A Associação Meditar é uma sociedade civil com personalidade jurídica, sem fins lucrativos, não religiosa ou doutrinária. O primeiro núcleo surgiu em Porto Alegre-RS, e, atualmente, possui núcleos nas cidades de Santa Cruz do Sul, Lajeado, Novo Hambugo, Santa Maria, São Francisco de Paula, Capão da Canoa, Florianópolis, Chapecó e Cuiabá.

A Associação Meditar se propõe a: Difundir a prática da meditação; Congregar os praticantes da meditação; Coletar e divulgar os benefícios à saúde física e mental promovidos pela prática adequada da meditação; Criar, apoiar e promover a difusão de locais adequados para a prática de meditação (Núcleo ou Centros Meditar) no Brasil e no exterior; inclusive, com sedes rurais para abrigar seus membros em vida comunitária voltada à meditação, ao estudo, ao trabalho natural na terra, à contemplação da natureza.

Dedica-se a orientar a iniciação e o desenvolvimento das pessoas (empresa, escolas, associações) na meditação de forma clara, simples, objetiva e segura; Promover cursos, palestras, workshops, retiros e atividades voltadas à prática da meditação; Incentivar e promover a atitude mediativa, altruísta e pacífica, que implique na paz interna e externa, na não-violência, no respeito pela natureza, alimentação natural, bons valores humanos, no conhecimento e na sabedoria.

A Associação Meditar de Cuiabá se reúne sempre no Espaço Ligia Prieto. Endereço: Rua Min.João Alberto, 137 – Araés - Cuiabá. Informações pelo tel. (65)3052-6634.

(Atenção!!! - Em Julho, no período de recesso, estaremos com outro local de prática! O endereço é na Rua Professora Neuza Lula Rodrigues, n. 150, Casa 11 - Resid. Canachuê - B. Jardim Santa Amália.) Sempre aos sábados, das 07h às 08h! Informações: (65) 9.8143-4379 - Ivan.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Meditar ao trabalhar - Monja Coen Sensei

Prática Semanal - Sábado (02.10)


Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,

lembramos a todos que neste sábado, 02.10.10, haverá prática de meditação. Início as 8 h (pontualmente), com término previsto para as 9 h, podendo se prolongar um pouco mais em virtude da atmosfera de pleno contantamento. Destacamos ainda, que as práticas são abertas, sem contra indicações e/ou pré-requisitos. Sejam todos bem-vindos!

Mãos unidas em prece.

Informações:
Ligia (65) 3052-6634
Ivan (65) 9202-9925
Local: Academia Ligia Prieto
Rua Ministro João Alberto, nº 137, Araés, Cuiabá-MT
(próximo a TVCA, e ao lado da Escola Jardim Moitará)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Diferentes tipos de amor - Thich Nhat Hanh


Diferentes Tipos de Amor

O Rei Pasenadi olhou para o Buda. Ele ficou impressionado. O Buda falou com voz calma e quieta e o que disse foi ao mesmo tempo simples e profundo. O rei sentiu que podia confiar no Buda e então perguntou o que o estava angustiando.

“Mestre Gautama, há pessoas que dizem que você aconselha às pessoas a não amarem. Eles dizem que quanto mais uma pessoa ama, mas sofrerá e se desesperará. Posso ver alguma verdade nessa afirmativa, mas não consigo encontrar paz com ela. Sem amor, a vida pareceria vazia de significado. Por favor, me ajude a resolver isso.”

O Buda olhou para o rei de forma acolhedora. “Majestade sua questão é muito boa, e muitos podem se beneficiar dela. Há muitos tipos de amor. Deveríamos examinar em detalhes a natureza de cada tipo de amor. A vida tem grande necessidade da presença de amor, mas não do tipo de amor que é baseado na luxúria, paixão, apego, discriminação e preconceito. Majestade há outro tipo de amor, extremamente necessário, que consiste de bondade amorosa e compaixão, ou maitri e karuna.”

“Usualmente quando as pessoas falam de amor eles se referem apenas ao amor que existe entre pais e filhos, maridos e esposas, membros da família, casta ou país. Devido à natureza deste amor depender do conceito de ‘eu’ e ‘meu’, ele permanece misturado com apego e discriminação. As pessoas querem apenas amar seus pais, esposos, filhos, netos, seus parentes e compatriotas. Como são capturados pelo apego, eles se preocupam com acidentes que podem acontecer a seus amados mesmo antes deles ocorrerem. Quando esses acidentes ocorrem, eles sofrem terrivelmente. O amor que é baseado na discriminação produz preconceito. As pessoas se tornam indiferentes ou mesmo hostis àqueles fora de seu círculo de amor. Apego e discriminação são fontes de sofrimento para nós mesmos e para os outros. Majestade, o amor pelo qual todos os seres estão verdadeiramente famintos é a bondade amorosa e a compaixão. “

“Maitri é o amor que tem a capacidade de levar felicidade para outro. Karuna é o amor que tem a capacidade de remover o sofrimento do outro. Maitri e karuna não exigem nada em troca. Bondade amorosa e compaixão não estão limitadas aos pais, esposos, filhos, parentes, membros da casta e compatriotas. Eles se estendem a todas as pessoas e todos os seres. Em maitri e karuna não há discriminação, não há ‘meu’ e ‘não meu’. E como não há discriminação, não há apego. Maitri e karuna trazem felicidade e aliviam o sofrimento. Eles não causam sofrimento ou desespero. Sem eles, a vida seria vazia de significado, como você disse. Com bondade amorosa e compaixão, a vida é preenchida de paz, alegria, e contentamento. Majestade, você é o dirigente de todo um país. Todas as pessoas se beneficiariam de sua prática de bondade amorosa e compaixão.”

O rei inclinou sua cabeça pensando. Ele olhou ao Buda e perguntou, “Eu tenho uma família para cuidar e um país para dirigir. Se eu não amasse minha família e povo, como poderia cuidar deles? Por favor, esclareça para mim.”

“Naturalmente você deve amar sua própria família e povo. Mas seu amor pode também se estender para além de sua família e povo. Você ama e cuida do príncipe e da princesa, mas isso não o impede de amar e cuidar de outros jovens no reino. Se puder amar todos os jovens, seu amor atual, que é limitado, se tornará um amor inclusivo e todos os jovens do reino serão seus filhos. Isto é o que significa ter um coração de compaixão. Não é apenas um ideal. É algo que pode ser realizado, especialmente por alguém como você que tem tantos meios a disposição.”

“Mas e sobre os jovens dos outros reinos?”

“Nada o impede de amar os jovens de outros reinos como se fossem seus filhos mesmo que eles não habitem sob sua jurisdição. Apenas porque alguém ama seu povo não é razão para não amar povos de outros reinos.”

“Mas como posso mostrar meu amor por eles se não estão sob minha jurisdição?”

