A Associação Meditar é uma sociedade civil sem fins lucrativos, não religiosa ou doutrinária. O primeiro núcleo surgiu em Porto Alegre-RS, e, atualmente, possui núcleos nas cidades de Santa Cruz do Sul, Lajeado, Novo Hambugo, Santa Maria, São Francisco de Paula, Capão da Canoa, Florianópolis, Chapecó e Cuiabá.

A Associação Meditar se propõe a: Difundir a prática da meditação; Congregar os praticantes da meditação; Coletar e divulgar os benefícios à saúde física e mental promovidos pela prática adequada da meditação; Criar, apoiar e promover a difusão de locais adequados para a prática de meditação (Núcleo ou Centros Meditar) no Brasil e no exterior; inclusive, com sedes rurais para abrigar seus membros em vida comunitária voltada à meditação, ao estudo, ao trabalho natural na terra, à contemplação da natureza.

Dedica-se a orientar a iniciação e o desenvolvimento das pessoas (empresa, escolas, associações) na meditação de forma clara, simples, objetiva e segura; Promover cursos, palestras, workshops, retiros e atividades voltadas à prática da meditação; Incentivar e promover a atitude mediativa, altruísta e pacífica, que implique na paz interna e externa, na não-violência, no respeito pela natureza, alimentação natural, bons valores humanos, no conhecimento e na sabedoria.

A Associação Meditar de Cuiabá se reúne as 4ª feiras - 20 h - e aos sábados - 8 h - para meditar e estudar na Academia Ligia Prieto. Endereço: Rua Min.João Alberto, 137 – Araés - Cuiabá. Informações pelo tel. (65)3052-6634.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Prática Semanal - 01.02 (terça-feira)


Queridos amigos, irmãos e irmãs,

lembramos a todos que amanhã, 01.02.11 (terça-feira), haverá prática de meditação na Academia Ligia Prieto. Destacamos que as atividades são gratuitas e abertas a todos os interessados. Assim, sejam todos bem-vindos, bienvenidos, welcome, namastê, haribool, gasshô!

Meditação e leitura - 20:00 (pontualmente)

Recomendamos roupas leves.

Informações:
(65)3052-6634 - Ligia
(65)9202-9925 - Ivan

Meditation on Rain

domingo, 30 de janeiro de 2011

Momento presente, momento maravilhoso



Em nossa sociedade atarefada, é uma grande ventura respirar conscientemente de vez em quando. Podemos praticar a respiração consciente não só sentados na sala de meditação, mas também enquanto trabalhamos no escritório ou em casa, enquanto dirigimos, ou quando estamos sentados no ônibus, onde quer que estejamos, a qualquer hora do dia.

Há uma infinidade de exercícios que podem nos ajudar a respirar conscientemente. Além do simples "Inspirando-Expirando", podemos recitar em silêncio estas quatro linhas enquanto inspiramos e expiramos:Inspirando, acalmo meu corpo.

Expirando, sorrio.
Pousado no momento presente, sei que este é um momento maravilhoso.

"Inspirando, acalmo meu corpo." Recitar essa frase é como beber um copo de limonada gelada num dia de calor - dá para se sentir o frescor invadindo o corpo. Quando eu inspiro e digo esse verso, chego a sentir minha respiração acalmando meu corpo e minha mente."Expirando, sorrio." Você sabe que um sorriso pode relaxar centenas de músculos no seu rosto. Sorrir é um sinal de que se tem domínio sobre si mesmo.

"Pousado no momento presente." Enquanto estou sentado aqui, não penso em mais nada. Estou sentado aqui e sei exatamente onde estou.

"Sei que este é um momento maravilhoso." É uma alegria estar sentado, em conforto e segurança, e voltar para a respiração, para o sorriso, para a verdadeira natureza do eu. Nosso compromisso com a vida é no momento presente. Se não tivermos paz e alegria agora, quando as teremos? Amanhã, depois de amanhã? O que nos impede de sermos felizes neste exato momento? Enquanto prosseguimos com nossa respiração, podemos dizer simplesmente, "Acalmo, Sorrio, Momento presente, Momento maravilhoso.

