência e do não eu vivos em cada momento, você consegue tocar a base última do não nascimento e da não morte. Que é o mesmo que tocar o nirvana. E quando você consegue tocar a dimensão última, torna-se muito fácil aceitar e abraçar o nascimento e a morte, manifestação e não manifestação. É impossível praticar a inclusividade sem prajña, insight sobre a dimensão última, nirvana. Uma criança não fica triste quando um arranjo particular de cores e padrões no caleidoscópio desaparece, por que ela sabe que outra manifestação maravilhosa irá aparecer. Impermanência e não eu são simplesmente as voltas do caleidoscópio, onde uma manifestação logo abre caminho a outra.
Quando trouxermos prajña-paramita para a nossa prática de outras paramitas, então poderemos realmente aperfeiçoá-las. Teremos levado os ensinamentos dos bodhisattvas do Sutra do Lótus para o nosso dia-a-dia. A perfeição de dana é dar de maneira completamente livre da noção de que existe uma separação entre o doador, o objeto e recebedor. Esta é uma prática muito profunda, e prajña está na sua base. Dar perfeitamente, dana-paramita, pode acontecer somente sobre o solo da perfeita compreensão, prajña-paramita.
Podemos trazer o elemento de prajña para qualquer prática, como reverenciar. A tradição budista tem este belo gatha: "Aquele que reverencia e aquele que é reverenciado são perfeitamente vazios". Como podemos entender isso? Sabemos que o Buda é feito de elementos não Buda, incluindo nós mesmos. E você é feito de elementos não você, incluindo o elemento Buda. Este insight acerca da natureza do vazio e a natureza vazia do Buda é prajna. Com esta compreensão poderemos remover as fronteiras entre aquele que reverencia e aquele que é reverenciado. Quando reverencia aquele que é a imagem da perfeição, o absoluto, o Buda, você se vê refletido e consegue reconhecer esta perfeição última em você mesmo. Não existe separação entre você e o objeto de sua reverência, e então você experimenta uma grande conexão com o Buda interior. Se você permanecer inteiramente você e o Buda permancer inteiramente o Buda, um profundo contato e uma profunda comunicação entre vocês não será possível.
Compreender o vazio das coisas desta maneira é prajña-paramita, perfeita sabedoria e é a base da nossa prática de reverenciar ou de qualquer outra prática nossa. Quando realizamos a perfeita compreensão na nossa prática das paramitas, então descobriremos que já somos livres. Compreendendo que o nascimento e a morte são apenas um jogo, um jogo de esconde-esconde entre a dimensão histórica e a dimensão última, tornamo-nos completamente livre do medo. Através do Sutra do Lótus, vemos a possibilidade da compreensão perfeita. Podemos entrar no Grande Veículo do bodhisattvas e, junto com todos os seres vivos cruzar rumo à margem da libertação.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Meditação no Parque: paz a cada passo


Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,

lembramos a todos que amanhã, 17.07.10, haverá prática de meditação andando no parque Mãe Bonifácia. Ponto de encontro, estacionamento de pedrinhas, logo na entrada principal. Início as 08 h.
Levem guarda-chuva e estejam bem agasalhados, pois o inverno chegou.
Muita paz.
Mãos unidas em prece.
Ivan.
Inf.
Ligia (65)3052-6634
Ivan 9202-9925

quinta-feira, 15 de julho de 2010

"Meditação no Parque: paz a cada passo" - 17.07 (Sáb.) - 08 h - Parque Mãe Bonifácia (entrada principal) Venha Participar!!! Inf. (65)3052-6634


