A Associação Meditar é uma sociedade civil sem fins lucrativos, não religiosa ou doutrinária. O primeiro núcleo surgiu em Porto Alegre-RS, e, atualmente, possui núcleos nas cidades de Santa Cruz do Sul, Lajeado, Novo Hambugo, Santa Maria, São Francisco de Paula, Capão da Canoa, Florianópolis, Chapecó e Cuiabá.

A Associação Meditar se propõe a: Difundir a prática da meditação; Congregar os praticantes da meditação; Coletar e divulgar os benefícios à saúde física e mental promovidos pela prática adequada da meditação; Criar, apoiar e promover a difusão de locais adequados para a prática de meditação (Núcleo ou Centros Meditar) no Brasil e no exterior; inclusive, com sedes rurais para abrigar seus membros em vida comunitária voltada à meditação, ao estudo, ao trabalho natural na terra, à contemplação da natureza.

Dedica-se a orientar a iniciação e o desenvolvimento das pessoas (empresa, escolas, associações) na meditação de forma clara, simples, objetiva e segura; Promover cursos, palestras, workshops, retiros e atividades voltadas à prática da meditação; Incentivar e promover a atitude mediativa, altruísta e pacífica, que implique na paz interna e externa, na não-violência, no respeito pela natureza, alimentação natural, bons valores humanos, no conhecimento e na sabedoria.

A Associação Meditar de Cuiabá se reúne as 4ª feiras - 20 h - e aos sábados - 8 h - para meditar e estudar na Academia Ligia Prieto. Endereço: Rua Min.João Alberto, 137 – Araés - Cuiabá. Informações pelo tel. (65)3052-6634.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Videofórum "As Religiões do Mundo e a ética global"



7º Encontro - Religiões tribais – Respeito à tradição e resistência cultural

Os aborígenes da Austrália, que há mais de 50 mil anos e até hoje são nômades, têm um profundo respeito à natureza, ao ponto de se confundirem com ela. Por exemplo, em suas andanças, quando vão beber a água de rios e fontes em primeiro lugar lançam uma pedra no manancial, pedindo licença. Nessa relação profunda com o meio ambiente, os nômades da Austrália também buscam Deus, embora tenham sido difamados e até proscritos por séculos pela antropologia e a teologia, sendo tratados como seres sem cultura e sem religião. Em outro continente, na África, uma comunidade do Zimbábue, que também já foi chamada de selvagem, grosseira e destituída de cultura e religião, mostra, com seus ritos de cura do corpo e alma e o exorcismo, que também tem tradição e fortes e impressionantes crenças.
Por esses dois caminhos, o autor do documentário “Religiões Tribais”, o alemão Hans Kung, tenta explicar o que mesmo em rincões do mundo o ser humano reza e constrói sua espiritualidade. Kung viajou o mundo estudando as religiões.
Este é o sétimo documentário exibido na última quinta-feira, dia 24 de junho, dentro do videofórum “As Religiões do Mundo e a Ética Global”, organizado pelo Centro Burnier Fé e Justiça, em parceria com o Instituto Humanitas Unisinos (IHU), Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) e o movimento Círculo da Paz.
O pastor luterano Teobaldo Witter, mestre em teologia, foi o convidado para orientar o debate sobre as religiões tribais.
Ele começou sua explanação perguntando: o que não é uma religião tribal?
Dentro do diálogo entre as crenças, proposta central deste videofórum, Teobaldo Witter também lembrou que nossa mente é como um paraquedas. Só funciona se abre. Uma brincadeira com forte fundo filosófico, que preparou bem a platéia para aceitar as diferenças entre os que conhecemos e o que pensamos que conhecemos.
Para Witter, as comunidades tribais, como os aborígenes da Austrália, não ambicionam a propriedade privada e, numa sociedade neoliberal, esta postura incomoda. A desqualificação é a forma mais comum de dinamitar tradições e valores. Sentem-se melhor, eliminando barreiras históricas, aqueles que entendem que ter é mais do que ser. Mas, no caso dos aborígenes australianos, diz Witter, “apesar de terem sido desqualificados, talvez tenham preservado algo que já perdemos há muito tempo”. Eles garantem, por exemplo, o respeito mútuo e a igualdade de direitos entre os sexos. Na religião, entendem um Deus com pés de ema, com mulher e filho. A sexualidade tem papel central para eles, a fim de que a vida seja preservada. Não têm uma tábua sagrada ou mandamentos, mas demonstram respeito à sabedoria dos mais velhos e aos valores comuns, repassados via oralidade.
No Zimbábue, menos da metade da população é cristã. Indo além das potentes Cataratas de Vitória, as mais fortes e intensas do mundo, vive um povo que, na religiosidade, aposta em transes, em favor da felicidade e da salvação. No exorcismo, busca impedir a posse do corpo por espíritos ruins. Logicamente, apostam também na reencarnação.
Os cristãos do Zimbábue entendem Adão e Eva como um casal negro, e, nessa busca pela identidade da fé, criaram várias igrejas livres.
Para Witter, o que temos que aprender com eles é que vivem um forte senso de comunidade e solidariedade e têm uma bela visão de mundo, onde há lugar para jovens e velhos e gentes de todas as raças.

Sessões às quintas-feiras, as 19h, no Colégio CIN. Entrada franca.

Keka Werneck, da Assessoria de Imprensa do Centro Burnier Fé e Justiça
(65) 3023-2959

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