"Esse exercício não é só para os iniciantes. Muitos de nós que praticamos a meditação e a respiração consciente há quarenta ou cinquenta anos continuamos a praticar dessa forma, porque esse tipo de exercício é muito importante e muito fácil.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Grupo de Estudo do Budismo - Inscreva-se


Associação Meditar de Cuiabá

Queridos amigos, informamos a todos que estaremos promovendo um grupo de estudo sistematizado dos ensinamentos budistas. O estudo estará organizado em cinco módulos, que abordaram conceitos essenciais do budismo, dentre eles: as quatro nobres verdades, o nobre caminho óctuplo, além do sutra sobre os quatro estabelecimentos da mente atenta (Satipatthana Sutra).

Os encontros ocorrerão sempre as quintas-feiras, as 20:00, com duração de 1:30 h (uma hora e trinta minutos), distribuídos em meditação e leitura. O início do primeiro módulo está programado para o dia 17 de fevereiro de 2011.

O objetivo de formar esse grupo de estudo sistematizado, é para que possamos aprofundar a prática da meditação, bem como da plena atenção no aqui e agora.

Todos os amigos e amigas da Associação Meditar, bem como todos os interessados estão convidados à participar, devendo efetuar sua inscrição por email, telefone ou pessoalmente na Academia Ligia Prieto.

Maiores informações:

Ligia - (65)3052.6634
email: ligiaprieto@ig.com.br
Ivan - (65)9202.9925

Prática Semanal - 29.01 (Sábado)


Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,

lembramos a todos que neste sábado, 29.01.11, haverá prática de meditação na Academia Ligia Prieto. Início as 8 h (pontualmente), com término previsto para as 9 h, podendo se prolongar um pouco mais em virtude da atmosfera de pleno contantamento. Destacamos ainda, que as práticas são abertas, sem contra indicações e/ou pré-requisitos. Sejam todos bem-vindos!

Mãos unidas em prece.

Informações:
Ligia (65) 3052-6634
Ivan (65) 9202-9925

Local:
Academia Ligia Prieto
Rua Ministro João Alberto, nº 137, Araés, Cuiabá-MT
(próximo a TVCA, e ao lado da Escola Jardim Moitará)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

EU MAIOR - entrevista com Monja Coen



Trechos da entrevista com Monja Coen. Documentário EU MAIOR, sobre autoconhecimento e busca da felicidade.

www.eumaior.com.br

domingo, 23 de janeiro de 2011

Aprendendo a lidar com a raiva


Por Thich Nhat Hanh

Como salvar a sua casa

Quando alguém diz ou faz alguma coisa que nos deixa com raiva, nós sofremos. Temos a tendência de dizer ou fazer de volta alguma coisa que também provoque sofrimento na outra pessoa, na esperança de assim sofrermos menos. Pensamos: Quero punir você, quero fazer você sofrer porque você me fez sofrer. E quando eu perceber que você está sofrendo bastante, eu me sentirei melhor.”

São muitos os que acreditam nessa prática infantil. O que acontece é que, quando você faz o outro também sofrer, ele tentará sentir alívio fazendo você sofrer mais ainda. Cria-se assim um processo progressivo do sofrimento de ambas as partes. Na verdade, as duas pessoas necessitam de compaixão e ajuda. Nenhuma das duas precisa ser punida.

Quando você sentir raiva, volte-se para dentro de si mesmo e cuide dela o melhor que puder. E quando alguém fizer você sofrer, cuide do seu sofrimento e da sua raiva. Não diga nem faça nada. Qualquer coisa que você diga quando está com raiva pode causar ainda mais dano ao relacionamento. No entanto, a maioria de nós não faz isso. Em vez de nos voltarmos para dentro de nós e cuidarmos da raiva, queremos ir atrás da outra pessoa para puni-la.

