A Associação Meditar é uma sociedade civil com personalidade jurídica, sem fins lucrativos, não religiosa ou doutrinária. O primeiro núcleo surgiu em Porto Alegre-RS, e, atualmente, possui núcleos nas cidades de Santa Cruz do Sul, Lajeado, Novo Hambugo, Santa Maria, São Francisco de Paula, Capão da Canoa, Florianópolis, Chapecó e Cuiabá.

A Associação Meditar se propõe a: Difundir a prática da meditação; Congregar os praticantes da meditação; Coletar e divulgar os benefícios à saúde física e mental promovidos pela prática adequada da meditação; Criar, apoiar e promover a difusão de locais adequados para a prática de meditação (Núcleo ou Centros Meditar) no Brasil e no exterior; inclusive, com sedes rurais para abrigar seus membros em vida comunitária voltada à meditação, ao estudo, ao trabalho natural na terra, à contemplação da natureza.

Dedica-se a orientar a iniciação e o desenvolvimento das pessoas (empresa, escolas, associações) na meditação de forma clara, simples, objetiva e segura; Promover cursos, palestras, workshops, retiros e atividades voltadas à prática da meditação; Incentivar e promover a atitude mediativa, altruísta e pacífica, que implique na paz interna e externa, na não-violência, no respeito pela natureza, alimentação natural, bons valores humanos, no conhecimento e na sabedoria.

A Associação Meditar de Cuiabá se reúne sempre no Espaço Ligia Prieto. Endereço: Rua Min.João Alberto, 137 – Araés - Cuiabá. Informações pelo tel. (65)3052-6634.

(Atenção!!! - Em Julho, no período de recesso, estaremos com outro local de prática! O endereço é na Rua Professora Neuza Lula Rodrigues, n. 150, Casa 11 - Resid. Canachuê - B. Jardim Santa Amália.) Sempre aos sábados, das 07h às 08h! Informações: (65) 9.8143-4379 - Ivan.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Aniversário de 4 anos do blog!!!! Uma homenagem a nós, a vida!



Queridos amigos, hoje o blog da Associação Meditar de Cuiabá completa 4 anos, são quase 40 mil queridas visitas. Assim, atendendo um pedido da Aninha (que disse para frisar isso) compartilho um dos textos publicado no ano de 2011. Esse em especial, escrito por mim para transbordar a emoção de ser pai. Sincero obrigado a todos e todas, amigos e amigas da Associação Meditar, e da vida. Muita paz. Visitem: http://www.associacaomeditardecuiaba.blogspot.com.br/

Nossos filhos: verdadeiros diamantes

Por Ivan Deus Ribas

A vida se revela uma extraordinária experiência para aqueles que já foram pais ou que estão vivendo a paternidade. Somente estes, talvez, possam compreender o que quero dizer. Recentemente recebi em meus braços minha filha, uma menina que nasceu revelando a mim uma nova maneira de amar.

Mamãe e eu, dois pais que não conheciam na prática o que representava isso, se extasiam a cada descoberta. A maternidade não apenas revolucionou nossas vidas, mas preencheu nossos corações, fazendo-nos repensar o quanto de humano, de instinto, de espiritualidade reside em nós.

Passei a enxergar de maneira nítida que recebemos ao longo de nossas vidas inúmeras oportunidades, que são colocadas em nossas mãos como verdadeiras jóias preciosas, capazes de resignificar nossa visão de mundo.

Sobre isso, apenas para ilustrar, lembro da estória de um pescador que saiu pela madrugada, após desistir de dormir. Ele levantou de sua cama, calçou as suas botas, pegou os seus apetrechos de pesca e seguiu para o rio, mesmo sabendo que ainda restava muito tempo para o amanhecer.

