A Associação Meditar é uma sociedade civil com personalidade jurídica, sem fins lucrativos, não religiosa ou doutrinária. O primeiro núcleo surgiu em Porto Alegre-RS, e, atualmente, possui núcleos nas cidades de Santa Cruz do Sul, Lajeado, Novo Hambugo, Santa Maria, São Francisco de Paula, Capão da Canoa, Florianópolis, Chapecó e Cuiabá.

A Associação Meditar se propõe a: Difundir a prática da meditação; Congregar os praticantes da meditação; Coletar e divulgar os benefícios à saúde física e mental promovidos pela prática adequada da meditação; Criar, apoiar e promover a difusão de locais adequados para a prática de meditação (Núcleo ou Centros Meditar) no Brasil e no exterior; inclusive, com sedes rurais para abrigar seus membros em vida comunitária voltada à meditação, ao estudo, ao trabalho natural na terra, à contemplação da natureza.

Dedica-se a orientar a iniciação e o desenvolvimento das pessoas (empresa, escolas, associações) na meditação de forma clara, simples, objetiva e segura; Promover cursos, palestras, workshops, retiros e atividades voltadas à prática da meditação; Incentivar e promover a atitude mediativa, altruísta e pacífica, que implique na paz interna e externa, na não-violência, no respeito pela natureza, alimentação natural, bons valores humanos, no conhecimento e na sabedoria.

A Associação Meditar de Cuiabá se reúne sempre aos Sábados, às 08h00, no Espaço Ligia Prieto. Endereço: Rua Min.João Alberto, 137 – Araés - Cuiabá. Informações pelo tel. (65)3052-6634.

sábado, 25 de setembro de 2010

Entrevista com Thich Nhat Hanh (Thay)


Paciência, Tolerância e Continuação

Pergunta: Tenho tentado praticar a fala e escuta amorosa no trabalho, mas meus colegas respondem com muito cinismo.

Thay: Paciência é parte da compaixão. Quando somos verdadeiramente compassivos, temos a capacidade de esperar e de sermos pacientes. As pessoas respondem com cinismo e suspeita porque encontraram situações negativas no passado. Eles não acreditam facilmente. Eles não receberam amor e entendimento suficientes. Suspeitam que o que temos a oferecer a eles não sejam amor e compaixão autênticos. Mesmo se realmente temos amor e entendimento a oferecer, eles ainda assim têm suspeitas.

Há muitos jovens que não receberam entendimento e amor das suas famílias, pais, professores ou da sociedade. Eles não vêem nada bonito, verdadeiro ou bom. Eles vagam a procura de algo em que acreditar. Eles são como fantasmas famintos. Na tradição budista, descrevemos fantasmas famintos tendo uma barriga grande e uma garganta muito fina, fina como uma agulha. Eles têm muita fome, mas sua habilidade de engolir comida é limitada. Fantasmas famintos são famintos por amor e entendimento, mas sua capacidade de receber é pequena. Você tem que ajudar a trazer o tamanho de sua garganta de volta para o normal antes que eles possam digerir a comida que você oferece.

Isto requer a prática da paciência, contínua bondade amorosa e entendimento. Leva tempo para ganhar a confiança deles. Enquanto isso você não pode ajudá-los. Mesmo quando encarando o cinismo e a suspeita, você tem que continuar com sua prática. Você tem que ser paciente.

Pergunta: Eu estudo em uma escola católica e alguns de meus amigos dizem que o catolicismo é a única religião verdadeira. Como posso mostrar-lhes que ser católico não é o único modo de preenchimento espiritual?

Thay: Há muitas tradições espirituais no mundo. Uma tradição não tem que excluir as outras. Cada tradição pertence à herança espiritual da humanidade. Temos que ficar felizes com todas elas. É como uma cesta com frutas. Se você ama laranjas, tem a liberdade de comer laranjas, mas ninguém te proíbe de desfrutar das maçãs, peras e ameixas também. Seria muito triste se você comesse apenas laranjas.

Muitos de nós gostam dos ensinamentos e da prática do budismo, mas também desfrutamos dos ensinamentos e das práticas do islã, do cristianismo, do judaísmo e assim por diante. Podemos aprender de outras tradições.

Aqueles que dizem que a sua é a única tradição são como pessoas que comem apenas um tipo de fruta. Eles não têm a capacidade de desfrutar de outras tradições, outras frutas. Eles estão perdendo muito. Ficamos tristes por eles. Tentamos fazê-los ver que eles podem aproveitar mais se eles tiverem uma atitude de abertura. Devagar, pacientemente e com bondade amorosa você pode ajudar as pessoas a se abrir.

Pergunta: O que pode nos dar o conforto de que nossos amados irão continuar em outras formas após morrerem?