Se sua casa estiver pegando fogo, a coisa mais urgente que você tem a fazer é tentar apagar o incêndio e não correr atrás da pessoa que o provocou. Esta não seria uma atitude sábia. Da mesma maneira, quando você sente raiva, se continuar a discutir com a outra pessoa, se tentar puni-la, você estará agindo exatamente como aquele que corre atrás do criminoso enquanto as chamas estão devorando a casa dele.

O Buda nos deu instrumentos extremamente eficazes para apagar o fogo que arde dentro de nós: o método da respiração consciente, o método do andar consciente, o método de abraçar nossa raiva, o método de examinar profundamente a natureza das nossas percepções e o método de observar profundamente a outra pessoa para compreender que ela também sofre muito e precisa de ajuda. Esses métodos são muito práticos e procedem diretamente do Buda.

Inspirar conscientemente é saber que o ar está entrando no corpo e expirar conscientemente é saber que o corpo está permutando ar. Assim, você fica em contato com o ar e com o seu corpo, e como sua mente está atenta a tudo isso, você fica em contato com ela também. Basta apenas uma única respiração consciente para voltar a ter contato com você e com tudo em torno, e três respirações conscientes para manter esse contato.

Quando estiver andando de um lado para outro da sala, ou de um prédio para outro, permaneça consciente do contato dos seus pés com o solo e do contato do ar à medida que ele entra e sai do seu corpo. Procure descobrir o número de passos que você pode dar com conforto enquanto inspira e quantos você pode dar enquanto solta o ar dos pulmões. Enquanto inspirar, você pode dizer mentalmente "entrando", e quando expirar, "soltando". Desta forma você estará praticando a meditação sempre que andar e, com isso, poderá transformar a vida do dia-a-dia.

Não basta ler livros a respeito de diferentes tradições espirituais ou realizar seus rituais. O importante é praticar os ensinamentos dessas tradições, porque são eles que podem nos transformar, não importa a religião ou tradição espiritual a que pertencemos. Se você procurar praticar aquilo que estou lhe ensinando, deixará de ser um mar de fogo e se tornará um lago refrescante. Seu sofrimento vai diminuir e você se tornará uma fonte de alegria e felicidade para muitas pessoas à sua volta.

Sempre que surgir a raiva, pegue um espelho e olhe para seu reflexo. Quando você sente raiva, centenas de músculos do seu rosto ficam muito tensos e você deixa de ser uma pessoa bonita. Sua face parece uma bomba prestes a explodir. Olhe para alguém que está com raiva. Quando nota a tensão nessa pessoa, você leva um susto. A bomba dentro dela pode explodir a qualquer minuto. Por isso, é muito útil olhar para nós mesmos nos momentos em que estamos com raiva. Este é o sino destinado a alertar a mente, pois, quando você se vê dessa maneira, sente vontade de fazer alguma coisa para se modificar. Você sabe o que precisa fazer para melhorar sua aparência. Não são necessários cosméticos, basta respirar profunda e tranqüilamente, relaxar e sorrir conscientemente. Se você conseguir fazer isso uma ou duas vezes, sua aparência ficará mais bonita. Olhe-se simplesmente no espelho, inspire com calma, solte o ar sorrindo e você sentirá um grande bem-estar.

Como já disse, a raiva é um fenômeno psicológico, mas está estreitamente ligada a elementos biológicos e bioquímicos. Ela faz os músculos ficarem tensos, mas quando você sorri abertamente começa a relaxar e a raiva diminui. O sorriso permite que a energia da plena consciência nasça em você, deixando-o abraçar a raiva.