A meditação andando

A meditação andando pode ser agradável. Caminhando lentamente, sozinhos ou com amigos, se possível num belo local. A meditação andando tem como verdadeiro objetivo o prazer em caminhar — anda-se não para se chegar a algum lugar, mas só pelo andar. O propósito é o de se estar no momento presente, tendo plena consciência da respiração e da caminhada, e de apreciar cada passo. Para isso, devemos nos livrar de todas as preocupações e ansiedades, não pensar no futuro, nem no passado, só vivendo o momento presente. Podemos andar de mãos dadas com uma criança. Caminhamos passo a passo como se fôssemos os seres mais felizes da Terra.
Embora andemos o tempo todo, nosso andar se assemelha mais a uma corrida. Quando caminhamos assim, imprimimos ansiedade e tristeza na Terra. É preciso que andemos de forma tal que só deixamos paz e serenidade sobre a Terra. Podemos todos fazer isso desde que o desejemos muito. Qualquer criança consegue fazê-lo. Se podemos dar um passo assim, poderemos dar dois, três, quatro e cinco. Quando formos capazes de dar um passo cheio de paz e felicidade, estaremos trabalhando pela causa da paz e da felicidade de toda a humanidade. A meditação andando é uma prática maravilhosa.
Quando fazemos meditação andando ao ar livre, caminhamos um pouco mais devagar do que nosso ritmo normal e coordenamos nossa respiração com nossos passos. Por exemplo, podemos dar três passos para cada inspiração e três passos para cada expiração. Podemos, então, dizer, "Inspirando, inspirando, inspirando. Expirando, expirando, expirando." Dizer "Inspirando" serve para nos ajudar a identificar a inspiração. Sempre que chamamos algo pelo seu próprio nome, estamos tornando-o mais real, como quando dizemos o nome de um amigo.
Se os seus pulmões preferem quatro passos em vez de três, dê-lhes quatro passos, por favor. Se eles querem apenas dois, dê-lhe dois. A duração da sua inspiração e da sua expiração não tem de ser a mesma. É possível, por exemplo, que você dê três passos ao inspirar e quatro ao expirar. Se você se sentir feliz, sereno e alegre enquanto caminha, é porque está se exercitando corretamente.
Esteja atento para o contato entre os seus pés e a Terra. Caminhe como se estivesse beijando a Terra com os pés. Já prejudicamos muito a Terra. Agora é a hora de cuidarmos bem dela. Trazemos nossa paz e nossa serenidade à superfície da Terra e compartilhamos a lição do amor. É tendo isso em mente que caminhamos. De quando em quando, ao ver algo bonito, podemos querer parar para contemplação — de uma árvore, uma flor, crianças brincando. Enquanto olhamos, continuamos atentos à nossa respiração, para não sermos enredados por nossos pensamentos e assim perdermos a beleza da flor. Quando quisermos voltar a andar, é só começar de novo. Cada passo que dermos criará uma brisa fresca, renovando nosso corpo e nossa mente. Cada passo fará uma flor se abrir aos nossos pés. Isso só é possível se não pensarmos no futuro nem no passado, se soubermos que a vida só pode ser encontrada no momento presente.
(Nhat Hanh, Thich. Livro: Paz a Cada Passo: como manter a mente desperta em seu dia-a-dia.)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Poema: Uma nuvem, um pássaro


Ao meditar apenas observo

Uma nuvem, um pássaro

Pensamentos...

Eles vem e vão

Eu permaneço...

Com o tempo

Todos se esvaziam

Não eu, nem nuvens, nem pássaros
Cessam os sons...
Tudo se acalma

A montanha se cala

O orvalho se deita

Reconheço o verde em mim

Respiro...

O mundo girou como roda

Os pássaros se aconchegaram em seus ninhos

As nuvens seguiram seus caminhos

O vento fez curva, no curso do rio

O seixo gostou

(Autor: Ivan Deus Ribas)

As Seis Portas da Ação (5/6)




Meditação

Dhyana, meditação, é a prática de acalmar-se, concentrar-se e observar profundamente. Meditação deveria ser compreendida, antes de tudo, como cultivo do samadhi, a plena atenção meditativa. Então quando tomamos alguns ensinamentos como os Três Selos do Dharma - Impermanência, Não Eu e Nirvana - como objetos de nossa concentração, eles se tornam insights reais em nossa experiência vivida, não apenas idéias e conceitos.

O ensinamento Budista fundamental da impermanência nos diz que todas as coisas nascem e desaparecem, de acordo com suas causas e condições. Nada fica para sempre; nada é permanente, imutável em em si mesmo. Muitos praticantes pensam que entendem perfeitamente bem o ensinamento da impermanência mas, na verdade, não acreditam nele. Temos uma forte tendência a acreditar que permaneceremos a mesma pessoa para sempre e que as pessoas que amamos permanecerão também as mesmas para sempre, mas isso é um tipo de ilusão que nos impede de viver de uma maneira mais consciente e compassiva. Se acreditamos que todos e tudo o que amamos estarão sempre aí, preocupamo-nos pouco em cuidar deles, de estimá-los profundamente bem aqui e agora. Quando perdemos algo ou alguém que amamos, sofremos. Quando ainda a pessoa ou a coisa estava presente em nossa vida, nós não as estimamos, não as apreciamos completamente, por que faltou em nós o insight da impermanência. É muito importante fazer do insight da impermanência o nosso objeto de plena atenção meditativa, por que este insight é um elemento essencial do amor e da solidariedade.