O Buda olhou para o rei. “A prosperidade e segurança de uma nação não deveria depender da pobreza e insegurança das outras nações. Majestade, paz duradoura e prosperidade são apenas possíveis quando as nações se juntam em um comprometimento comum para procurar o bem estar de todos. Se você quer que Kosara realmente desfrute de paz e que os jovens do seu reino não percam a vida nos campos de batalha, você deve ajudar aos outros reinos a achar paz. As políticas externas e econômicas devem seguir o caminho da compaixão para a paz verdadeira ser possível. Ao mesmo tempo, enquanto você ama e cuida de seu próprio reino, você pode amar outros reinos como Magadha, Kasi, Videha, Sakya e Lokya.”

“Majestade, ano passado eu visitei minha família no reino de Sakya. Eu descansei muitos dias em Arannakutika aos pés do Himalaya. Lá eu fiquei muito tempo refletindo sobre uma política baseada na não-violência. Eu vi que nações podem de fato desfrutar de paz e segurança sem ter que recorrer a métodos violentos tais como prisões e execuções. Eu falei dessas coisas ao meu pai, rei Suddhodana. Agora eu aproveito essa oportunidade para dividir as mesmas idéias com você. Um dirigente que nutre sua compaixão não precisa depender de meios violentos.”

O rei exclamou, “Maravilhoso! Verdadeiramente maravilhoso! Suas palavras são as mais inspiradoras! Você verdadeiramente é o iluminado! Eu prometo refletir em tudo o que disse hoje. Eu penetrarei em suas palavras, que contêm muita sabedoria. Mas por agora, por favor, permita-me perguntar uma questão simples. Ordinariamente, amor realmente contém elementos de discriminação, desejo e apego. De acordo com você, este tipo de amor cria preocupação, sofrimento e desespero. Como pode alguém amar sem desejo e apego? Como posso evitar criar preocupação e sofrimento no amor que sinto pelos meus filhos?”

O Buda respondeu, “Nós precisamos olhar para a verdadeira natureza de nosso amor. Nosso amor deveria trazer paz e felicidade aos que amamos. Se nosso amor é baseado em um desejo egoísta de possuir outros, não seremos capazes de levar até eles paz e felicidade. Ao contrário, nosso amor os fará se sentirem em uma armadilha. Tal amor não é mais que uma prisão. Se as pessoas que amamos são incapazes de serem felizes devido ao nosso amor, eles acharão uma maneira de se libertar. Não aceitarão a prisão do nosso amor. Gradualmente o amor entre nós se tornará raiva e ódio.”

“Majestade, você ouviu a tragédia que aconteceu dez dias atrás em Savatthi devido ao amor egoísta? A mãe sentiu que tinha sido abandonada pelo seu filho quando ele se apaixonou e casou. Ao invés de se sentir como se houvesse ganho uma filha, ela apenas sentiu que havia perdido seu filho e se sentiu traída por ele. Por isso, seu amor se tornou ódio e ela pos veneno na comida do jovem casal matando ambos.”

“Majestade, de acordo com o Caminho da Iluminação, amor não pode existir sem entendimento. Amor é Entendimento. Se você não pode entender, não pode amar. Maridos e esposas que não se entendem, não se amam. Irmãos e irmãs que não se entendem, não se amam. Pais e filhos que não podem se entender, não podem se amar. Se você quer que seus amados sejam felizes, você deve aprender a entender seus sofrimentos e suas aspirações. Quando você entende, saberá como aliviar seus sofrimentos e como ajudá-los a tornar realidade suas aspirações. Isto é verdadeiro amor. Se você quer apenas que seus amados sigam suas próprias idéias e ignora suas necessidades, não é um verdadeiro amor. É apenas desejo de possuir o outro e uma tentativa de atender às suas próprias necessidades, que não podem ser preenchidas deste modo.”

“Majestade, o povo de Kosala tem sofrimentos e aspirações. Se você não puder entender esses sofrimentos e aspirações, não será capaz de verdadeiramente amá-los. Todos os oficiais de sua corte têm sofrimentos e aspirações. Entenda esses sofrimentos e aspirações e descobrirá como ser capaz de dar-lhes felicidade. Graças a isto, eles se manterão leais a você por toda vida. A rainha, o príncipe e a princesa têm seus próprios sofrimentos e aspirações. Se você puder entendê-los, será capaz de trazer-lhes felicidade Quando cada pessoa desfruta de felicidade, paz e alegria, você mesmo conhecerá felicidade, paz e alegria. Este é o significado do amor de acordo com o Caminho da Iluminação.”

O rei Pasenadi estava profundamente emocionado. Nenhum outro mestre espiritual ou padre brâmane alguma vez abriu a porta de seu coração e permitiu a ele entender as coisas tão profundamente. A presença deste mestre, ele pensou, era de grande valor ao país. Ele queria ser um estudante do Buda. Depois de um momento de silêncio, ele olhou ao Buda e disse, “Eu te agradeço por jogar tanta luz sobre essas questões para mim. Mas há uma coisa que permanece ainda me aborrecendo. Você disse que o amor baseado no apego e desejo cria sofrimento e desespero, enquanto o amor baseado na compaixão traz apenas paz e felicidade. Mas ainda assim eu vejo que o amor baseado no caminho da compaixão mesmo não sendo egoísta ainda pode trazer dor e sofrimento. Eu amo meu povo. Quando eles sofrem devido a algum desastre natural como um tufão ou enchente, eu sofro também. Eu tenho certeza que se passa o mesmo com você. Certamente você sofre quando você vê alguém doente ou morrendo.”

“Sua questão é muito boa. Graças a esta pergunta você poderá entender mais profundamente a natureza da compaixão. Primeiramente, você deveria saber que o sofrimento causado por um amor baseado no desejo e no apego é milhares de vezes maior que o sofrimento que resulta da compaixão. É necessário distinguir entre os dois tipos de sofrimento – um que é inteiramente inútil e serve apenas para perturbar nossa mente e corpo e o outro que nutre a capacidade de cuidar e a responsabilidade. O amor baseado na compaixão pode prover a energia necessária para responder aos sofrimentos dos outros. O amor baseado no apego e desejo pode apenas criar ansiedade e mais sofrimento. Compaixão provê o combustível para ações que ajudam e para o serviço. Grande rei, compaixão é extremante necessária. A dor que resulta da compaixão pode ser uma dor útil. Se você não pode sentir a dor da outra pessoa, não é realmente humano.”

“Compaixão é o fruto do entendimento. Praticar o Caminho da Consciência é perceber a verdadeira face da vida. Esta verdadeira face é impermanência. Tudo é impermanente e sem um eu separado. Tudo deve um dia se extinguir. Um dia seu próprio corpo se extinguirá. Quando uma pessoa vê dentro da natureza impermanente de todas as coisas, seu modo de olhar se torna calmo e sereno. A presença da impermanência não perturba seu coração e mente. E, portanto os sentimentos de dor que resultam da compaixão não carregam a amarga e pesada natureza que outros tipos de sofrimento fazem. Pelo contrário, compaixão dá a pessoa grande força. Grande rei, hoje você ouviu algumas doutrinas básicas do Caminho da Libertação.”

