A Associação Meditar é uma sociedade civil com personalidade jurídica, sem fins lucrativos, não religiosa ou doutrinária. O primeiro núcleo surgiu em Porto Alegre-RS, e, atualmente, possui núcleos nas cidades de Santa Cruz do Sul, Lajeado, Novo Hambugo, Santa Maria, São Francisco de Paula, Capão da Canoa, Florianópolis, Chapecó e Cuiabá.

A Associação Meditar se propõe a: Difundir a prática da meditação; Congregar os praticantes da meditação; Coletar e divulgar os benefícios à saúde física e mental promovidos pela prática adequada da meditação; Criar, apoiar e promover a difusão de locais adequados para a prática de meditação (Núcleo ou Centros Meditar) no Brasil e no exterior; inclusive, com sedes rurais para abrigar seus membros em vida comunitária voltada à meditação, ao estudo, ao trabalho natural na terra, à contemplação da natureza.

Dedica-se a orientar a iniciação e o desenvolvimento das pessoas (empresa, escolas, associações) na meditação de forma clara, simples, objetiva e segura; Promover cursos, palestras, workshops, retiros e atividades voltadas à prática da meditação; Incentivar e promover a atitude mediativa, altruísta e pacífica, que implique na paz interna e externa, na não-violência, no respeito pela natureza, alimentação natural, bons valores humanos, no conhecimento e na sabedoria.

A Associação Meditar de Cuiabá se reúne sempre no Espaço Ligia Prieto. Endereço: Rua Min.João Alberto, 137 – Araés - Cuiabá. Informações pelo tel. (65)3052-6634.

(Atenção!!! - Em Julho, no período de recesso, estaremos com outro local de prática! O endereço é na Rua Professora Neuza Lula Rodrigues, n. 150, Casa 11 - Resid. Canachuê - B. Jardim Santa Amália.) Sempre aos sábados, das 07h às 08h! Informações: (65) 9.8143-4379 - Ivan.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Shushogi – Significado da Prática Autêntica (2/1)



SHUSHOGI
Significado da Prática Autêntica ou
Significado de Prática-Iluminação

PRIMEIRA PARTE
PRINCÍPIOS GERAIS
Clarificar completamente o significado de vida-morte é o assunto mais importante para todos que trilham o Caminho Iluminado. Quando há Buda na vida-morte, não há vida-morte. Compreenda, simplesmente, que vida-morte é em si mesmo Nirvana. Não há viver-morrer a ser odiado nem Nirvana a ser desejado. Então, pela primeira vez, você estará livre de nascer-morrer.

Compreenda que esse assunto é de suprema importância. É raro nascer humano, mais raro ainda entrar em contato com os ensinamentos de Buda.
Devido às nossas virtudes do passado nascemos humanos e também pudemos encontrar o Budismo. Dentro do campo de vida-morte esta vida atual deve ser considerada a melhor e a mais excelente de todas.

Não desperdice seu precioso corpo humano à toa, abandonando-o ao vento da impermanência. Não se pode depender da impermanência. Não sabemos quando nem onde nossa vida transiente terminará. Este corpo já está além de nosso controle e a vida, à mercê do tempo, continua sem parar nem por um só momento.

Assim que a face da juventude desaparecer é impossível encontrar mesmo seus traços. Quando pensamos a respeito do tempo cuidadosamente, descobrimos que o tempo, uma vez perdido, nunca volta. Repentinamente, ao estarmos de frente para a possibilidade de morrer, governantes, reis, rainhas, ministros e ministras de estado, parentes, servos, companheiras, companheiros, filhos, filhas, jóias raras, não servem para nada.

Devemos entrar no campo da morte a sós. Apenas nos acompanha nosso carma bom ou mau. A lei da causalidade, entretanto, é ao mesmo tempo clara e impessoal: os que fazem o mal inevitavelmente descendem e os que fazem o bem inevitavelmente ascendem. Se assim não fosse, os vários Budas não surgiriam neste mundo nem Bodidarma teria ido à China.

A retribuição do bem e do mal ocorre em três diferentes períodos de tempo: Retribuição experimentada na vida presente, Retribuição na vida seguinte a esta e, por fim,
Retribuição em vidas subseqüentes.

Esse é o primeiro assunto que deve ser estudado e compreendido quando se pratica o Caminho. Caso contrário muitos de vocês cometerão erros e manterão pontos de vista errados. Mais do que isso: poderão descender aos mundos do mal, passando por um longo período de sofrimento.

Compreenda que nesta vida você só tem esta vida, não duas ou três.
Quão lamentável se, infrutiferamente, mantendo pontos de vista falsos, você em vão errar, pensando que não está cometendo nenhum mal, quando de fato o está cometendo.
Você não poderá evitar a retribuição cármica de seus atos, mesmo que, erroneamente assuma que, por não reconhecer sua existência não está sujeito a eles.

SEGUNDA PARTE
LIVRE ATRAVÉS DO ARREPENDIMENTO
Budas Ancestrais devido á sua infinita bondade deixam abertos os grandes portais da compaixão, a fim de que todos os seres – tanto humanos quanto celestiais – possam realizar a Iluminação.

Embora a retribuição cármica por atos maléficos deva surgir em um dos três estágios do tempo, o arrependimento abranda seus efeitos, trazendo alívio e pureza. Logo, vamos, com toda sinceridade, arrepender-nos em frente a Buda.