Quando conseguimos observar a nós mesmos e as pessoas amadas à luz da impermanência, sabemos o que fazer agora mesmo para trazer alegria para nós e para os outros, por que amanhã pode ser tarde. Quando ficamos com raiva de alguém, é por que nos falta o insight da impermanência e o insight do não eu. Podemos pensar que a felicidade é um assunto individual. Mas quando olhamos profundamente na natureza do interser, vemos claramente que se alguém sofre não há jeito de sermos realmente felizes. Quando estamos com raiva de alguém, sofremos por nossa própria raiva. Quando você puder fazer algo para fazer alguém feliz, para trazer um sorriso à sua face, você sentirá alegria de imediato. Nossa felicidade é feita da felicidade dos outros e o nosso sofrimento também é feito do sofrimento dos outros. Assim, a compreensão da impermanência, não eu e interser nos inspira a fazer tudo o que puder para aliviar o sofrimento e trazer alegria e felicidade para a nossa vida cotidiana.

O insight da impermanência não é apenas uma compreensão intelectual. Existe uma grande diferença entre a idéia da impermanência e o insight da impermanência. O ensinamento da impermanência é oferecido apenas para que possamos realizar o insight da impermanência. Nós temos que saber usar esse ensinamento de maneira inteligente para conseguirmos esse insight. Temos que ter cuidado para não sermos apanhados pelo dogma, pela compreensão intelectual da impermanência, não eu e nirvana. Nós temos que conseguir transformar o que aprendemos em insight real e manter esse insight no nosso dia-a-dia.

O insight da impermanência pode iluminar cada momento de sua vida. Quando acendemos um fósforo, uma chama é produzida. É por causa do fósforo que a chama é produzida, mas quando a chama se manifesta começa por consumir o fósforo. A noção de impermanência é como um fósforo; o insight da impermanência é a chama. Uma vez que tenhamos recebido o insight não precisamos mais carregar a noção. O insight substitui nossa compreensão conceitual limitada.

Não podemos nos libertar com uma simples noção. Podemos falar sobre isso o quanto pudermos, mas sem insight real não haverá chance em nossas vida e no mundo. Se soubermos como praticar a observação profunda para transformar a nossa noção de impermanência e não eu na chama do insight concreto, esse insight irá iluminar nossa vida cotidiana, momento a momento. Você saberá o que fazer e o que não fazer para trazer bem-estar e felicidade para si mesmo e para os outros.

terça-feira, 13 de julho de 2010

"Meditação no Parque: paz a cada passo" - Sábado (17.07)


Queridos amigos e amigas, irmãos e irmãs no darma,


Lembramos a todos que neste sábado, 17.07.2010, no Parque Mãe Bonifácia, as 08:00 h da manhã, haverá a prática de meditação andando - "Meditação no Parque: paz a cada passo". Contamos com a presença de todos! Tragam amigos, vizinhos, parentes... Sejam todos bem-vindos!

O que?
Meditação no Parque: paz a cada passo.


Onde?
Parque Mãe Bonifácia.


Quando?
17.07.2010, as 08:00 da manhã.


Ponto de Encontro?
Entrada principal, no estacionamento alternativo (de pedrinhas)


* Em caso de chuva, meditaremos com guarda-chuva!


Informações com Ligia ou Ivan.
Tel. 3052-6634 # 9202-9925

sábado, 10 de julho de 2010

As Seis Portas da Ação (4/6)