Antigamente, os servos dos reis e das rainhas sempre tinham consigo um espelho para verificarem sua aparência quando o monarca recebia um visitante. Experimente fazer isso. Carregue com você um espelho e mire-se nele para ver qual o seu estado. Depois de inspirar e expirar algumas vezes, sorrindo para si mesmo, a tensão será substituída pelo alívio.

A raiva é como um bebê que grita, sofre e chora. Ele precisa que a mãe o abrace. Você é a mãe do seu bebê - a sua raiva. No momento em que começa a praticar a respiração consciente, você possui a energia de uma mãe para embalar e abraçar o bebê. Abraçar a raiva, inspirar e soltar o ar já é suficiente. O bebê sentirá um alívio imediato.

Todas as plantas são nutridas pela luz do sol, e todas são sensíveis a ela. Qualquer vegetação que é abraçada pela luz do sol passa por uma transformação. De manhã, as flores ainda não se abriram, mas, quando o sol aparece, sua luz abraça as flores e tenta penetrá-las. A luz do sol é formada por minúsculas partículas chamadas fótons. Estes penetram gradualmente na flor, um por um, até que muitos conseguem chegar do lado de dentro. A flor então deixa de resistir e se abre para a luz do sol.

Do mesmo modo, todas a formações mentais e fisiológicas existentes em nós são sensíveis à plena consciência. Se esta estiver presente, abraçando seu corpo, ele se transformará. Se a plena consciência estiver presente, abraçando sua raiva ou seu desespero, estes também serão transformados. De acordo com o Buda e segundo a nossa experiência, qualquer coisa que receba o abraço da plena consciência passará por uma transformação.

A raiva é como uma flor. No início, você pode não compreender a natureza da sua raiva ou por que ela se manifestou. Mas, se você souber como abraçá-la com a energia da plena consciência, ela começará a se abrir. Para gerar a energia da plena consciência e abraçar a raiva, você pode ficar na posição sentada, acompanhando mentalmente sua respiração, ou praticar a meditação andando e concentrando-se em cada passo. Depois de dez ou vinte minutos, a raiva terá se aberto para você e, de repente, você verá sua verdadeira natureza. Ela pode ter surgido apenas por causa de uma percepção errada ou da falta de habilidade de alguém que não tinha a intenção de lhe causar sofrimento.

Para que a flor da raiva se abra, você precisa manter a plena consciência durante um certo período de tempo. É como quando se cozinha batatas: você coloca as batatas na panela, tampa a panela e a põe no fogo. Mesmo que a chama esteja muito alta, se você desligar o fogo passados cinco minutos, as batatas não estarão cozidas. Você precisa manter o fogo aceso pelo menos durante quinze ou vinte minutos para as batatas cozinharem. Depois disso, você destampa a panela e sente o delicioso aroma das batatas cozidas. A raiva é assim. Ela precisa ser cozida. No início, ela está crua. Você não pode comer batatas cruas. É muito difícil gostar da raiva, mas, se você souber cuidar dela, souber cozinhá-la, a energia negativa da raiva se transformará na energia positiva do entendimento e da compaixão.

Você é capaz de fazer isso. Não é algo que somente um Grande Ser possa fazer. Você também pode. Você é capaz de transformar o lixo da raiva na flor da compaixão. Muitos conseguem fazer isso em apenas quinze minutos. O segredo é continuar a prática da respiração consciente, a prática do andar consciente, gerando a energia da plena consciência a fim de abraçar a raiva.

Abrace a raiva com bastante ternura. Ela não é sua inimiga, ela é seu bebê. Ela é como seu estômago ou seu pulmão. Quando tem algum problema no pulmão ou no estômago, você não pensa em jogar o órgão fora. O mesmo acontece com relação à raiva. Você a aceita porque sabe que pode cuidar dela. Você é capaz de transformá-la numa energia positiva. O jardineiro orgânico não pensa em jogar fora o lixo. Ele sabe que precisa do lixo, pois é capaz de transformá-lo em adubo composto, para que este possa novamente se transformar em alface, pepino, rabanete e flores. Ao praticar os ensinamentos, você é uma espécie de jardineiro, um jardineiro orgânico.