Thay: Quando você olha para um pé de laranja, vê que a árvore está produzindo lindas folhas verdes, brotos perfumados e doces laranjas. Estas são as coisas que o pé de laranja pode oferecer ao mundo. Um ser humano é assim também. Na sua vida diária produz pensamentos, palavras e ações. Nossos pensamentos podem ser bonitos, compassivos e amorosos. Nossa fala também pode ser compassiva, inspiradora, cheia de amor e entendimento. E nossas ações também podem ser compassivas, protetoras, curadoras e que apóiem aos outros e a nós mesmos.

Olhando em profundidade no momento presente, podemos ver que estamos produzindo pensamentos, palavras e ações. Na tradição budista, nossos pensamentos, fala e ações são nossa continuação verdadeira. Uma vez que produzimos um pensamento ele estará presente por um bom tempo. Uma vez que tenhamos dito algo, nossas palavras permanecerão por um longo tempo. Uma vez que tenhamos feito alguma ação, ela pode ter um efeito duradouro no futuro.

Suponha que você produza um pensamento de compaixão e perdão. Imediatamente este pensamento tem um efeito curador no seu corpo e na sua mente. Também tem um efeito curador no mundo e continuará a ter efeito curativo no futuro. Portanto é muito importante ser capaz de produzir um pensamento de compaixão, não discriminação e perdão.

Muitas pessoas acreditam que depois da desintegração do corpo não fica nada. Até mesmo muitos cientistas acreditam nisso. Mas nossos pensamentos, palavras e ações são energias que produzimos e elas continuarão por um bom tempo. Podemos garantir uma boa continuação produzindo bons pensamentos, palavras e ações. Você não pode destruir um ser humano. Você não pode reduzi-lo a não-ser. Assim como é impossível para uma nuvem morrer, é impossível para um ser humano se tornar nada.

Portanto, olhando profundamente para a natureza das outras pessoas ao seu redor, você poderá ter o tipo de insight que te libera da tristeza, do medo e da raiva. Não-medo, o insight que não há nascimento nem morte, é o grande dom dado a nós pela prática de olhar em profundidade.

Pergunta: O que acontecerá aos outros monges e monjas e à Sangha quando você se for?

Thay: Eu sempre estarei aqui. Eu fiz meu melhor para transmitir a mim mesmo para todos. Eu não estou fora de você, estou dentro de você. Uma verdadeira Sangha, uma Sangha que pratica bem, tem sempre o Buda, o Dharma e seu professor dentro dela. Portanto onde quer que você vá, se você sentir que a Sangha, o Buda e o Dharma estão dentro de você, não há separação.

Quando continuamos a praticar, percebemos que eles estão todos no nosso coração. Leva um pouco de tempo e prática para perceber esta verdade. Quando reverenciamos o Buda, podemos pensar que o Buda está sentado no altar. Mas o Buda não está no altar, o Buda está nos nossos corações. Como o Buda é a capacidade de ser plenamente consciente, de ser desperto, de ser amoroso de ter aceitação, e sabemos que no nosso coração há também essas capacidades, se praticarmos bem, essas capacidades irão se desenvolver.

Portanto a idéia de fora e dentro ficará mais clara. Temos que olhar em profundidade para ver que aquele a que amamos e respeitamos está realmente dentro de nós.

Pergunta: Há um caminho espiritual para aqueles que estão lutando contra doenças incuráveis?

Thay: Uma doença séria pode ser um tipo de sino de plena consciência que inicia nossa prática e dá a luz à nossa prática espiritual. Portanto nossa doença pode conter um elemento positivo que nos ajudará a crescer. É um sino de plena consciência para nós e para todos a nosso redor. As práticas da aceitação, de não se preocupar sobre as coisas e desfrutar o momento presente têm o poder de curar todos nós. Muitos que tiveram câncer foram capazes de sobreviver por muito tempo.

Um senhor do Canadá me disse quando nos conhecemos que seu médico tinha dado a ele dois meses de vida. Eu disse, “Você pode desfrutar desta xícara de chá comigo? Esqueça tudo mais, apenas fique consciente que você ainda está vivo e sentando com os membros da sua Sangha. Apenas foque sua atenção no chá e desfrute desse momento.” Ele foi capaz de fazer isso. Depois de receber os Cinco Treinamentos de Atenção Plena e a prática, ele ainda viveu por treze anos. Portanto nunca sabemos. Desfrute de seus dias, seus meses, seus anos e do ensinamento e da prática.