Diligência

A próxima paramita, virya, é muito frequentemente mal interpretada. Trazer a qualidade da diligência para a nossa prática não quer dizer que tenhamos que se esforçar ao extremo e sofrer bastante. Muitas pessoas pensam que ser um praticante diligente significa ter que praticar meditação sentada por uma ou duas horas ou ter que se sentar o dia inteiro até que sinta dor pelo corpo e pense que isso é bom. Você é capaz de dar duro e, assim, sente-se como um herói. Você pode suportar a dor em seu corpo e em sua mente. Você conseguiu. Sobreviveu a um retiro.
Isto não é a prática de virya. Você não precisa sofrer para progredir na prática. A verdadeira diligência, a energia e o esforço saudáveis na nossa prática, nasce da alegria. O ponto principal da prática não é criar mais sofrimento, mas trazer o bem estar, a transformação e a cura. Não estamos praticando somente para atingir um estado melhor no futuro, mas para entrar em contato com a alegria e a paz disponíveis já, em cada momento. Se você praticar com a atitude correta, você se aliviará do sofrimento imediatamente.
Quando você respira, senta, caminha e observa com plena consciência, você se concentra e com esta concentração você consegue observar profundamente e tocar as maravilhas da vida que estão ao seu redor. O resultado é imediato. Ao inspirar, você é capaz de abraçar a sua dor, sua tristeza, e trazer alívio imediato. Se você continuar a praticar dessa maneira, você continuará a sentir um grande alívio, transformação e alegria. A plena consciência traz muitos tipos de benefícios. Se o objeto de sua plena consciência é algo agradável, sua alegria aumentará. Se o objeto de sua plena consciência for a dor, ela lhe trará alívio. Plena consciência sempre traz consigo a concentração e quando você vive concentrado você consegue ver profundamente no coração da realidade.
O ensinamento sobre a diligência é esclarecido quando tratamos dos Quatro Esforços Corretos. Estas são quatro práticas que nos ajudam a evitar novas situações de sofrimento e a transformar a sofrimento que temos. De acordo com a psicologia budista, nossa consciência tem a consciência armazenadora na sua base e a consciência mental no nível mais elevado. Na consciência armazenadora existem muitas sementes, saudáveis e não saudáveis. Estas sementes são o resultado das nossas ações passadas e elas podem se manifestar ou permanecer adormecidas, dependendo de como cuidamos delas.
Assim, a primeira das quatro práticas da diligência é não plantar novas sementes negativas em nossa consciência. Se a semente de um ato não saudável do corpo, da fala ou da mente não tiver sido ainda plantada em você. Não plante. Por exemplo, se você não tem a semente de usufruir das drogas, do álcool ou de outras coisas que perturbam sua saúde e sua estabilidade física e mental, então não se exponha a situações nas quais esta semente possa ser plantada na sua consciência. Este é o primeiro elemento da diligência e temos de usar nossa inteligência e compreensão para praticá-lo.
A segunda prática da diligência diz respeito ao que fazer com as sementes negativas que já temos. Isto implica em arranjar sua vida diária de modo a que tais sementes não tenham chance de se manifestar e crescer. Temos que praticar uma maneira de viver que não alimente as sementes de raiva, desespero e apego em nós, todos os dias. Criar um ambiente são, saudável para nós e nossas crianças é uma grande tarefa. Temos que criar comunidades onde possamos estar em contato com as maravilhas da vida e onde sejamos rodeados por outros que praticam o viver plenamente consciente, para que as sementes negativas que estão em nós e nossos filhos não sejam irrigadas todos os dias.
Por vinte anos eu tenho falado acerca da necessidade de criar comunidades de resistência, comunidades de vida consciente que ofereçam uma alternativa aos modos de vida doentios e destrutivos nas quais tantas pessoas estão engajados.