Caminhava lentamente, com certo sentimento de perda, um vazio inexplicável que a muito o acompanhava, que aos poucos, a cada passo que dava, ia deixando para trás, passando a se envolver pelos sons da natureza, os grilos e outros pequenos bichos que se faziam perceber. Assim chegou à margem do rio, onde costumava sempre pescar. Olhava em volta, tudo escuro. Apenas o correr das águas, a lua e as estrelas.

De repente, ao tentar se acomodar melhor sobre o local em que estava sentando, esbarrou em um pequeno saquinho cheio de pedrinhas. Como não tinha nada para fazer, decidiu brincar, começou a lançar uma a uma na água. Jogava, tentando ver quantas vezes pulava sobre a superfície do rio.

E, assim, foi lançando uma atrás da outra, umas rebatiam duas ou três vezes, indo pouco a pouco esvaziando aquele saquinho. Aquela brincadeira lembrava os tempos de criança. Realmente aquilo o descontraiu.

Não obstante, quando se preparava para lançar a última pedra, o sol começou a nascer.

Preparou-se, pegou com todo cuidado a pedrinha, ajeitou-a em sua mão, inclinou o seu corpo, mediu a distância do lance, dobrou levemente as pernas. E, quando ia arremessar, estancou. Naquele momento, se deu conta de que havia jogado quase todas as pedras, mas não tinha ainda olhado para elas.

O pescador decidiu então, curioso, ver que pedra era aquela, com a qual tinha brincado a noite toda. Foi então que colocou sobre a palma da sua mão e aguardou até que o primeiro raio de sol brilhasse. Mais que depressa, um pequeno feixe de luz incidiu sobre ela e, para sua surpresa, se dividiu em sete cores. Foi quando percebeu que não eram pedrinhas comuns, mas, sim, diamantes!

Refletindo sobre esta pequena estória, podemos ver o pescador como nós, enquanto indivíduos, enquanto humanidade; os diamantes, as pedrinhas, são as oportunidades, os inúmeros milagres que se operam diariamente para que estejamos vivos. A luz do sol representa a tomada de consciência, que ilumina, acabando com a escuridão.

Pergunto-me, se talvez não estejamos como o pescador que caminha pela noite, inseguro, sem termos dimensão das maravilhas que nos cercam cotidianamente, e que, sem perceber, desperdiçamos sem aproveitá-las.

O ar que respiramos, a água que bebemos, o alimento que ingerimos. Se pararmos para pensar por um instante, vamos reconhecer o milagre que se opera bem diante de nossos olhos. O pão que comemos é formado pelo sol, pela chuva, pelo ar, pelos sais minerais, pelos trabalhadores. Sem o sol, sem a chuva, sem a terra, sem os trabalhadores, não haveria pão. Nas palavras de um monge, chamado Thich Nhat Hanh, nós intersomos.

Cada ser vivo é parte essencial para o nosso desabrochar, para o nosso crescimento, para que passemos a enxergar as pedras preciosas. Ser pai ou ser mãe, portanto, é um presente, onde aprendemos a aprender, onde, diariamente, temos a missão de cuidar do melhor em nós, de ajudar estes pequenos seres a descobrir o mundo com olhos despertos.

Ivan Deus Ribas é pai, bacharel em direito e um dos amigos da Associação Meditar de Cuiabá

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Informe - Agenda de Atividades





Queridos amigos, 

infelizmente nossos encontros de sábado não poderão mais ocorrer porque as pessoas responsáveis por estes dias não terão mais disponibilidade de tempo. Nossos encontros de terças continuam as 20hs. Aguardo vocês então na terça para praticarmos juntos. 

Gasho.