(Do livro “Old Path White Clouds” sobre a vida do Buda – Thich Nhat Hanh)
(Traduzido por Leonardo Dobbin)

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Cultivando as sementes saudáveis



Cultivando as sementes saudáveis

A consciência existe em dois níveis, como sementes e como manifestações dessas sementes. Suponhamos que haja em nós uma semente de raiva. Se as condições forem favoráveis, essa semente pode se manifestar como uma zona de energia chamada raiva. Ela arde e nos faz sofrer muito. É muito difícil que possamos sentir alegria no momento em que se manifesta a semente da raiva.

Cada vez que uma semente tem oportunidade de se manifestar, ela produz novas sementes da mesma espécie. Se sentirmos raiva por cinco minutos, novas sementes de raiva serão produzidas e semeadas no solo do nosso inconsciente naqueles cinco minutos. É por isso que temos de ter cuidado ao selecionar o tipo de vida que levamos e as emoções que expressamos. Quando eu sorrio, as sementes do sorriso e da alegria estão brotando. Enquanto elas se manifestarem, novas sementes de sorriso e de alegria estarão sendo plantadas. Se eu, no entanto, não praticar o sorriso por alguns anos, essa semente se enfraquecerá, e eu talvez não consiga mais sorrir.

Há muitos tipos de sementes em nós, boas e más. Algumas foram plantadas durante nossa vida, e transmitidas por nossos pais, nossos antepassados, nossa sociedade. Num minúsculo grão de milho existe o conhecimento, transmitido pelas gerações anteriores, de como brotar e produzir folhas, flores e espigas. Nosso corpo e nossa mente também têm conhecimentos que lhes foram transmitidos por gerações anteriores. Nossos ancestrais e nossos pais nos legaram sementes de alegria, paz e felicidade, bem como sementes de tristeza, raiva e assim por diante.

Cada vez que praticamos viver em plena consciência, plantamos sementes saudáveis e fortalecemos as sementes saudáveis que já estão em nós. As sementes saudáveis funcionam de forma semelhante à dos anticorpos. Quando um vírus penetra em nossa corrente sangüínea, nosso corpo reage, e os anticorpos vêm cercá-lo, cuidar dele e transformá-la. O mesmo vale para nossas sementes psicológicas. Se plantarmos sementes revigorantes, salutares, curativas, elas tomarão conta das sementes negativas, mesmo que não lhes peçamos nada. Para que isso ocorra, precisamos cultivar uma boa reserva de sementes renovadoras.

Um dia, na aldeia em que moro, perdemos um amigo muito íntimo, um francês que nos ajudou bastante na instalação de Plum Village. Ele teve um ataque cardíaco e morreu durante a noite. Pela manhã soubemos do falecimento. Ele era uma pessoa extremamente afável e nos dava muita alegria sempre que passávamos alguns minutos com ele. Para nós, ele era a própria alegria e paz. Na manhã em que soubemos da sua morte, lamentamos muito não termos passado mais tempo com ele.

Naquela noite, eu não conseguia dormir. A perda de um amigo como esse me doía muito. Mas eu tinha de fazer uma conferência na manhã seguinte e precisava dormir. Por isso, pratiquei a respiração. Era uma noite fria de inverno, e eu estava deitado na cama visualizando as belas árvores do quintal da minha ermida. Anos antes, eu plantara três lindos cedros de uma variedade encontrada no Himalaia. As árvores agora estavam bem altas; e, durante a meditação andando, eu costumava parar para abraçar esses lindos cedros, inspirando e expirando. Os cedros sempre correspondiam ao meu abraço, disso tenho certeza. Fiquei, assim, deitado na cama, só inspirando e expirando, tornando-me um com a respiração e com os cedros. Senti-me muito melhor, mas mesmo assim não conseguia dormir. Afinal, invoquei ao meu consciente a imagem de uma adorável menina vietnamita chamada Pequeno Bambu. Ela chegou à Plum Village quando tinha dois anos de idade, e era tão mimosa que todos queriam segurá-la no colo, especialmente as crianças. Elas não deixavam Pequeno Bambu andar no chão! Agora ela está com seis anos, e ao abraçá-la todos se sentem renovados, maravilhados. Foi assim que a convidei a surgir no meu consciente e pratiquei a respiração e o sorriso diante da sua imagem. Em alguns instantes, adormeci profundamente.

Cada um de nós precisa de uma reserva de sementes que sejam belas, saudáveis e fortes o suficiente para nos ajudar nos momentos difíceis. Às vezes, como a dor em nós é muito forte e concreta, mesmo que tenhamos uma flor à nossa frente, não conseguimos tocá-la. Nesse momento, sabemos que precisamos de ajuda. Se tivermos um depósito repleto de sementes saudáveis, podemos convocar algumas delas a se apresentarem para nos ajudar. Se você tem uma amiga muito próxima que o compreenda bem, se você sabe que sentado ao seu lado, mesmo sem dizer nada você se sente melhor, poderá trazer essa imagem à sua consciência, e vocês dois poderão “respirar juntos". Só isso já pode ser uma grande ajuda em momentos difíceis.

Se você não vê essa amiga há muito tempo, sua imagem pode estar muito apagada para lhe ocorrer facilmente. Se você sabe que ela é a única pessoa que pode ajudá-lo a recuperar seu equilíbrio e se sua imagem dela já estiver muito fraca, só há uma coisa a fazer: compre uma passagem e vá vê-la, para que ela esteja com você não como uma semente, mas como uma pessoa real.

Se você for até ela, deverá saber como passar bem o tempo porque ele será limitado. Quando chegar, sente-se perto dela, e de imediato se sentirá mais forte. Você sabe, também, que logo terá de voltar para casa. Por isso, precisa aproveitar a oportunidade para praticar a plena consciência em cada precioso momento em que estiver ali. Sua amiga pode ajudá-lo a recuperar o equilíbrio interno, mas isso não basta. Você mesmo deve se fortalecer no íntimo para que se sinta bem quando se encontrar sozinho novamente. É por isso que, sentado ao seu lado ou caminhando com ela, você precisa praticar a plena consciência. Se não o fizer, se apenas usar sua presença para amenizar o sofrimento, a semente da sua imagem não se fortalecerá o bastante para apoiá-lo quando você estiver de volta à sua casa. Precisamos praticar a plena consciência o tempo todo para plantar em nós mesmos sementes renovadoras, curativas. Mais tarde, quando precisarmos delas, elas cuidarão de nós.

O que não está errado?

Muitas vezes perguntamos: "O que está errado?” Ao fazê-lo, convidamos dolorosas sementes de mágoa a se manifestarem. Sentimos depressão, raiva, sofrimento e produzimos mais sementes dessa natureza. Seríamos muito mais felizes se tentássemos nos manter em contato com as sementes saudáveis, alegres, dentro de nós e à nossa volta. Deveríamos aprender a perguntar, "O que não está errado?" e a manter contato com a resposta. Há tantos elementos no mundo e no nosso corpo, sentimentos, percepções e consciência, que são saudáveis, revigorantes e medicinais. Se nos bloquearmos, se ficarmos na prisão da nossa tristeza, não entraremos em contato com esses elementos salutares.

