A Associação Meditar é uma sociedade civil com personalidade jurídica, sem fins lucrativos, não religiosa ou doutrinária. O primeiro núcleo surgiu em Porto Alegre-RS, e, atualmente, possui núcleos nas cidades de Santa Cruz do Sul, Lajeado, Novo Hambugo, Santa Maria, São Francisco de Paula, Capão da Canoa, Florianópolis, Chapecó e Cuiabá.

A Associação Meditar se propõe a: Difundir a prática da meditação; Congregar os praticantes da meditação; Coletar e divulgar os benefícios à saúde física e mental promovidos pela prática adequada da meditação; Criar, apoiar e promover a difusão de locais adequados para a prática de meditação (Núcleo ou Centros Meditar) no Brasil e no exterior; inclusive, com sedes rurais para abrigar seus membros em vida comunitária voltada à meditação, ao estudo, ao trabalho natural na terra, à contemplação da natureza.

Dedica-se a orientar a iniciação e o desenvolvimento das pessoas (empresa, escolas, associações) na meditação de forma clara, simples, objetiva e segura; Promover cursos, palestras, workshops, retiros e atividades voltadas à prática da meditação; Incentivar e promover a atitude mediativa, altruísta e pacífica, que implique na paz interna e externa, na não-violência, no respeito pela natureza, alimentação natural, bons valores humanos, no conhecimento e na sabedoria.

A Associação Meditar de Cuiabá se reúne sempre no Espaço Ligia Prieto. Endereço: Rua Min.João Alberto, 137 – Araés - Cuiabá. Informações pelo tel. (65)3052-6634.

(Atenção!!! - Em Julho, no período de recesso, estaremos com outro local de prática! O endereço é na Rua Professora Neuza Lula Rodrigues, n. 150, Casa 11 - Resid. Canachuê - B. Jardim Santa Amália.) Sempre aos sábados, das 07h às 08h! Informações: (65) 9.8143-4379 - Ivan.

sábado, 23 de outubro de 2010

Videofórum: "As religiões do mundo e a ética global"


As religiões do mundo e a ética global
Por Ivan Deus Ribas*

Este é o primeiro texto que escrevo para o site do respeitável Centro Burnier Fé e Justiça, onde, inicialmente, quero registrar meu sentimento de gratidão e dizer que a palavra respeitável usada acima é dita em profundidade, por reconhecer o trabalho desenvolvido por cada um dos seus colaboradores, pautados na solidariedade, no esforço sincero de desenvolver e resgatar o que há de melhor no ser humano.

Participei no início do mês de maio e até meados de agosto, deste ano, como estudante e palestrante, do I VideoFórum: “As religiões do mundo e a ética global”, evento que foi realizado pelo Centro Burnier com o apoio da Unisinos – Universidade do Vale dos Sinos/RS -, e em alinho com a proposta das Nações Unidas e a Declaração Universal das Religiões do Mundo, que tem como meta fundamental aproximar as diferentes crenças existentes no nosso planeta e promover o diálogo inter-religioso, a fim de construir a paz entre as religiões.

Ao todo foram nove módulos, onde diferentes correntes religiosas foram apresentadas e estudadas, dentre elas: o Cristianismo, o Islamismo, o Judaísmo, as Religiões Chinesas, o Budismo, o Hinduísmo, as Religiões Tribais, Afro-brasileiras e Indígenas –, cada uma apresentada em um documentário do teólogo alemão Hans Küng, exceto as duas últimas que entraram na pauta por iniciativa local, em reconhecimento as raízes regionais e próprias do nosso país. Estiveram presentes diferentes lideranças, religiosas ou não, praticantes, professores, profissionais de diversas áreas, estudantes e interessados, com o intuito de conhecer, de trocar impressões, de dialogar, de repensar.

A cada encontro, uma vitória, uma conquista individual e coletiva, onde pré-conceitos, dúvidas, misticismos ou, ainda, puro desconhecimento iam dando espaço para a amizade, para o respeito, para o semelhante, para o outro – diferente de mim – mas que, igualmente, anseia por entendimento, por paz, por compreensão.

Ao final da “novena”, como foi carinhosamente chamado pelos participantes, a sensação foi de satisfação, muito embora saibamos que estamos apenas engatinhando, no que se refere ao diálogo inter-religioso, mas que, ainda assim, foi possível perceber que existem diferenças sim entre as religiões mas que, em síntese, estas “diferenças” são muito menores diante das semelhanças, que são muito maiores em significado. O que realmente aproxima, e que é sutil, “invisível” aos olhos, é imensamente mais profundo, sendo dito de diferentes maneiras, com a capacidade de unir, de agregar, de superar máculas, de perdoar, isso sim, de fato, é comum a todos os seres, muito além das denominações religiosas que possamos professar ou praticar, o amor, inegavelmente, é elo fecundo que reside em nossos corações.

É esse sentimento que sustenta e possibilita que pessoas como os amigos e missionários do Centro Burnier empreendam ações que vão além do universo pessoal, no intuito de promover o bem, procurando despertar na sociedade um olhar mais humano, independente da religião, por isso acho digno de atribuir a palavra “respeitável”. O meu sentimento de gratidão também reside no fato que de alguma maneira a ação promovida por eles permite que eu possa exercitar o melhor de mim, no caminho da verdade. Meu muito obrigado.
Mãos unidas em prece.

Dedico este pequeno texto aos inúmeros seres que respiram comigo e que dividem a dádiva da vida. Muita paz.

* Ivan Deus Ribas é estudante de Direito e membro da Associação Meditar de Cuiabá
Texto publica no site: http://www.centroburnier.com.br/

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