Estamos sendo constantemente expostos a coisas negativas na sociedade, agredidos dia e noite pelo que vemos e ouvimos. As sementes negativas em nós são aguadas todos os dias e continuam a crescer. É por isso que é tão importante refletir sobre como organizarmos nossas famílias e comunidades para que elas sejam protegidas da constante invasão e agressão do apego, da hostilidade e ilusão. Se não nos protegermos da influência desses venenos, não conseguiremos ajudar e proteger outros, incluindo nossos próprios filhos e pessoas amadas.
A segunda prática inclui não permitir que as sementes negativas em nós sejam aguadas e se manifestem no nível da consciência mental. Quando elas se manifestam nesse nível, sua base é reforçada. Uma semente que é simplesmente mantida em nossa consciência armazenadora por um longo período, se tornará gradualmente mais fraca. Mas se tiver a chance de se manifestar em nossa consciência mental, então ela continuará a crescer desde a base. Então, temos de praticar diligentemente para não aguar as sementes negativas do desespero, raiva, apego etc.
A terceira prática da diligência é irrigar as sementes positivas que já estão depositadas na nossa consciência armazenadora. Se essas boas sementes ainda não se manifestaram, praticamos para ajudá-las a se manifestar. Se elas já se manifestaram tentaremos mantê-las o máximo possível na nossa consciência mental. Repetindo, nosso ambiente é muito importante. Quando nos cercamos de bons amigos, bons irmãos de Dharma e irmãs, eles podem nos ajudar a entrar em contato com as sementes positivas em nossa consciência armazenadora, a irrigá-las e manifestá-las.
Como isso funciona? Suponha que você comece a sentir com raiva; ao invés de se deixar consumir por essa emoção você ouve uma palestra de Dharma ou conversa com um de seus irmãos ou irmãs de Dharma. Isso pode evitar que a semente de raiva se manifeste completamente e, assim, você pode, ao invés, manifestar bondade amorosa. É como trocar de canal de televisão. Se você encontra o canal correto, você recebe uma boa imagem; e toda a vez que você vê uma imagem negativa, você muda de canal. Nossa consciência também funciona assim. Existem milhares de canais em nossa consciência e está nas nossas mãos escolher o canal correto, o canal do Buda e dos bodhisattvas, ao invés do canal dos fantasmas famintos.
A quarta prática da diligência é manter as sementes positivas que se manifestaram para que continuem a se fortalecer e crescer. Quanto mais segurarmos essas sementes na nossa consciência mental, mais fortes elas cresceram na base, na nossa consciência armazenadora. Elas são como convidados maravilhosos que queremos hospedar em nossa consciência armazenadora para que elas tenham a oportunidade de crescer na base. Isso é chamado de transformação na base. E ao mesmo tempo que as sementes saudáveis continuam a crescer, as sementes doentias continuam a se enfraquecer.
Diligência requer compreensão e outras paramitas para poder ser praticada melhor, de uma maneira mais efetiva. A prática de shila, dos treinamentos da plena consciência, é um bom método para criar ambientes saudáveis para nós, nossa família e nossa comunidade, e assim possamos praticar a diligência. Podemos conseguir um bocado de alegria praticando as outras paramitas, ainda que muitos de nós pensem que virya-paramita tem que ser difícil .Assim praticamos duramente, acreditando que esta é a melhor e a mais rigorosa maneira de praticar, mas nossa prática é sem alegria e sofremos. Praticar a diligência dessa maneira não irá nos trazer bons resultados, não importa o quanto dermos duro. É por isso que nossa prática deve ser informada por prajna, compreensão. Com os elementos da compreensão nossa prática trará bastante alívio e alegria rapidamente, será de cura e transformação e isso encorajará você a ser mais diligente na sua prática.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Prática Semanal - 10.07.10 (Sábado)


Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,


lembramos a todos que sábado, 10.07.10, haverá prática de meditação as 08:00 h na Academia Ligia Prieto. Término previsto para as 09:00 h. Aos iniciantes, sugerimos roupas leves. Destamos ainda, que as práticas são abertas, sem contra indicações e/ou pré-requisitos. Muita paz, sejam todos bem-vindos!

Mãos unidas em prece.

Informações:

Ligia (65) 3052-6634
Ivan (65) 9202-9925


Venha participar!!!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Videofórum "As religiões do mundo e a ética global"


8º ENCONTRO Religiões Afro-brasileiras – Resistência do povo negro na fé


Muitas das pessoas presentes no 8º encontro do videofórum “As religiões do mundo e a ética global”, realizado na última quinta-feira, dia 1 de julho, em Cuiabá, sobre as Religiões Afro-brasileiras, desconheciam que a palavra macumba não tem raiz africana, mas sim indígena e significa, simplesmente, rezar.
Foi uma noite para quebrar preconceitos e obter informações novas e mais precisas sobre o que seja o candomblé, a umbanda e outras religiões brasileiras, com raiz africana.
Uma outra informação surpreendente é que em Cuiabá há 380 templos de candomblé, escondidos em fundos de quintal, reclusos por conta do preconceito nas casas dos babalorixás, que são os líderes espirituais dos terreiros.
Religiões afro-brasileiras são, de fato, sinônimo de resistência. “Com as famílias destroçadas, por conta do tráfico de escravos que separava pai e mãe de filhos, o que os negros fizeram? Reconstruíram essas famílias na fé. É por isso que babalorixá significa papai e as outras figuras religiosas também têm significados familiares: mamãe, filho mais novo, filho mais velho e outras. O terreiro torna-se, portanto, o espaço de reconstrução da vida.
O documentário exibido, “Mojubá”, que significa “meus respeitos”, tratou ainda do viés histórico e antropológico dessas religiões, mostrou terreiros de reza para desmistificá-los, deu voz a pesquisadores e estudiosos do tema.
O babalorixá João Bosco, professor de História e educador, estando no momento gerente de Diversidade Étnico-racial, Direitos Humanos em Educação, Gênero e Sexualidade da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), convidado da noite, explicou que o sincretismo religioso, que abraça negros, indígenas e portugueses, norteou por séculos a construção da fé brasileira com raiz africana. É impossível influenciar, como fizeram os portugueses, sem serem também influenciados pelos negros e índios. No camdomblé, os vestidos do tipo bolo de noiva das baiana é figurino europeu. Já o bate cabeça no altar católico, em respeito aos santos, é um comportamento tipicamente africano. E a macumba, como já dito, vem dos índios, que rezavam em torno de uma árvore com esse nome. Os portugueses queriam uma América católica, mas aqui já haviam índios, com suas crenças, e, além dos índios, para cá foram arrastados, acorrentados, os africanos, que também trouxeram consigo suas crenças, no imaginário e no coração. É por isso que lhes arrancaram a pátria, o nome e sobrenome, a família e os títulos, mas não o seu Deus.
A Bahia é um espaço onde essa mistura sincrética se dá com naturalidade. As pessoas entram em igrejas e terreiros, num movimento ecumênico. Os santos católicos encontram simulacros no candomblé e outras religiões afro-brasileiras. Mas, para João Bosco, o candomblé contemporâneo não aceita mais essa correlação entre igrejas. Segundo ele, essa foi uma forma de resistir ao preconceito. “Mas não precisamos mais disso. Já podemos conquistar o nosso direito de ter nossa religião, sem medo”.
As religiões afro-brasileiras são monoteístas, buscam no transe o encontro com o divino e imolam animais para alimentar as energias cósmicas.
Como religiões tão cheias de simbolismo podem ter resistido por tantos séculos na reclusão? Bosco diz que isso vem do governo imperial, que já fazia de tudo para não deixar que o povo africano se aglutinasse. Então, começa daí uma campanha que ainda perdura, segundo ele, para demonizar as crenças brasileiras de raiz africana. Em 1822, com a proclamação da independência formal do Brasil, acreditava-se que isso poderia mudar, mas na Constituição de 1824, pilar sobre a qual aquela nova liberdade alçava vôos, em seu artigo quinto já trazia uma afronta contraditória. Só a religião católica era permitida no Brasil; todas as outras estavam proibidas.
Além do Estado e das leis, para Bosco, a família também repete preconceitos, assim como a escola e os meios de comunicação. “Estava assistindo à minissérie ‘Na Forma da Lei’, na rede Globo, semana passada e ouvi assim: o bandido mais perigoso do episódio se chama Exu Caveira. Olha o nome! Mas Exu não é isso que falam por aí e que está em nosso imaginário. Exu é o sangue que corre nas veias, o dinamismo, a alegria de viver, o ato sexual, o ser que vai nascer”, explica Bosco.
Há muita diversidade dentro das religiões afro-brasileiras. Bosco explicou que o candomblé, por exemplo, entende que há apenas uma vida e após a morte vamos nos encontrar um dublê da gente mesmo, o egun (alma). Voltamos então a ser molécula. O que populares chamam de alma penada são almas com dificuldade para reencontrar seu dublê. Há rituais no candomblé justamente para encaminhá-las. Já em outras crenças, como a Umbanda, acredita-se em reencarnação e outras vidas.
As religiões afro-brasileiras não são proselitistas. Bablorixás não saem às ruas em busca de fiéis, mas acreditam que, mais dia, menos dia, quem tem que se aproximar vai chegando e encontrando sua casa, seu quintal, seu terreiro, até que receba o pleno e afetivo abraço de Xango. Muito axé!
O próximo e último encontro do videofórum será na próxima quinta-feira, das 19 às 21h, no Colégio CIN, próximo à Clínica Femina. Entrada aberta.
O videofórum é realizado pelo Centro Burnier Fé e Justiça, em parceria com o Instituto Humanitas Unisinos (IHU), Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) e o movimento Círculo da Paz, e está dentro da proposta de diálogo entre as religiões em favor da cultura mundial da paz.

Keka Werneck, da Assessoria de Imprensa do Centro Burnier Fé e Justiça
(65) 9922-9445
(65) 3023-2959

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Prática Semanal - 06.07 (Terça-feira)


Queridos amigos (as), irmãos e irmãs no darma,


lembramos a todos que amanhã, 06.07.10 (terça-feira), haverá prática de meditação e Thai Chi Chuan, na Academia Ligia Prieto. Destacamos, que as práticas são gratuitas e abertas, sem qualquer pré-requisito para participar das mesmas. Assim, sejam todos bem-vindos, bienvenidos, welcome, namastê, haribool, gasshô ...rs! Muita paz e sanidade!


Thai Chi Chuan - 19:00


Meditação - 20:00


Recomendamos roupas leves.


Informações: (65)3052-6634 # 9202-9925

Videofórum "As Religiões do Mundo e a ética global"