A vida está repleta de maravilhas, como o céu azul, a luz do sol, os olhos de um bebê. Nossa respiração, por exemplo, pode ser muito prazerosa. Eu aprecio minha respiração todos os dias. Muitas pessoas, porém, só descobrem a alegria de respirar quando têm asma ou nariz entupido. Não precisamos esperar uma crise de asma para apreciar nossa respiração. A mente alerta para os preciosos elementos da felicidade é em si a prática da correta conscientização. Esses elementos estão dentro de nós e ao nosso redor. Podemos apreciá-los a cada segundo das nossas vidas. Se agirmos assim, serão plantadas em nos sementes de paz, alegria e felicidade, e elas se fortalecerão. O segredo da felicidade é a própria felicidade. Onde quer que estejamos, à hora que for, temos a capacidade de apreciar o sol, a presença do outro, a maravilha da respiração. Não temos de viajar para nenhum lugar para isso. Podemos entrar em contato com esses elementos neste exato instante.

Quando plantamos alface e ela não cresce bem não pomos a culpa na alface. Investigamos os motivos que a levaram a não se desenvolver. Pode ser que ela precise de mais adubo, mais água ou menos sol. Nunca pomos culpa na alface. No entanto, se temos problemas com nossos amigos ou com nossa família, culpamos os outros. Se soubermos como cuidar das pessoas, elas também se desenvolverão como alface. A culpa não produz nenhum efeito positivo, da mesma forma que as tentativas de persuasão pelo raciocínio e pela discussão. Essa e a minha experiência. Nada de culpa, nada de raciocínio, nada de discussão; apenas a compreensão. Se compreendermos e demonstrarmos que compreendemos, o amor se torna possível e a situação se modifica.

Um dia, em Paris, dei uma palestra sobre a ausência de culpa da alface. Depois da palestra, estava só, em meditação andando, quando virei uma esquina e ouvi uma menina de oito anos falando com a mãe, "Mamãe, lembre-se de me regar. Eu sou a sua alface." Fiquei extremamente feliz por ela ter compreendido tão bem minha mensagem. Ouvi, então, a resposta da mãe. "E, minha filha, e eu também sou sua alface. Não se esqueça de me regar também." A mãe e a filha praticavam juntas. Foi muito bonito.

A compreensão

A compreensão e o amor não são dois sentimentos, mas um só. Imagine que seu filho acorda um dia de manhã e vê que já é bem tarde. Ele resolve acordar a irmãzinha para que ela tenha tempo de tomar o café da manhã antes de ir para a escola. Acontece que ela está de mau humor e, em vez de lhe agradecer pelo fato de tê-la acordado, ela lhe diz para calar a boca, deixá-la em paz e lhe dá um pontapé. É provável que seu filho se zangue, pensando, "Fui gentil ao acordá-la. Por que ela me chutou?" Ele pode sentir vontade de ir até a cozinha para lhe contar tudo, ou até mesmo pode revidar.

No entanto, quando ele se lembrar que durante a noite a irmã tossiu muito, perceberá que ela deve estar doente. Talvez ela tenha se comportado de forma tão intratável por estar resfriada. Nesse momento, ele compreende, e sua raiva desaparece. Quando compreendemos, não podemos deixar de amar. A raiva não nos atinge. Para desenvolver a compreensão, é necessário que pratiquemos a atitude de ver todos os seres humanos com os olhos da compaixão. Quando compreendemos, amamos. E quando amamos, agimos naturalmente de forma que amenize o sofrimento das pessoas.

(Do livro “Paz a Cada Passo” – Thich Nhat Hanh)

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Prática Semanal - 28.09 (terça-feira)


Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,

lembramos a todos que hoje, 28.09.10 (terça-feira), haverá prática de meditação e Thai Chi Chuan, na Academia Ligia Prieto. Destacamos que as atividades são gratuitas e abertas a todos os interessados. Assim, sejam todos bem-vindos, bienvenidos, welcome, namastê, haribool, gasshô! Muita paz e sanidade!

Thai Chi Chuan - 19:00
Meditação - 20:00

Recomendamos roupas leves.
Informações:
(65)3052-6634 - Ligia
(65)9202-9925 - Ivan

sábado, 25 de setembro de 2010

Entrevista com Thich Nhat Hanh (Thay)


Paciência, Tolerância e Continuação

Pergunta: Tenho tentado praticar a fala e escuta amorosa no trabalho, mas meus colegas respondem com muito cinismo.

Thay: Paciência é parte da compaixão. Quando somos verdadeiramente compassivos, temos a capacidade de esperar e de sermos pacientes. As pessoas respondem com cinismo e suspeita porque encontraram situações negativas no passado. Eles não acreditam facilmente. Eles não receberam amor e entendimento suficientes. Suspeitam que o que temos a oferecer a eles não sejam amor e compaixão autênticos. Mesmo se realmente temos amor e entendimento a oferecer, eles ainda assim têm suspeitas.

Há muitos jovens que não receberam entendimento e amor das suas famílias, pais, professores ou da sociedade. Eles não vêem nada bonito, verdadeiro ou bom. Eles vagam a procura de algo em que acreditar. Eles são como fantasmas famintos. Na tradição budista, descrevemos fantasmas famintos tendo uma barriga grande e uma garganta muito fina, fina como uma agulha. Eles têm muita fome, mas sua habilidade de engolir comida é limitada. Fantasmas famintos são famintos por amor e entendimento, mas sua capacidade de receber é pequena. Você tem que ajudar a trazer o tamanho de sua garganta de volta para o normal antes que eles possam digerir a comida que você oferece.

Isto requer a prática da paciência, contínua bondade amorosa e entendimento. Leva tempo para ganhar a confiança deles. Enquanto isso você não pode ajudá-los. Mesmo quando encarando o cinismo e a suspeita, você tem que continuar com sua prática. Você tem que ser paciente.

Pergunta: Eu estudo em uma escola católica e alguns de meus amigos dizem que o catolicismo é a única religião verdadeira. Como posso mostrar-lhes que ser católico não é o único modo de preenchimento espiritual?

Thay: Há muitas tradições espirituais no mundo. Uma tradição não tem que excluir as outras. Cada tradição pertence à herança espiritual da humanidade. Temos que ficar felizes com todas elas. É como uma cesta com frutas. Se você ama laranjas, tem a liberdade de comer laranjas, mas ninguém te proíbe de desfrutar das maçãs, peras e ameixas também. Seria muito triste se você comesse apenas laranjas.

Muitos de nós gostam dos ensinamentos e da prática do budismo, mas também desfrutamos dos ensinamentos e das práticas do islã, do cristianismo, do judaísmo e assim por diante. Podemos aprender de outras tradições.

Aqueles que dizem que a sua é a única tradição são como pessoas que comem apenas um tipo de fruta. Eles não têm a capacidade de desfrutar de outras tradições, outras frutas. Eles estão perdendo muito. Ficamos tristes por eles. Tentamos fazê-los ver que eles podem aproveitar mais se eles tiverem uma atitude de abertura. Devagar, pacientemente e com bondade amorosa você pode ajudar as pessoas a se abrir.

Pergunta: O que pode nos dar o conforto de que nossos amados irão continuar em outras formas após morrerem?