Enquanto estiver vivo, desfrute de cada momento e olhe em profundidade para tocar sua verdadeira natureza de não nascimento e não morte. Esta nuvem no céu – ela não pode morrer, ela apenas pode se transformar em neve ou chuva. Ser uma nuvem flutuando no céu é bonito, mas se tornar chuva caindo no chão também é bonito. Com este insight, você continuará sem medo. E se na sua vida diária você puder produzir bonitos pensamentos, bonitas palavras e ações compassivas, você continuará lindamente no futuro de várias maneiras. A dissolução desse corpo não é o fim de nada. Este insight é crucial para a verdadeira felicidade e não-medo.

Tudo pode ser um sino de plena consciência, incluindo o sofrimento. O sofrimento da velhice, doença e da morte podem ser um forte sino de plena consciência. Eles são mensageiros poderosos. Portanto vamos ficar sintonizados com esses sinos e nos mover na direção que a humanidade deveria ir. Vamos segurar as mãos uns dos outros e ir juntos, porque a menos que façamos isso não teremos esperança.

(Thich Nhat Hanh – do livro “Answers from the heart”)
(Traduzido por Leonardo Dobbin)
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Vivendo o Amor de Maneira Plena e Consciente

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Prática Semanal - Sábado (25.09)


Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,

lembramos a todos que neste sábado, 25.09.10, acontecerá nossa prática de meditação na Academia Ligia Prieto. Início as 8 h (pontualmente), com término previsto para as 9 h, podendo se prolongar um pouco mais em virtude da atmosfera de pleno contantamento. Destacamos ainda, que as práticas são abertas, sem contra indicações e/ou pré-requisitos. Sejam todos bem-vindos!

Mãos unidas em prece.

Informações: Ligia (65) 3052-6634 Ivan (65) 9202-9925
Endereço: Rua Ministro João Alberto, nº 137 - Araés (Ao lado da Escola Jardim Moitará e a duas quadras da TVCA) - Mapa: http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&rlz=1T4GGLL_pt-BRBR330BR330&q=academia%20ligia%20prieto&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wl

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Um dia de Mente Atenta


ASSOCIAÇÃO MEDITAR E ECOVILA KARAGUATA/RS

- VENHA VIVENCIAR UM DIA DE MENTE ATENTA -
COM O DR. ÊNIO BURGOS (médico, físico, escritor e tradutor de Thich Nhat Hanh no Brasil)

DATA: TERÇA - FEIRA, 12 DE OUTUBRO DE 2010, DAS 8 ÀS 18 HS

LOCAL: ESPAÇO KARAGUATÁ - SANTA CRUZ DO SUL/RS
(Da rotatória sentido Sinimbu, segue 10 Km, entrada Linha Ficht, mais 2 Km de estrada de chão até a EcovilaA)
FONES(51) 9962-9349#9964-3099#9955-3829.

Mais informações no site www.ecovilakaraguata.co.cc/com

INSCRIÇÃO:
Envie um email para ecovilakaraguata@yahoo.com.br, informando nome, telefone e de onde vem. As vagas são limitadas. Dispomos de algumas acomodações coletivas, para quem quiser pernoitar.

CUSTO: CONTRIBUIÇÃO SOLIDÀRIA PARA A CONSTRUÇÃO DO CENTRO MEDITAR MONTANHA DA BORBOLETA AZUL!!!

**QUEM QUISER TRAZER ALIMENTOS, FRUTAS, BOLOS OU QUALQUER QUITUTE PARA COMPARTILHAR SERÁ MARAVILHOSO!**

QUE TODOS OS SERES SEJAM FELIZES

QUE TODOS OS SERES SEJAM LIVRES

QUE TODOS OS SERES VIVAM EM PAZ

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Carta de Luther King sobre Thich Nhat Hanh


25 de janeiro de 1967

Ao Instituto Nobel

Drammesnsveien 19

Oslo, Noruega


Senhores:


Como o Prêmio Nobel da Paz de 1964, agora tenho o prazer de propor-lhe o nome de Thich Nhat Hanh para esse prêmio em 1967.

Eu pessoalmente não sei de ninguém mais merecedor do Prêmio Nobel da Paz do que este suave monge budista do Vietnã.

Este seria um ano especial e auspicioso para vocês reconhecerem o seu Prêmio ao Venerável Nhat Hanh. Ele é um apóstolo da paz e da não-violência, cruelmente separado de seu próprio povo enquanto são oprimidos por uma guerra viciosa que tem aumentada a ameaça à sanidade e a segurança de todo o mundo.

Que honraria mais respeitada do que o Prêmio Nobel da Paz, e atribuí-lo a Nhat Hanh, este próprio seria por si só um generoso ato de paz. Lembraria a todas as nações que os homens de boa vontade estão prontos para conduzir elementos destrutivos fora do abismo de ódio e da destruição. Tratar-se-ia de voltar a despertar os homens para o ensino da beleza e do amor encontrado na paz. Seria útil para reavivar as esperanças de uma nova ordem de justiça e harmonia.