7º Encontro - Religiões tribais – Respeito à tradição e resistência cultural

Os aborígenes da Austrália, que há mais de 50 mil anos e até hoje são nômades, têm um profundo respeito à natureza, ao ponto de se confundirem com ela. Por exemplo, em suas andanças, quando vão beber a água de rios e fontes em primeiro lugar lançam uma pedra no manancial, pedindo licença. Nessa relação profunda com o meio ambiente, os nômades da Austrália também buscam Deus, embora tenham sido difamados e até proscritos por séculos pela antropologia e a teologia, sendo tratados como seres sem cultura e sem religião. Em outro continente, na África, uma comunidade do Zimbábue, que também já foi chamada de selvagem, grosseira e destituída de cultura e religião, mostra, com seus ritos de cura do corpo e alma e o exorcismo, que também tem tradição e fortes e impressionantes crenças.
Por esses dois caminhos, o autor do documentário “Religiões Tribais”, o alemão Hans Kung, tenta explicar o que mesmo em rincões do mundo o ser humano reza e constrói sua espiritualidade. Kung viajou o mundo estudando as religiões.
Este é o sétimo documentário exibido na última quinta-feira, dia 24 de junho, dentro do videofórum “As Religiões do Mundo e a Ética Global”, organizado pelo Centro Burnier Fé e Justiça, em parceria com o Instituto Humanitas Unisinos (IHU), Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) e o movimento Círculo da Paz.
O pastor luterano Teobaldo Witter, mestre em teologia, foi o convidado para orientar o debate sobre as religiões tribais.
Ele começou sua explanação perguntando: o que não é uma religião tribal?
Dentro do diálogo entre as crenças, proposta central deste videofórum, Teobaldo Witter também lembrou que nossa mente é como um paraquedas. Só funciona se abre. Uma brincadeira com forte fundo filosófico, que preparou bem a platéia para aceitar as diferenças entre os que conhecemos e o que pensamos que conhecemos.
Para Witter, as comunidades tribais, como os aborígenes da Austrália, não ambicionam a propriedade privada e, numa sociedade neoliberal, esta postura incomoda. A desqualificação é a forma mais comum de dinamitar tradições e valores. Sentem-se melhor, eliminando barreiras históricas, aqueles que entendem que ter é mais do que ser. Mas, no caso dos aborígenes australianos, diz Witter, “apesar de terem sido desqualificados, talvez tenham preservado algo que já perdemos há muito tempo”. Eles garantem, por exemplo, o respeito mútuo e a igualdade de direitos entre os sexos. Na religião, entendem um Deus com pés de ema, com mulher e filho. A sexualidade tem papel central para eles, a fim de que a vida seja preservada. Não têm uma tábua sagrada ou mandamentos, mas demonstram respeito à sabedoria dos mais velhos e aos valores comuns, repassados via oralidade.
No Zimbábue, menos da metade da população é cristã. Indo além das potentes Cataratas de Vitória, as mais fortes e intensas do mundo, vive um povo que, na religiosidade, aposta em transes, em favor da felicidade e da salvação. No exorcismo, busca impedir a posse do corpo por espíritos ruins. Logicamente, apostam também na reencarnação.
Os cristãos do Zimbábue entendem Adão e Eva como um casal negro, e, nessa busca pela identidade da fé, criaram várias igrejas livres.
Para Witter, o que temos que aprender com eles é que vivem um forte senso de comunidade e solidariedade e têm uma bela visão de mundo, onde há lugar para jovens e velhos e gentes de todas as raças.

Sessões às quintas-feiras, as 19h, no Colégio CIN. Entrada franca.

Keka Werneck, da Assessoria de Imprensa do Centro Burnier Fé e Justiça
(65) 3023-2959

As Portas da Ação - (3/6)




A palavra sânscrita Kshanti é frequentemente traduzida por "paciência" ou "tolerância", mas essas palavras não espelham o verdadeiro significado desta paramita. Paciência implica que você tem que sofrer um pouco para se tornar capaz de aceitar algo. Se observarmos o caractere chinês para Kshanti, vemos que na parte inferior está o caractere para "coração" e que na parte superior existe um traço que se parece com uma faca, algo afiado que é difícil de manejar. Esta é a expressão gráfica do verdadeiro significado que está na sua raiz, "inclusividade que a tudo abraça". Se o nosso coração for largo e aberto o suficiente, poderemos aceitar a coisa afiada e isso não nos incomodará. Só sentimos algo como não prazeiroso ou pertubador quando nosso coração é demasiado pequeno. Se nosso coração é largo o suficiente, podemos estar bem confortáveis, podendo abraçar algo afiado e difícil sem nos ferirmos. Assim, Kshanti é uma qualidade do ser que não traz sofrimento; na realidade, permite-nos escapar àquele tipo de sofrimento que experimentamos quando temos um coração estreito demais. Se o nosso coração for grande o suficiente, não sofreremos.

O Buda nos ofereceu uma linda ilustração deste princípio. Suponhamos que você tivesse um punhado de sal e você o jogasse numa tigela d'água e mexesse. Agora a água na tigela é salgada demais para beber. Mas se você jogar aquele punhado de sal num rio, a água não se tornará salgada e as pessoas poderão continuar a beber dessa água. Quando você é apenas uma tigela d'água, você sofre. Mas quando se transforma num rio, você não sofre mais.