Thay: Quando você olha para um pé de laranja, vê que a árvore está produzindo lindas folhas verdes, brotos perfumados e doces laranjas. Estas são as coisas que o pé de laranja pode oferecer ao mundo. Um ser humano é assim também. Na sua vida diária produz pensamentos, palavras e ações. Nossos pensamentos podem ser bonitos, compassivos e amorosos. Nossa fala também pode ser compassiva, inspiradora, cheia de amor e entendimento. E nossas ações também podem ser compassivas, protetoras, curadoras e que apóiem aos outros e a nós mesmos.

Olhando em profundidade no momento presente, podemos ver que estamos produzindo pensamentos, palavras e ações. Na tradição budista, nossos pensamentos, fala e ações são nossa continuação verdadeira. Uma vez que produzimos um pensamento ele estará presente por um bom tempo. Uma vez que tenhamos dito algo, nossas palavras permanecerão por um longo tempo. Uma vez que tenhamos feito alguma ação, ela pode ter um efeito duradouro no futuro.

Suponha que você produza um pensamento de compaixão e perdão. Imediatamente este pensamento tem um efeito curador no seu corpo e na sua mente. Também tem um efeito curador no mundo e continuará a ter efeito curativo no futuro. Portanto é muito importante ser capaz de produzir um pensamento de compaixão, não discriminação e perdão.

Muitas pessoas acreditam que depois da desintegração do corpo não fica nada. Até mesmo muitos cientistas acreditam nisso. Mas nossos pensamentos, palavras e ações são energias que produzimos e elas continuarão por um bom tempo. Podemos garantir uma boa continuação produzindo bons pensamentos, palavras e ações. Você não pode destruir um ser humano. Você não pode reduzi-lo a não-ser. Assim como é impossível para uma nuvem morrer, é impossível para um ser humano se tornar nada.

Portanto, olhando profundamente para a natureza das outras pessoas ao seu redor, você poderá ter o tipo de insight que te libera da tristeza, do medo e da raiva. Não-medo, o insight que não há nascimento nem morte, é o grande dom dado a nós pela prática de olhar em profundidade.

Pergunta: O que acontecerá aos outros monges e monjas e à Sangha quando você se for?

Thay: Eu sempre estarei aqui. Eu fiz meu melhor para transmitir a mim mesmo para todos. Eu não estou fora de você, estou dentro de você. Uma verdadeira Sangha, uma Sangha que pratica bem, tem sempre o Buda, o Dharma e seu professor dentro dela. Portanto onde quer que você vá, se você sentir que a Sangha, o Buda e o Dharma estão dentro de você, não há separação.

Quando continuamos a praticar, percebemos que eles estão todos no nosso coração. Leva um pouco de tempo e prática para perceber esta verdade. Quando reverenciamos o Buda, podemos pensar que o Buda está sentado no altar. Mas o Buda não está no altar, o Buda está nos nossos corações. Como o Buda é a capacidade de ser plenamente consciente, de ser desperto, de ser amoroso de ter aceitação, e sabemos que no nosso coração há também essas capacidades, se praticarmos bem, essas capacidades irão se desenvolver.

Portanto a idéia de fora e dentro ficará mais clara. Temos que olhar em profundidade para ver que aquele a que amamos e respeitamos está realmente dentro de nós.

Pergunta: Há um caminho espiritual para aqueles que estão lutando contra doenças incuráveis?

Thay: Uma doença séria pode ser um tipo de sino de plena consciência que inicia nossa prática e dá a luz à nossa prática espiritual. Portanto nossa doença pode conter um elemento positivo que nos ajudará a crescer. É um sino de plena consciência para nós e para todos a nosso redor. As práticas da aceitação, de não se preocupar sobre as coisas e desfrutar o momento presente têm o poder de curar todos nós. Muitos que tiveram câncer foram capazes de sobreviver por muito tempo.

Um senhor do Canadá me disse quando nos conhecemos que seu médico tinha dado a ele dois meses de vida. Eu disse, “Você pode desfrutar desta xícara de chá comigo? Esqueça tudo mais, apenas fique consciente que você ainda está vivo e sentando com os membros da sua Sangha. Apenas foque sua atenção no chá e desfrute desse momento.” Ele foi capaz de fazer isso. Depois de receber os Cinco Treinamentos de Atenção Plena e a prática, ele ainda viveu por treze anos. Portanto nunca sabemos. Desfrute de seus dias, seus meses, seus anos e do ensinamento e da prática.

Enquanto estiver vivo, desfrute de cada momento e olhe em profundidade para tocar sua verdadeira natureza de não nascimento e não morte. Esta nuvem no céu – ela não pode morrer, ela apenas pode se transformar em neve ou chuva. Ser uma nuvem flutuando no céu é bonito, mas se tornar chuva caindo no chão também é bonito. Com este insight, você continuará sem medo. E se na sua vida diária você puder produzir bonitos pensamentos, bonitas palavras e ações compassivas, você continuará lindamente no futuro de várias maneiras. A dissolução desse corpo não é o fim de nada. Este insight é crucial para a verdadeira felicidade e não-medo.

Tudo pode ser um sino de plena consciência, incluindo o sofrimento. O sofrimento da velhice, doença e da morte podem ser um forte sino de plena consciência. Eles são mensageiros poderosos. Portanto vamos ficar sintonizados com esses sinos e nos mover na direção que a humanidade deveria ir. Vamos segurar as mãos uns dos outros e ir juntos, porque a menos que façamos isso não teremos esperança.

(Thich Nhat Hanh – do livro “Answers from the heart”)
(Traduzido por Leonardo Dobbin)
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Vivendo o Amor de Maneira Plena e Consciente

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Prática Semanal - Sábado (25.09)


Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,

lembramos a todos que neste sábado, 25.09.10, acontecerá nossa prática de meditação na Academia Ligia Prieto. Início as 8 h (pontualmente), com término previsto para as 9 h, podendo se prolongar um pouco mais em virtude da atmosfera de pleno contantamento. Destacamos ainda, que as práticas são abertas, sem contra indicações e/ou pré-requisitos. Sejam todos bem-vindos!

Mãos unidas em prece.

Informações: Ligia (65) 3052-6634 Ivan (65) 9202-9925
Endereço: Rua Ministro João Alberto, nº 137 - Araés (Ao lado da Escola Jardim Moitará e a duas quadras da TVCA) - Mapa: http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&rlz=1T4GGLL_pt-BRBR330BR330&q=academia%20ligia%20prieto&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wl

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Um dia de Mente Atenta


ASSOCIAÇÃO MEDITAR E ECOVILA KARAGUATA/RS

- VENHA VIVENCIAR UM DIA DE MENTE ATENTA -
COM O DR. ÊNIO BURGOS (médico, físico, escritor e tradutor de Thich Nhat Hanh no Brasil)

DATA: TERÇA - FEIRA, 12 DE OUTUBRO DE 2010, DAS 8 ÀS 18 HS

LOCAL: ESPAÇO KARAGUATÁ - SANTA CRUZ DO SUL/RS
(Da rotatória sentido Sinimbu, segue 10 Km, entrada Linha Ficht, mais 2 Km de estrada de chão até a EcovilaA)
FONES(51) 9962-9349#9964-3099#9955-3829.