Ligia Prieto

EU MAIOR (Higher Self)

Livro do Mês - Fevereiro



Detalhes
Nesta preciosa biografia do Professor Hermógenes, além dos momentos mais marcantes, encontramos detalhes de sua vida nunca antes revelados. Suas principais influências, estudos, dificuldades de vida e busca espiritual, são apresentados por um dos seus alunos mais próximos. Foram seis anos de entrevistas ao lado do mestre e intensas pesquisas para conseguir realizá-la. Trata-se de uma obra de referência, servindo de inspiração para todas as pessoas interessadas em aprofundar a sua própria evolução, especialmente em termos da saúde física, mental e espiritual, através do exemplo deste extraordinário iogue brasileiro.
Esta obra apresenta mais de 30 páginas com fotografias em cores de momentos marcantes da vida do Professor Hermógenes.

“O Professor Hermógenes se fez um anjo bom da cultura brasileira. Um homem de Deus. Um Homem espiritual. Em contato com ele sentimos sua irradiação e somos convidados a buscar a fonte dentro de nós mesmos e beber dessa fonte benfazeja.” – Leonardo Boff, teólogo, pensador e escritor brasileiro.


Informações em: http://bodigaya.com.br/index.php/ 

O Esforço Correto

O Esforço Correto

A Diligência Correta, ou o Esforço Correto, é um tipo de energia que nos ajuda a percorrer mais rápido o Nobre Caminho Óctuplo. Se formos diligentes na procura de posses, sexo ou comida, isso será o esforço errôneo. Se trabalharmos vinte e quatro horas por dia para obter lucro ou fama, ou para fugir da dor, isso também constitui esforço errôneo. Vistos de fora, podemos parecer diligentes, mas não estaremos praticando o Esforço Correto. A mesma coisa se aplica à nossa prática de meditação. Podemos parecer diligentes na prática, mas se ela nos afasta da realidade ou daqueles a quem amamos, não é o Esforço Correto. Quando praticamos a meditação sentada ou andando, de forma a fazer nosso corpo e nossa mente sofrerem, esse esforço não representa o Esforço Correto nem está baseado na Compreensão Correta. Nossa prática deve ser inteligente, baseada na real compreensão do ensinamento. Não é porque praticamos muito que podemos dizer que praticamos o Esforço Correto.

Havia um monge na Dinastia Tang na China que meditava dia e noite. Ele achava que praticava mais e melhor do que qualquer outra pessoa, e se orgulhava disso. Sentava-se como uma pedra, dia após dia, mas seu sofrimento não se transformava. Um dia um mestre perguntou: "Por que você se senta em meditação por tanto tempo?" e o monge respondeu: "Para me tornar um Buda!" O mestre apanhou um ladrilho e começou a polir o ladrilho com força. O monge perguntou o que estava fazendo, e o mestre respondeu: "Estou fazendo um espelho." O monge então perguntou: "Como pode transformar um ladrilho em espelho?" e o mestre respondeu: "Como você pode se transformar em Buda apenas sentado?"

As quatro práticas que costumam estar associadas ao Esforço Correto são:

(1)   Impedir o crescimento e o desenvolvimento das sementes indesejáveis contidas em nossa consciência armazenadora.
(2)   Ajudar as sementes indesejáveis já desenvolvidas a retornar à consciência armazenadora.
(3)   Encontrar formas de irrigar as sementes sadias que ainda não cresceram em nossa consciência armazenadora, incentivando o mesmo processo aos amigos.
(4)   Nutrir as sementes sadias que já cresceram, para que permaneçam em nossa consciência mental, tornando-se cada vez mais fortes. Isso é chamado de Esforço Correto Quádruplo.

Uma semente "não-sadia" é algo que não conduz à libertação nem ao caminho. Em nossa consciência armazenadora existem muitas sementes que não são benéficas para a nossa transformação, e se forem regadas ficarão cada vez mais fortes. Quando a ganância, o ódio, a ignorância e os pontos de vista incorretos aparecem em nós, se nós os observarmos com a Atenção Plena Correta, mais cedo ou mais tarde eles perderão sua força e retornarão à consciência armazenadora.