Se o nosso coração permanecer estreito sofreremos profundamente com todas as dificuldades que encontrarmos na vida - calor, frio, enchentes, bactérias, doenças, velhice, morte, pessoas teimosas, pessoas cruéis. Mas através da prática de Kshanti poderemos abraçar tudo e não teremos de sofrer. Um coração estreito não pode aceitar muito, não pode absorver e abarcar tudo, cada dificuldade que surgir. Mas um coração expansivo e aberto poderá facilmente aceitar tudo e você não terá que sofrer mais. Aperfeiçoar a prática de Kshanti consiste em, continuamente, tornar seu coração cada vez mais amplo, para que você possa aceitar e abraçar tudo. Este é o poder e o milagre do amor.

Cada um de nós tem de se perguntar, qual é o tamanho do meu coração? Como eu posso fazer com que meu coração cresça e se torne cada vez maior todos os dias? A prática da inclusividade é baseada na prática da compreensão, solidariedade e amor. Se você praticar olhando profundamente para entender o sofrimento, o néctar da solidariedade irá emergir naturalmente do seu coração. Maitri, bondade amorosa, e Karuna, solidariedade, poderão crescer indefinidamente. Assim, graças á prática do olhar profundo e da compreensão, sua bondade amorosa e sua solidariedade crescerão dia a dia. E com compreensão suficiente e amor você poderá aceitar e abraçar tudo e todos.

Com muita frequência, em um conflito, achamos que se aqueles no outro lado, aqueles que se opõem a nós ou acreditam em coisas diferentes, parassem de existir, teríamos paz e felicidade. Desse modo podemos estar motivados pelo desejo de aniquilação do outro, de sua destruição ou da remoção de certas pessoas da nossa comunidade ou da sociedade. Mas, observando profundamente, veremos que assim como nós sofremos eles também sofreram. Se realmente quisermos viver em paz, segurança, a salvo, temos que criar uma oportunidade para os que estão no outro lado possam viver assim também.

Se soubermos como permitir que o outro lado entre no nosso coração, se tivermos essa intenção, não somente sofreremos menos mas aumentaremos as nossas chances de paz e segurança. Se estivermos motivados pela prática da inclusividade, torna-se muito simples se perguntar, "Qual a melhor maneira de ajudar vocês para que possam gozar de segurança? Por favor, diga-nos". Expressamos nossa preocupação com a segurança deles , com sua necessidade de viver em paz, reconstruir seu país, fortalecer sua sociedade. Quando formos capazes de abordar a situação de conflito dessa maneira, isso poderá nos ajudar bastante a transformar a situação. A base para esta transformação, a primeira coisa que deve acontecer, é mudar por dentro seu próprio coração. Você abre seu coração para incluir o outro lado; você quer dar a eles a chance de viver em paz, do mesmo modo como você deseja a paz para si mesmo.

Sociedades e nações que estão reféns do conflito precisam aprender a prática da inclusividade se realmente querem encontrar um caminho para viver junto em paz. O nosso lado pode aceitar o fato de que o outro lado também precisa um lugar pra viver, segurança e estabilidade que poderão garantir uma sociedade pacífica e próspera? Quando observamos profundamente a situação desses outros, veremos que eles são como nós - também querem somente um lugar onde viver em paz e segurança. Compreender nosso sofrimento e nossas próprias esperanças pode levar a entender o sofrimento e as esperanças do outro. Sabemos que se o outro lado não tiver paz e segurança, não será possível para nós ter paz e segurança. Esta é a natureza do interser. Com este insight seremos capazes de abrir nosso coração e abraçar o outro lado.

sábado, 3 de julho de 2010

Poema: Imagens em cores


Cristais de cores refletem a vida
Chegam a mim suas impressões
Como um prisma minha mente multicor
Vejo o vazio, reflito as formas
Cada cor, seu lugar
Cada momento, um encanto
Descubro no agora
Cores reais nunca vistas...
(Autor desconhecido)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Prática Semanal (03.07 - Sábado)


Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,

lembramos a todos que amanhã, 03.07.10, haverá prática de meditação as 08:00 h na Academia Ligia Prieto. Término previsto para as 09:00. Aos iniciantes, sugerimos roupas leves. Destacamos que as práticas são abertas, sem contra indicações e/ou pré-requisitos. Muita paz, sejam todos bem-vindos.

Mãos unidas em prece.

Informações:
Ligia (65)3052-6634
Ivan (65)9202-9925