Mais informações no site www.ecovilakaraguata.co.cc/com

INSCRIÇÃO:
Envie um email para ecovilakaraguata@yahoo.com.br, informando nome, telefone e de onde vem. As vagas são limitadas. Dispomos de algumas acomodações coletivas, para quem quiser pernoitar.

CUSTO: CONTRIBUIÇÃO SOLIDÀRIA PARA A CONSTRUÇÃO DO CENTRO MEDITAR MONTANHA DA BORBOLETA AZUL!!!

**QUEM QUISER TRAZER ALIMENTOS, FRUTAS, BOLOS OU QUALQUER QUITUTE PARA COMPARTILHAR SERÁ MARAVILHOSO!**

QUE TODOS OS SERES SEJAM FELIZES

QUE TODOS OS SERES SEJAM LIVRES

QUE TODOS OS SERES VIVAM EM PAZ

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Carta de Luther King sobre Thich Nhat Hanh


25 de janeiro de 1967

Ao Instituto Nobel

Drammesnsveien 19

Oslo, Noruega


Senhores:


Como o Prêmio Nobel da Paz de 1964, agora tenho o prazer de propor-lhe o nome de Thich Nhat Hanh para esse prêmio em 1967.

Eu pessoalmente não sei de ninguém mais merecedor do Prêmio Nobel da Paz do que este suave monge budista do Vietnã.

Este seria um ano especial e auspicioso para vocês reconhecerem o seu Prêmio ao Venerável Nhat Hanh. Ele é um apóstolo da paz e da não-violência, cruelmente separado de seu próprio povo enquanto são oprimidos por uma guerra viciosa que tem aumentada a ameaça à sanidade e a segurança de todo o mundo.

Que honraria mais respeitada do que o Prêmio Nobel da Paz, e atribuí-lo a Nhat Hanh, este próprio seria por si só um generoso ato de paz. Lembraria a todas as nações que os homens de boa vontade estão prontos para conduzir elementos destrutivos fora do abismo de ódio e da destruição. Tratar-se-ia de voltar a despertar os homens para o ensino da beleza e do amor encontrado na paz. Seria útil para reavivar as esperanças de uma nova ordem de justiça e harmonia.

Conheço pessoalmente Thich Nhat Hanh, e tenho o privilégio de chamá-lo de meu amigo. Deixe-me compartilhar com vocês algumas coisas que eu sei sobre ele. Você vai encontrar neste único ser humano uma incrível gama de habilidades e interesses.

Ele é um homem santo, pois ele é humilde e devoto. Ele é um estudioso de imensa capacidade intelectual. O autor de dez volumes publicados, é também um poeta de soberba clareza e compaixão humana. Sua disciplina acadêmica é a Filosofia da Religião, da qual ele é professor na Van Hanh, da Universidade Budista ele ajudou a encontrada em Saigon. Ele dirige o Instituto de Estudos Sociais, nesta Universidade. Este fantástico homem também é editor da Thien My, um influente publicação semanal budista. É o Director de Serviço Social da Juventude, uma instituição vietnamita que instrui jovens para a reabilitação pacífica do seu país.

Thich Nhat Hanh, hoje, está praticamente sem abrigo e pátria. Se ele fosse voltar ao Vietnã, o que ele deseja ardentemente fazer, a sua vida estaria em grande perigo. Ele é a vítima de um exílio particularmente brutal porque ele propõe-se desenvolver a sua defesa da paz para o seu próprio povo. Este é um trágico comentário sobre a atual situação no Vietnã e aqueles que a perpetuam.

A história do Vietnã está cheia de capítulos de exploração por forças estrangeiras, corrompendo homens de poder e riqueza, até hoje o vietnamita sofre, mal alimentados, mal alojados, e sobrecarregados por todas as dificuldades e os terrores da guerra moderna.

Thich Nhat Hanh oferece uma maneira de sair deste pesadelo, uma solução aceitável para líderes racionais. Ele tem viajado o mundo, aconselhando estadistas, líderes religiosos, eruditos e escritores, que recorrem a seu apoio. Suas ideias para a paz, se aplicadas, poderiam construir um monumento ao ecumenismo, à fraternidade mundial para a humanidade.

Eu respeitosamente recomendo-lhes que invistam em sua causa com a reconhecida grandiosidade do Prêmio Nobel da Paz de 1967. Thich Nhat Hanh iria sustentar essa honra com graça e humildade.


Atenciosamente,


Martin Luther King, Jr.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dica de Leitura

Praticando a Plena Atenção na Alimentação

Resumo:

Se você experimentar vai funcionar! Já está cheio de tanto ouvir falar em dietas? Que tal, não se preocupar com calorias, nem com a quantidade de comida que você vai pôr no seu prato? O que você acha de uma alimentação que leva em conta se você é homem ou mulher, se é criança, adolescente, adulto ou está na terceira idade? E, se você for mulher e sofre todo o mês com uma terrível TPM? Sabia que há alimentos que ajudam a acabar com ela? E a famosa menopausa, então? Ela deixará de ser um apavorante "bicho de sete cabeças'', depois que você entender como a sua alimentação ajuda neste momento fantástico da sua vida! Você sabia que nas diferentes estações do ano, a alimentação também deve ser diferente? Ou que há horas melhores para você comer? Pode valer muito a pena ler este livro, pois ele traz a você ,bem mastigadinho, todo o maravilhoso Sistema de Alimentação da Tradicional e Milenar Medicina Chinesa. Séculos de sabedoria, temperados com muito carinho e bom humor. Divirta-se, vivendo mais e melhor!
...
Para saber mais consulte o site da editora http://www.bodigaya.com.br/. Boa leitura!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Agenda de Atividades - Participe!!!


Queridos amigos, irmãos e irmãs na cultura da paz,

destacamos abaixo a agenda de atividades da Associação Meditar de Cuiabá. Informamos ainda, que a programação é gratuita e aberta a todos os interessados, sem qualquer contra-indicação e/ou pré-requisito. Sejam muito bem-vindos. Paz a cada passo!

3a feira
- 19 h - Tai Chi Chuan
- 20 h - Meditação e estudo

Sábado - 08 h - Meditação e estudo

Segundo Sábado do mês - "Meditação no Parque: paz a cada passo" - 08 h

Domingo - Sessão Pipoca Zen - data informada no site (préviamente)

Informações:
(65) 3052-6634 - Ligia
(65) 9202-9925 - Ivan

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Meditação no Parque: paz a cada passo - Sáb.(11.09)


Queridos amigos, irmãos e irmãs no caminho,

informamos que no próximo sábado, 11.09.2010, haverá prática de meditação andando -"Meditação no Parque: paz a cada passo", apartir das 8 h (pontualmente), no parque Mãe Bonifácia.

Ponto de encontro: Entrada principal (estacionamento de pedrinhas)
Percurso: Trilha interativa (40min.)
Recomendação: Levem água

Atividade aberta a todos os interessados. Sejam bem-vindos, benvenidos, namastê, gasshô, haribol!
Muita paz!
Que todos os seres possam se beneficiar!