Quando as sementes sadias ainda não cresceram, podemos regá-las e ajudá-las a penetrar na mente consciente. Essas sementes de felicidade, amor, lealdade e reconciliação precisam ser regadas todos os dias. Ao regá-las, sentiremos grande alegria, o que as encorajará a permanecer mais tempo conosco. A quarta prática do Esforço Correto é a manutenção em nossa consciência das formações mentais saudáveis.

O Esforço Correto Quádruplo é alimentado pela alegria e pelo interesse. Se sua prática não lhe traz alegria, você não está praticando corretamente. O Buda perguntou ao monge Sona: "É verdade que antes de se tornar monge você foi músico?" e Sona respondeu que sim. O Buda então perguntou:

-          O que acontece quando as cordas do instrumento estão frouxas?
-          Quando tocamos a corda, não sai som algum - respondeu Sona.
-          E o que acontece quando a corda está esticada em demasia?
-          Ela rebenta.
-          A prática do caminho é a mesma coisa - disse o Buda. – Cuide de sua saúde. Tenha alegria. Não se force a fazer nada de que não seja capaz.

Precisamos ter consciência de nossos limites psicológicos e físicos. Não devemos nos forçar a práticas de ascetismo nem tampouco devemos nos perder nos prazeres dos sentidos. O Esforço Correto está no Caminho do Meio, entre os dois extremos da austeridade e da indulgência sensual.

O ensinamento dos Sete Fatores do Despertar também é parte da prática do Esforço Correto. A alegria é um dos Fatores do Despertar, e fica bem no âmago do Esforço Correto. O bem-estar, outro Fator do Despertar, também é essencial ao Esforço Correto. Na verdade, não apenas o Esforço Correto mas também a Atenção Plena Correta e a Concentração Correta necessitam de alegria e bem-estar para poderem se desenvolver. O Esforço Correto não implica nos forçarmos a coisa alguma. Se temos alegria, bem-estar e interesse, nosso esforço será exercido naturalmente. Quando ouvirmos o sino chamando para a meditação, teremos energia para participar dela, porque para nós a meditação é alegre e interessante. Se não tivermos energia para praticar a meditação andando nem a meditação sentada, é porque estas práticas não nos trazem alegria nem nos transformam, ou porque ainda não conseguimos enxergar seus benefícios.

Quando eu declarei meu desejo de me tornar um monge noviço, minha família achou que a vida monástica seria difícil demais para mim. Mas estava convicto de que só assim seria feliz, por isso insisti. Quando me tornei de fato um noviço, sentia-me tão livre e feliz quanto os pássaros no céu. Na hora de cantar os sutras, parecia que eu fora convidado para um concerto. Algumas vezes, em noites de luar, quando os monges cantavam sutras ao redor do lago, eu me imaginava no paraíso ouvindo o canto dos anjos. Quando não podia comparecer ao canto matinal por ter obrigações a cumprir, o simples fato de poder ouvir o Shurangama Sutra ecoando no Salão do Buda já era suficiente para me fazer feliz. Todos nós no Tu Hieu Pagoda praticávamos com interesse, alegria e diligência. Não havia nenhum esforço forçado, apenas amor e apoio mútuos, tanto da parte do nosso mestre quanto dos irmãos de prática.

Em Plum Village as crianças participam das meditações sentadas e das meditações andando, e também das refeições silenciosas. No início elas fazem isso apenas para ficarem perto dos amigos que já estão participando, mas depois que experimentam a paz e a alegria proporcionadas pela meditação elas continuam por conta própria, porque gostaram. É comum que adultos precisem de quatro a cinco anos praticando a forma exterior antes de conseguirem experimentar a alegria interior proporcionada por esta prática. Mestre Guishan disse: "O tempo corre como uma flecha. Se não vivermos em profundidade, desperdiçaremos nossa vida." Alguém que consegue dedicar sua vida à prática e que tem a oportunidade de conviver com um mestre e com amigos que praticam, é alguém que desfruta de uma maravilhosa oportunidade, capaz de lhe proporcionar muita felicidade. Se não tivermos o Esforço Correto, é porque ainda não encontramos a forma de praticar adequada para nós, ou então porque ainda não sentimos necessidade de praticar intensamente. Uma vida vivida consciente é uma coisa maravilhosa.