Tanto a raiva quanto o amor possuem uma natureza orgânica, o que significa que ambos podem mudar. O amor pode se transformar em ódio. Você sabe muito bem disso. Muitos de nós começamos os relacionamentos com um amor muito intenso. Tão intenso que acreditamos que não conseguiremos sobreviver sem nosso parceiro. No entanto, se não estivermos plenamente conscientes, um ou dois anos são suficientes para que o amor se transforme em ódio. Então, na presença do nosso parceiro, nós nos sentimos muito mal. Viver juntos se torna impossível, e a única saída passa a ser o divórcio. O amor se transformou em ódio, nossa flor virou lixo. Mas, com a energia da plena consciência, você pode olhar para o lixo e afirmar: "Não estou com medo. Sou capaz de transformar o lixo novamente em amor."

Se você enxergar em si mesmo os elementos do lixo, como o medo, o desespero e o ódio, não entre em pânico. Na qualidade de um bom jardineiro orgânico, de uma pessoa que pratica bem os ensinamentos, você tem condições de enfrentar essa situação: "Reconheço que existe lixo em mim. Vou transformar esse lixo num adubo composto capaz de fazer meu amor reaparecer."

Aqueles que têm confiança na prática da plena consciência não pensam em fugir de um relacionamento difícil. Quando você conhece e pratica as técnicas da respiração consciente, do andar consciente, do sentar consciente e do comer consciente, você consegue gerar a energia da plena consciência e abraçar sua raiva ou seu desespero. O simples fato de você acolhê-los e abraçá-los já lhe trará alívio. Depois, sem afrouxar o abraço, você pode se dedicar à prática de examinar profundamente a natureza da sua raiva. A prática, portanto, encerra duas fases. A primeira envolve o abraçar e o reconhecer: "Minha querida raiva, sei que você está presente, estou cuidando muito bem de você." A segunda fase consiste em contemplar profundamente a natureza da sua raiva para ver como ela surgiu.

Você precisa ser como a mãe que presta atenção ao choro do bebê. Se a mãe está trabalhando na cozinha e ouve o bebê chorar, ela pára qualquer coisa que esteja fazendo e corre para confortar seu filho. Ela pode estar preparando uma ótima sopa, mas nada é mais importante do que o sofrimento do bebê. O surgimento da mãe no quarto do bebê é como a luz do Sol, porque ela está repleta do calor do amor, do cuidado e da ternura. A primeira coisa que ela faz é pegar o bebê e abraçá-lo com carinho. Quando a mãe abraça o bebê, sua energia penetra nele e o acalma. É exatamente isso que você precisa aprender a fazer quando a raiva começar a se manifestar. Você tem que abandonar tudo que estiver fazendo, porque a tarefa mais importante que você tem diante de si é se voltar para dentro e tomar conta do seu bebê, a raiva. Nada é mais urgente do que cuidar bem do seu neném.

Você se lembra que, quando era criança e tinha febre, mesmo que lhe dessem aspirina ou algum outro remédio, você só se sentia melhor quando sua mãe punha a mão na sua testa escaldante? A sensação era tão boa! A mão dela parecia a mão de uma deusa. Quando ela o tocava, você sentia um grande frescor, amor e compaixão entrando no seu corpo. A mão da sua mãe é a sua própria mão. A mão dela ainda estará viva na sua se você souber como inspirar e expirar, se você ficar plenamente consciente. Depois, ao tocar sua testa com sua própria mão, você perceberá que a mão da sua mãe ainda está presente, tocando sua testa. Você receberá a mesma energia de amor e ternura.