O poderoso mérito do arrependimento ante Buda não apenas nos liberta e purifica, mas também encoraja o crescimento, em nós mesmos, da pura fé, do esforço correto, e a eliminação das dúvidas. Quando a pura fé aparece nos transformamos e os benefícios se estendem a tudo que existe, todas as coisas, todos os seres e todos os objetos.

A essência do arrependimento é a seguinte: ”O acúmulo de carma prejudicial, desde o passado mais remoto, tem sido imenso, gerando dificuldades à prática.
Rogo a todos os Budas Iluminados e Benfazejos que me liberte da retribuição cármica, eliminando todos os obstáculos à prática do Caminho. Rogo que me envolvam em sua compaixão, pois é através dessa compaixão que os méritos de seus ensinamentos preenchem tudo que existe nos céus, nos mares e nas terras.

Budas Ancestrais do passado foram originalmente como sou agora. No futuro, serei como os Budas Ancestrais. Todo carma prejudicial, alguma vez cometido por mim, (desde os tempos mais remotos); Devido à minha ganância, raiva e ignorância (sem princípio); Produzido por meu corpo, fala e mente, Agora, de tudo, eu me arrependo.”

Quem se arrepender dessa maneira deverá, sem dúvida, receber invisível ajuda dos Budas Ancestrais. Compreender e agir de maneira correta é a forma de se arrepender.
O poder advindo (do arrependimento) purifica os erros até suas raízes.

TERCEIRA PARTE
PRECEITOS E ILUMINAÇÃO
Em seguida devemos venerar profundamente os Três Tesouros. Os Três Tesouros sempre merecem veneração e respeito, independentemente das mudanças em nossa vida e em nosso corpo. Budas Ancestrais, tanto na Índia como na China, corretamente transmitiram a veneração a Buda, ao Darma e à Sanga.

Pessoas sem sorte e sem virtude são incapazes de ouvir até mesmo o nome dos Três Tesouros, menos ainda podem se refugiar neles. Não aja como aqueles que em vão se refugiam nas divindades e espíritos das montanhas ou adoram altares não budistas, porque é impossível obter alívio do sofrimento dessa forma. Pelo contrário, rapidamente se refugie em Buda, no Darma e na Sanga, procurando não apenas alívio ao sofrimento, mas também completa iluminação.

Refugiar-se nos Três Tesouros significa, antes de tudo, fé pura. Quer durante a vida do Tathagata ou mesmo depois, com as mãos em gassho (palma com palma) e abaixando a cabeça devemos entoar o seguinte: Retorno e me abrigo em Buda. Retorno e me abrigo no Darma. Retorno e me abrigo na Sanga.

Retorno e me abrigo em Buda porque é o Grande Mestre.
Retorno e me abrigo no Darma, porque é um Bom Remédio.
Retorno e me abrigo na Sanga, porque é composta de Excelentes Amigos.

É somente através do refúgio nos Três Tesouros que alguém se torna discípulo (a) de Buda e se qualifica a receber todos os outros preceitos. O mérito de se refugiar nos Três Tesouros inevitavelmente aparece quando há comunhão espiritual entre quem pratica e Buda.

As pessoas que experimentam essa comunhão sempre se refugiam, quer estejam existindo como seres celestiais ou humanos, vivendo nos reinos dos sofrimentos, espíritos famintos ou animais.

Como resultado, o mérito assim acumulado inevitavelmente aumenta através dos vários estágios da existência, conduzindo, finalmente, a mais alta e suprema iluminação.
Saiba que o Bhagavata já testemunhou que esse mérito é de valor insuperável e de profundidade incomensurável. Logo, todos os seres devem assim tomar refúgio.

Em seguida devemos receber os Três Preceitos Puros. O primeiro é o de não fazer o mal. O segundo é o de fazer o bem. O terceiro é o de beneficiar abertamente a todos os seres. Então, nos comprometemos a aceitar e manter as dez graves proibições:
- não matar
- não roubar
- não praticar atos sexuais impróprios
- não mentir
- não negociar tóxicos (usar ou fazer com que outros usem)
- não falar dos erros alheios                                                                           
- não ser controlada pelo orgulho (não se elevar e rebaixar os outros, não se rebaixar e elevar os outros, não se igualar)
- não ser controlada pela ganância ou avareza (não cobiçar e/ou não compartilhar o Darma e/ou coisas materiais)
- não difamar os Três Tesouros (Buda, Darma e Sanga)

Todos os Budas têm recebido e observado os Três Refúgios, os Três Preceitos Puros e as Dez Graves Proibições. Recebendo esses Preceitos a pessoa realiza a Suprema Sabedoria Iluminada (Anokutara Sammyaku Sanbodai), a sólida e indestrutível iluminação de todos os vários Budas nos três estágios do tempo (passado, futuro e presente). Há alguma pessoa sábia que, alegremente, não procure alcançar isso?

O Bhagavata mostrou claramente a todos que quando as pessoas recebem os Preceitos de Buda, entram no nível de todos os Budas. Nível de todos os Budas é o da grande iluminação. Verdadeiramente se tornam crianças Buda. Todos os Budas existem nesse campo, percebendo tudo claramente e sem deixar rastros. Quando pessoas comuns fazem desse o seu campo, deixam de distinguir entre sujeito e objeto.

Nesse momento tudo que existe – tanto terra, grama, árvore, muro, tijolo, pedregulho – funciona como manifestação da iluminação. Aqueles que recebem os efeitos dessa manifestação realizam iluminação mesmo sem o perceber. Esse é o mérito do não fazer e não lutar: acordar a mente Bodhi (iluminada).

Extraído com contentamento e gratidão do site: http://www.monjacoen.com.br/

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