Ao acordar hoje de manhã eu sorri:
Vinte e quatro horas, novinhas em folha, ao meu dispor.
Tenho a firme intenção de viver plenamente cada momento de meu dia,
e olhar para todos os seres com os olhos da compaixão.

Ao recitar esse verso, estamos armazenando energia para viver nosso dia com sabedoria. Vinte e quatro horas são um tesouro pleno de possibilidades. Se desperdiçarmos estas horas, estamos desperdiçando nossa vida. A prática correta é sorrir tão logo despertamos, reconhecendo esse novo dia como mais uma oportunidade para praticar. É nossa responsabilidade não desperdiçar nenhuma oportunidade. Quando contemplamos todos os seres com um olhar de amor e compaixão, ficamos felizes. Com a energia da atenção plena, varrer o chão, lavar os pratos ou meditar andando são coisas extremamente preciosas.

O sofrimento costuma nos conduzir à prática. Quando estamos ansiosos ou tristes, ao constatarmos que as práticas nos aliviam, deseja-mos praticar mais para nos sentirmos melhor. É preciso muita energia para contemplar o sofrimento e investigar suas causas, mas é esta compreensão que nos diz como colocar um ponto final no sofrimento e qual o caminho necessário para conseguir isso. Quando somos capazes de acolher o sofrimento, compreendemos suas origens, e vemos que é possível pôr um fim nele, porque existe um caminho para se fazer isto. Nossa dor está no centro de tudo. Quando olhamos para o esterco, enxergamos as flores. Quando olhamos para um mar de fogo, vemos um lótus. O caminho que não foge de nós mas que, ao contrário, recebe a nossa dor, é o caminho que nos conduz à libertação.

Nem sempre é necessário lidar diretamente com o sofrimento. Às vezes podemos permitir que ele permaneça adormecido em nossa consciência armazenadora, usando essa oportunidade para, através da atenção plena, entrar em contato com os elementos curadores e renovadores que existem em nós e ao nosso redor. Eles se encarregarão de tomar conta da dor, como anticorpos lutando contra elementos estranhos que penetraram na corrente sangüínea. Quando sementes não-sadias começam a crescer, temos que fazer algo a respeito, mas caso permaneçam adormecidas, temos que ajudá-las a continuar dormindo pacificamente, para serem transformadas na base.

Com a Compreensão Correta, enxergamos o caminho a ser seguido, e isso nos confere fé e energia. Se nos sentirmos bem depois de praticar por uma hora a meditação andando, teremos a convicção necessária para continuar praticando. Ao vermos como este tipo de meditação traz paz para as outras pessoas, nós também teremos mais fé nessa prática. Com paciência, descobriremos as alegrias que a vida nos oferece, e teremos mais energia, interesse e diligência.

A prática do viver consciente deve ser alegre e prazerosa. Se você inspira e expira com alegria e paz, isto é o Esforço Correto. Se você se reprime, ou se não gosta da prática, provavelmente não está praticando o Esforço Correto. Examine sua forma de praticar. Veja o que lhe proporciona paz e felicidade em todas as ocasiões. Tente passar algum tempo numa Sangha, onde irmãos e irmãs estão criando um campo de energia consciente capaz de tornar a sua prática mais fácil. Trabalhe com um mestre e com os amigos, visando transformar seu sofrimento em compaixão, paz e compreensão, fazendo isso de uma forma alegre e fácil. Isto é Esforço Correto.

(Do livro “A Essência dos ensinamentos de Buda” – Thich Nhat Hanh)
Texto extraído do blog: http://sangavirtual.blogspot.com