A mãe segura de forma consciente o bebê, totalmente concentrada nele. O bebê sente um certo alívio porque está sendo abraçado com ternura pela mãe, como a flor que é envolvida pela luz do sol. Ela abraça o bebê não apenas porque o ama, mas também para descobrir o que há de errado com ele. Como ela é uma verdadeira mãe, extremamente talentosa, consegue descobrir rapidamente o problema do neném. Ela é especialista em bebês.

Na qualidade de praticantes dos ensinamentos, temos que ser especialistas em raiva. Temos que cuidar da nossa raiva e praticar até compreender a sua origem e o seu funcionamento. Ao abraçar conscientemente o bebê, a mãe descobre a causa do sofrimento dele e fica muito mais fácil para ela corrigir a situação. Se o bebê está com febre, ela lhe dará um remédio para baixar a febre. Se estiver com fome, ela o alimentará, e se a fralda estiver molhada, ela a trocará.

Como praticantes, é exatamente isso que fazemos. Abraçamos conscientemente nosso bebê - a raiva - para obtermos alívio. Continuamos a praticar a respiração consciente e o andar consciente, como uma canção de ninar para a nossa raiva. A energia da plena consciência penetra na energia da raiva, exatamente como a energia da mãe penetra na energia do bebê. Não existe nenhuma diferença. Se você souber sorrir, praticar a respiração consciente e a meditação, concentrando-se nos seus passos, é certo que sentirá alívio em cinco, dez ou quinze minutos.

No momento em que você sente raiva, você tem a tendência de acreditar que seu sentimento foi criado por outra pessoa. Você culpa esta pessoa por todo o seu sofrimento. Mas, ao fazer um exame profundo, você talvez perceba que a semente da raiva que existe em você é a principal causa do seu sofrimento. Muitas outras pessoas, quando confrontadas com a mesma situação, não ficariam com a raiva com que você fica. Elas ouvem as mesmas palavras, presenciam a mesma situação, mas são capazes de permanecer mais calmas, sem se deixarem afetar tanto pelas circunstâncias. Por que você se enraivece com tanta facilidade? Talvez isso aconteça porque a semente da raiva é muito forte, e como você não praticou os métodos destinados a cuidar bem da raiva, a semente dela pode ter sido regada no passado com excessiva freqüência.

(Do livro “Aprendendo a lidar com a raiva” - Thich Nhat Than)
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Primeira Prática do Ano - 2011

Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,
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É com grande alegria que damos início as atividades de 2011 da Associação Meditar de Cuiabá.
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Assim, convidamos a todos para primeira prática do ano, que acontecerá amanhã, dia 22 de janeiro, sábado, as 08:00 h. Término previsto para as 09 h.
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As atividades são gratuitas e abertas a todos os interessados. Sejam todos bem-vindos.
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Local: Academia Ligia Prieto
Rua Ministro João Alberto, n. 137 - Araés
(próximo a Tv Centro América; e, ao lado da Escola Jardim Moitará)
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Informações:
Ligia - (65) 3052-6634
Ivan - (65) 9202-9925

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Poesia



Se...

Se, ao final desta existência,
alguma ansiedade me restar
e conseguir me perturbar;
se eu me debater aflito
no conflito, na discórdia…

Se ainda ocultar verdades
para ocultar-me,
para ofuscar-me com fantasias por mim criadas…

Se restar abatimento e revolta
pelo que não consegui
possuir, fazer, dizer e mesmo ser…

Se eu retiver um pouco mais
do pouco que é necessário
e persistir indiferente ao grande pranto do mundo…

Se algum ressentimento,
algum ferimento
impedir-me do imenso alí¬vio
que é o irrestritamente perdoar,
e, mais ainda,
se ainda não souber sinceramente orar
por quem me agrediu e injustiçou…

Se continuar a mediocremente
denunciar o cisco no olho do outro
sem conseguir vencer a treva e a trave
em meu próprio…

Se seguir protestando
reclamando, contestando,
exigindo que o mundo mude
sem qualquer esforço para mudar eu…