Shikantaza


Na Soto Zen, o zazen é o shikantaza, que significa “simplesmente sentar”.

Perguntado a Doshô Saikawa Roshi “O que significa o verdadeiro zazen?”

Doshô Saikawa Roshi:" Estou falando do shikantaza. Shikantaza significa que qualquer coisa que surge na sua mente você deixa ir sem se apegar a ela. As coisas quando surgem na vida diária você tenta guardar, ficar com elas na memória, mas não fazemos isto no shikantasa.Quando surgem coisas ruins na nossa mente, na vida diária, nós tentamos afastá-las, tentamos esquecer rápido. Em shikantaza também não fazemos isto. Quando vem deixamos vir, quando vai deixamos ir. Não fazemos contatos, não tocamos estas coisas. Nós deixamos passar. Se nós tentarmos guardar as coisas boas ou nos livrarmos das ruins, isto é dualidade, como este lado, aquele lado. Deixar ir e vir é ficar além desse dualismo. Você consegue fazer isto no zazen. Este estágio é iluminação. Se você acordar para isto você pode ir mais fundo".

Fonte: Palestra Doshô Saikawa Roshi ministrada para a Comunidade Zen Budista de Florianópolis e amigos, na abertura oficial da Sede da Comunidade, em Florianópolis no dia 03 de outubro de 2006. Decupada da gravação e digitada por Jane Denkô.

Palestra completa disponível no site: www.daissem.org.br

Uma declaração budista sobre as alterações climáticas


Esta declaração resulta dos contributos de cerca de vinte mestres de todas as tradições budistas que participaram na redacção da obra A Buddhist Response to the Climate Emergency (Uma resposta budista à emergência climática, Wisdom Publications, 2009).

O texto intitulado «Chegou o momento de agir» (tradução da versão original em língua inglesa The Time to Act is Now) de inspiração pan-budista, foi redigido por David Tetsuun Loy (mestre zen) e pelo venerável Bhikkhu Bodhi (mestre da tradição Theravada), contando ainda com a contribuição científica do Dr. John Stanley. Esta declaração tem como seu primeiro subscritor o Dalai Lama. Convidamos todos os membros da comunidade budista internacional preocupados com esta questão a lerem este documento e a juntarem a sua voz, subscrevendo-o.