Se, indigente da incondicional alegria interior,
em queixas, ais, e lamúrias,
persistir a buscar consolo, conforto, simpatia
para a minha ainda imperiosa angústia…

Se, ainda incapaz
para a beatitude das almas santas,
precisar dos prazeres medí¬ocres que o mundo vende…

Se insistir ainda que o mundo silencie
para que possa embeber-me de silêncio,
sem saber realizá-lo em mim…

Se minha fortaleza e segurança
São ainda construí¬das com os materiais
grosseiros e frágeis
que o mundo empresta,
e eu neles ainda acredito…
apagar

Se, imprudente e cegamente,
continuar desejando
adquirir,
multiplicar,
e reter
valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
na ânsia de ser feliz…

Se, ainda presa do grande embuste,
insistir e persistir iludido
com a importância que me dou…

Se, ao fim de meus dias,
continuar
sem escutar, sem entender, sem atender,
sem realizar o Cristo, que,
dentro de mim,
Eu sou,
terei me perdido na multidão abortada
dos perdulários dos divinos talentos,
os talentos que a Vida
a todos confia,
e serei um fraco a mais,
um traidor da própria vida,
da Vida que investe em mim,
que de mim espera
e que se vê frustrada
diante de meu fim.

Se tudo isto acontecer
terei parasitado a vida
e inutilmente ocupado
o tempo
e o espaço
de Deus.
Terei meramente sido vencido
pelo fim,
sem ter atingido a Meta.
(Autor: José Hermógenes)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Agenda de Atividades - 2011


Queridos amigos, irmãos e irmãs no caminho da paz,

destacamos abaixo agenda de atividades da Associação Meditar de Cuiabá. Informamos que a programação é gratuita e aberta a todos os interessados. Sejam muito bem-vindos.

3a feira
20 h - Meditação e estudo

Sábado
08 h - Meditação e estudo

Segundo Sábado do mês
"Meditação no Parque: paz a cada passo" - 08 h
Local: Parque Mãe Bonifácia (entrada principal - estacionamento de pedrinhas)

Domingo
"Um Vazio, dois pipoca, três estouros... e uma bacia de contentamento"
Sessão Pipoca Zen - data informada no site (préviamente)

Informações:
(65) 9202-9925 - Ivan
(65) 3052-6634 - Ligia

Local: Academia Ligia Prieto Rua Ministro João Alberto, nº 137 - Araés
(próximo a TVCA e ao lado da Escola Jardim Moitará)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Por um ano-novo mais Zen

Entrevista concedida pela Monja Coen Sensei a Natália Garcia, especial para o iG São Paulo
.
Quando cheguei ao templo da Monja Coen, na zona oeste de São Paulo, fui recebida por sua assistente, que me mostrou a sala de meditação. Sentada no tatame, tentei revisar as minhas anotações antes que a entrevista começasse, mas um latido forte de cachorro roubou minha concentração. Ele estava preso atrás de uma grade, e eu podia ver os primeiros degraus de uma escada – foi por ela que Coen desceu para me receber. "Mas com esses latidos como é que a gente vai conseguir gravar a entrevista?", disse ela, sorrindo. A monja me perguntou se eu tinha medo de cachorro, eu disse que não. Soltou Godolfredo, um labrador de quatro anos, para ver se ele corria para fora e se acalmava. Mas o bicho nos surpreendeu: correu sim, mas em minha direção, e mordeu o meu rosto.
Entrevista? Que nada. O sangue que escorria foi lavado rapidamente no banheiro. Ela me colocou em seu carro e fomos direto para o hospital mais próximo, no qual passamos algumas horas juntas. E foi nesse contexto tenso, capaz de tirar qualquer dona de um cão agressor do sério, que a atitude zen dessa mulher se destacou. Na prática, a monja atesta sua teoria.
"Sobre o que mesmo era nossa entrevista?", ela perguntou durante o trajeto. Expliquei que seria uma matéria com dicas para um ano-novo mais zen. Antes de começar a discorrer sobre o tema, ela me contou que o ano-novo possui um significado bem diferente em países do hemisfério norte. Lá, ele é uma preparação para o fim do inverno e chegada da primavera, é o fim da ausência de vida e o renascimento da natureza, nas flores, frutos e animais. Por esse motivo, é tradição japonesa realizar uma faxina em casa no período, como forma de renovação. No Brasil, mesmo com o ano-novo sendo recebido em outro contexto – afinal, estamos no auge do verão – o espírito de renovação também é comum. Sempre queremos dias melhores, diferentes aqueles deixados para trás.
Para Coen, o primeiro passo em busca de um ano-novo realmente satisfatório tem a ver com definir o que você quer. Imagine uma situação fantasiosa: se um gênio da lâmpada aparecesse hoje na sua frente, o que pediria para ele? Pense rápido, e se não conseguir responder, então é hora de parar e refletir. Depois volte para realidade e pondere o alcançável e praticável. "Muitas vezes, as pessoas se propõem metas absurdas e difíceis de cumprir", diz ela, que destaca a importância de viver todos os dias com presença, fazendo cada coisa de uma vez. Por exemplo: "se estou trabalhando, devo estar inteiro em minhas atividades, se estou em casa, não devo ficar pensando no que preciso fazer no dia seguinte".
E foi com essa presença que a monja conduziu o seu carro até o hospital. Mesmo diante de um trajeto tumultuado (com trânsito, buzinas e sangue escapando do curativo), ela seguiu leve o suficiente para se encantar com as crianças que andavam pela rua. No pronto-socorro, enquanto esperávamos pelo atendimento, inventou um jogo que distraía a mente: tentava adivinhar as doenças de cada paciente, como era a relação dos médicos entre si, em qual sala me atenderiam, nada escapava de seu olhar atento – a sala, ao menos, ela acertou.
Quando finalmente fui atendida, o médico me explicou que não deveríamos ter feito um curativo, já que ele retém umidade. Monja Coen, que tinha entrado no consultório comigo, sorriu demonstrando estar satisfeita por ter aprendido uma coisa nova. Eis a diferença entre perfeccionismo e excelência. Segundo ela, o perfeccionista é aquele que, diante de um resultado insatisfatório de seu trabalho, fica incomodado ou irado com os próprios erros. Excelência, no entanto, é saber que você deu o seu melhor e ter a consciência de suas falhas, de seus erros, procurando sempre melhorar. Ela avisa que é com esse espírito, o da excelência, que devemos encarar 2011.


Mais equilíbrio e paz no dia a dia

A prática meditativa que os zen budistas adotam para desenvolver o autoconhecimento é o zazen. O exercício consiste em sentar-se com a coluna ereta, de frente para a parede (sem estímulos visuais), com consciência em todo o corpo (até as mãos e a língua possuem uma postura correta) para, então, observar-se de fora. "É aí que percebemos as origens das nossas emoções, que nos entendemos melhor", explica Monja Coen. Há algumas dicas práticas para aumentar nossa presença em tudo o que fazemos, são elas:
- A cada hora do dia, pare e faça uma respiração consciente. Pare tudo, feche os olhos, inspire pelo nariz, sinta o ar entrando, preenchendo os pulmões, purificando seu corpo, expire aos poucos, sem pressa, até esvaziar todo o pulmão, sinta o prazer proporcionado por essa respiração, e então volte ao que estava fazendo.
- A mente atormentada por pensamentos pode ser acalmada. Ao andar, por exemplo, imagine "pé direito, pé esquerdo". Se for tomar um chá, pense "estou pegando a xícara, que está quente, o chá tem cheiro de camomila, vou encostar a xícara na boca, gosto da textura da porcelana", e assim por diante.