Chegou o momento de agir

Uma declaração budista sobre as alterações climáticas

Vivemos hoje numa época de grave crise, confrontados com os desafios mais sérios que a humanidade alguma vez experimentou: consequências ecológicas do nosso karma colectivo. A constatação unânime dos cientistas é esmagadora: as actividades humanas estão em vias de provocar um desastre ecológico à escala planetária. O aquecimento global, em particular, está a acelerar-se a um ritmo mais rápido do que se previa, sendo hoje patente no Pólo Norte. Durante centenas de milhares de anos, o Oceano Árctico esteve coberto por uma camada de gelo tão vasta como a Austrália que se encontra actualmente em rápido desaparecimento. Em 2007, o Grupo Intergovernamental de Especialistas em Evolução Climática (GIEC) previu que, por volta de 2100, o derretimento estival dos gelos seria total, mas é hoje evidente que corremos o risco de isso vir a suceder dentro de uma ou duas décadas. A vasta extensão de gelo da Gronelândia está também a derreter mais rapidamente do que se previra. O nível do mar vai aumentar pelo menos um metro ao longo deste século, o que provocará a inundação de inúmeras zonas costeiras, assim como de importantes áreas cultivadas de rizicultura de vital importância como o Delta do Mekong, no Vietname. Por todo o mundo, os glaciares diminuem velozmente. Se as políticas económicas actuais não mudarem, os glaciares do planalto tibetano, que alimentam os grandes rios que fornecem água a milhões de pessoas na Ásia, desaparecerão nos próximos trinta anos.
A Austrália e o Norte da China sofrem neste momento graves períodos de seca e uma diminuição das colheitas. Importantes relatórios, como o do GIEC, das Nações Unidas, da União Europeia e da União Internacional para a Conservação da Natureza, concordam em afirmar que, sem uma mudança de orientação colectiva, a diminuição das reservas de água e dos recursos alimentares, poderá provocar, entre outras consequências, situações de fome, conflitos motivados pela disputa dos recursos, assim como migrações maciças até meados do século – porventura, mesmo, até 2030, segundo o primeiro conselheiro científico do governo britânico.
O aquecimento global desempenha um papel essencial em outras crises ecológicas, como o desaparecimento de numerosas espécies vegetais e animais que partilham a Terra conosco. Os oceanógrafos assinalam que metade das emissões de carbono devidas à utilização de combustíveis fósseis já terá sido absorvida pelos oceanos, o que aumentou a sua taxa de actividade em cerca de 30%. Esta acidificação perturba a calcificação das conchas e dos recifes de coral, ameaçando o desenvolvimento do plâncton, base da cadeia alimentar da maioria das espécies que povoam os oceanos. Os relatórios das Nações Unidas concordam com as tomadas de posição de eminentes biólogos que afirmam que a continuação da actual política de cegueira voluntária levará à extinção de cerca de metade das espécies terrestres actualmente existentes. Estamos a transgredir, colectivamente, o primeiro dos preceitos: “Não prejudicar os seres vivos”, e estamos a fazê-lo na maior escala possível. Somos incapazes de antecipar o impacto biológico sobre a vida humana que será provocado pelo desaparecimento desta infinidade de espécies que, imperceptivelmente, também contribuem para o nosso próprio bem-estar.
Muitos cientistas chegaram já à conclusão de que está hoje em causa a sobrevivência da própria civilização humana. Atingimos um momento crucial da nossa evolução biológica e social. Nunca na história a necessidade do contributo do budismo para o bem de todos os seres se impôs com tamanha urgência. Por intermédio das quatro nobres verdades dispomos de um quadro que permite traçar um diagnóstico sobre a nossa situação actual e, assim, definir as grandes linhas de uma solução: as ameaças e catástrofes que nos assombram provêm em última instância do espírito humano, pelo que exigem uma fundamental mutação do nosso espírito. Se o sofrimento individual nasce da sede e da ignorância (dos três venenos: a avidez, o ódio e a ilusão), o mesmo sucede quanto ao sofrimento que experimentamos à escala colectiva.
A urgência ecológica actual confronta-nos com o eterno sofrimento humano, de uma forma desmultiplicada. Nós sofremos como indivíduos mas também como género, de um ser que se vê como separado não só dos outros mas também da própria Terra. Como diz Thich Nhat Hanh: «Nós estamos aqui para despertar da ilusão da nossa separação». Devemos acordar e compreender que a Terra é tanto nossa mãe como nossa casa. Desde logo, o cordão umbilical que a ela nos liga não pode ser cortado. Se a terra adoece, nós também adoecemos porque somos parte integrante dela. As nossas actuais relações económicas e tecnológicas com a biosfera não são viáveis. A fim de sobreviver às duras transformações que se avizinham, os nossos modos de vida e as nossas expectativas devem mudar. Isto supõe não só novos comportamentos, mas também novos valores. O ensinamento budista segundo o qual a saúde global das pessoas e da sociedade depende do bem-estar interior, e não apenas de indicadores económicos, permite-nos definir as transformações pessoais e sociais que devemos empreender. No plano individual, devemos adotar comportamentos que manifestem a nossa consciência ecológica no quotidiano, reduzindo assim a nossa pegada de carbono. Para aqueles que vivem em economias desenvolvidas, isto implica modernizar e isolar as casas e os lugares de trabalho para obter um melhor rendimento energético; reduzir o aquecimento no Inverno e o ar condicionado no Verão; utilizar lâmpadas e electrodomésticos de baixo consumo; desligar os aparelhos eléctricos que não estão em uso; conduzir viaturas que consumam o menos possível; diminuir o consumo de carne, favorecendo uma alimentação vegetariana, mais saudável e mais respeitadora do ambiente.
Estas iniciativas individuais, todavia, por si sós, não são suficientes para evitar futuras catástrofes. Devemos igualmente empreender transformações institucionais, no plano tecnológico e no plano económico. Logo que possível, devemos “descarbonar” as nossas produções energéticas, substituindo as energias fosseis por fontes de energia renováveis que são ilimitadas, inofensivas e que estão em harmonia com a natureza. Devemos particularmente parar com a construção de novas centrais a carvão, uma vez que esta é, de longe, a fonte mais poluente e mais perigosa de emissões de carbono na atmosfera. Inteligentemente exploradas, as energias eólica, solar, marmotriz e geotérmica poderiam fornecer toda a electricidade de que necessitamos sem prejudicar a biosfera. Cerca de um quarto das emissões de carbono mundiais são devidas à desflorestação, pelo que deveremos inverter o processo de destruição das florestas, em particular a cintura das florestas tropicais onde vive a maior parte das espécies animais e vegetais.
Torna-se hoje evidente que é igualmente necessário proceder a alterações significativas na organização do nosso sistema económico. O aquecimento global encontra-se estreitamente ligado às monstruosas quantidades de energia que as nossas indústrias devoram a fim de dar resposta aos níveis de consumo que correspondem às expectativas de tantos de entre nós. De um ponto de vista budista, uma economia sã e duradoura deve reger-se pelo princípio da suficiência: a chave da felicidade encontra-se na satisfação e não numa multiplicação crescente de bens e produtos. O comportamento compulsivo que leva a um consumo crescente é expressão de sede, aquela disposição que o Buda identificou como sendo a principal causa do sofrimento.
No lugar de uma economia submetida à lei do lucro que requer um crescimento ilimitado para não falhar, devíamos fazer evoluir o mundo em direcção a uma economia que promovesse um nível de vida satisfatório para todos, permitindo-nos assim desenvolver as nossas plenas potencialidades (incluindo as espirituais) em harmonia com a biosfera, que sustenta e nutre todos os seres, onde se incluem também as gerações futuras. Se os dirigentes políticos não são capazes de reconhecer a urgência desta crise mundial ou se ele não estão dispostos a considerar o bem estar a longo prazo da humanidade acima dos benefícios de curto prazo das companhias que exploram os combustíveis fosseis, talvez seja necessário que os contestemos mediante o desencadear de campanhas persistentes de ação cívica. Diversos climatologistas, como o Dr. James Hansen, da NASA, definiram recentemente objetivos precisos a fim de evitar que o aquecimento global atinja um limiar crítico catastrófico. Para que a civilização humana seja viável, a taxa aceitável de dióxido de carbono na atmosfera deve ser inferior a 350 ppm (partes por milhão). O cumprimento deste objectivo é recomendado e apoiado pelo Dalai Lama, assim como por outras personalidades agraciadas com o Prémio Nobel e por prestigiados cientistas. Na situação actual encontramo-nos nos 387 ppm, nível que aumenta ao valor de 2 ppm por ano. É assim necessário não só reduzir as emissões de carbono mas também eliminar a excessiva quantidade de dióxido de carbono já presente na atmosfera.
Enquanto signatários desta declaração de princípios budista, nós reconhecemos o desafio urgente que o aquecimento global coloca. Juntamo-nos ao Dalai Lama para apoiar o objectivo dos 350 ppm. De acordo com os ensinamentos budistas, e conscientes da nossa responsabilidade individual e colectiva, comprometemo-nos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para atingir esse objectivo, nomeadamente (mas não só) através das ações individuais e sociais aqui sucintamente indicadas. Dispomos apenas de um curto espaço de tempo para agir, para preservar a humanidade de uma catástrofe iminente e para assegurar a sobrevivência das diversas e belas formas de vida terrestres. As futuras gerações e as outras espécies que partilham a nossa biosfera, não têm voz para nos pedir que demonstremos a nossa compaixão, sabedoria e poder de cisão. Devemos escutar o seu silêncio. E devemos também ser a sua voz e agir em seu nome.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A respiração durante a meditação


Sobre a respiração durante o zazen. Dogen Zenji diz no Eihei-koroku (Coleção Formal de Discursos e Poemas de Dogen Zenji), vol.5:


“Em nosso zazen, é de fundamental importância sentar-se na postura correta. A seguir, regular a respiração e se acalmar. Na Hinayana, há duas formas básicas (para a prática do iniciante): uma é contar as respirações, e a outra é contemplar a impureza (do corpo). Em outras palavras, um praticante Hinayana regula sua respiração ao contá-la. A prática dos budas e ancestrais, porém, é completamente diferente da prática Hinayana. Um mestre ancestral disse: ‘É melhor ter a mente de uma raposa enganosa do que seguir o caminho de auto-controle Hinayana’. Duas das escolas Hinayana (praticadas) no Japão hoje são a Shibunritsu (a escola dos preceitos) e a Kusha (a escola baseada no Abhidharma-kosa).


Existe também a maneira Mahayana para regular a respiração. E essa é saber que uma respiração longa é longa, e que uma curta é curta. A respiração atinge o tanden e se inicia ali. Apesar da inalação e da exalação serem diferentes, ambas passam pelo tanden. Quando você respira através do abdômem, é fácil perceber a transitoriedade (da vida), e harmonizar a mente.


Meu falecido mestre Tendo disse: ‘O ar inspirado atinge o tanden; porém, não é que esse ar venha de algum lugar. Por esse motivo, ele não é curto, nem longo. O ar exalado sai do tanden; porém, não é possível dizer para onde esse ar vai. Por esse motivo, ele não é longo, nem curto’. Meu professor explicou dessa forma, e se alguém me perguntasse como fazer para harmonizar a repiração, eu responderia dessa maneira: apesar de não ser Mahayana, é diferente da Hinayana; e apesar de não ser Hinayana, é diferente da Mahayana. E se eu fosse questionado mais além em relação ao que é em última instância, eu responderia que inalar ou exalar não são nem longos, nem curtos.”

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Destaque

Retiro de Meditação da Associação Meditar
04 e 05 de Setembro - São Francisco de Paula/RS

Sessão Pipoca Zen
07 de Setembro - Cuiabá/MT


Para saber mais informações sobre as atividades acima, leia as postagens abaixo. Participe!