Conheço pessoalmente Thich Nhat Hanh, e tenho o privilégio de chamá-lo de meu amigo. Deixe-me compartilhar com vocês algumas coisas que eu sei sobre ele. Você vai encontrar neste único ser humano uma incrível gama de habilidades e interesses.

Ele é um homem santo, pois ele é humilde e devoto. Ele é um estudioso de imensa capacidade intelectual. O autor de dez volumes publicados, é também um poeta de soberba clareza e compaixão humana. Sua disciplina acadêmica é a Filosofia da Religião, da qual ele é professor na Van Hanh, da Universidade Budista ele ajudou a encontrada em Saigon. Ele dirige o Instituto de Estudos Sociais, nesta Universidade. Este fantástico homem também é editor da Thien My, um influente publicação semanal budista. É o Director de Serviço Social da Juventude, uma instituição vietnamita que instrui jovens para a reabilitação pacífica do seu país.

Thich Nhat Hanh, hoje, está praticamente sem abrigo e pátria. Se ele fosse voltar ao Vietnã, o que ele deseja ardentemente fazer, a sua vida estaria em grande perigo. Ele é a vítima de um exílio particularmente brutal porque ele propõe-se desenvolver a sua defesa da paz para o seu próprio povo. Este é um trágico comentário sobre a atual situação no Vietnã e aqueles que a perpetuam.

A história do Vietnã está cheia de capítulos de exploração por forças estrangeiras, corrompendo homens de poder e riqueza, até hoje o vietnamita sofre, mal alimentados, mal alojados, e sobrecarregados por todas as dificuldades e os terrores da guerra moderna.

Thich Nhat Hanh oferece uma maneira de sair deste pesadelo, uma solução aceitável para líderes racionais. Ele tem viajado o mundo, aconselhando estadistas, líderes religiosos, eruditos e escritores, que recorrem a seu apoio. Suas ideias para a paz, se aplicadas, poderiam construir um monumento ao ecumenismo, à fraternidade mundial para a humanidade.

Eu respeitosamente recomendo-lhes que invistam em sua causa com a reconhecida grandiosidade do Prêmio Nobel da Paz de 1967. Thich Nhat Hanh iria sustentar essa honra com graça e humildade.


Atenciosamente,


Martin Luther King, Jr.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dica de Leitura

Praticando a Plena Atenção na Alimentação

Resumo:

Se você experimentar vai funcionar! Já está cheio de tanto ouvir falar em dietas? Que tal, não se preocupar com calorias, nem com a quantidade de comida que você vai pôr no seu prato? O que você acha de uma alimentação que leva em conta se você é homem ou mulher, se é criança, adolescente, adulto ou está na terceira idade? E, se você for mulher e sofre todo o mês com uma terrível TPM? Sabia que há alimentos que ajudam a acabar com ela? E a famosa menopausa, então? Ela deixará de ser um apavorante "bicho de sete cabeças'', depois que você entender como a sua alimentação ajuda neste momento fantástico da sua vida! Você sabia que nas diferentes estações do ano, a alimentação também deve ser diferente? Ou que há horas melhores para você comer? Pode valer muito a pena ler este livro, pois ele traz a você ,bem mastigadinho, todo o maravilhoso Sistema de Alimentação da Tradicional e Milenar Medicina Chinesa. Séculos de sabedoria, temperados com muito carinho e bom humor. Divirta-se, vivendo mais e melhor!
...
Para saber mais consulte o site da editora http://www.bodigaya.com.br/. Boa leitura!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Agenda de Atividades - Participe!!!


Queridos amigos, irmãos e irmãs na cultura da paz,

destacamos abaixo a agenda de atividades da Associação Meditar de Cuiabá. Informamos ainda, que a programação é gratuita e aberta a todos os interessados, sem qualquer contra-indicação e/ou pré-requisito. Sejam muito bem-vindos. Paz a cada passo!

3a feira
- 19 h - Tai Chi Chuan
- 20 h - Meditação e estudo

Sábado - 08 h - Meditação e estudo

Segundo Sábado do mês - "Meditação no Parque: paz a cada passo" - 08 h

Domingo - Sessão Pipoca Zen - data informada no site (préviamente)

Informações:
(65) 3052-6634 - Ligia
(65) 9202-9925 - Ivan

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Meditação no Parque: paz a cada passo - Sáb.(11.09)


Queridos amigos, irmãos e irmãs no caminho,

informamos que no próximo sábado, 11.09.2010, haverá prática de meditação andando -"Meditação no Parque: paz a cada passo", apartir das 8 h (pontualmente), no parque Mãe Bonifácia.

Ponto de encontro: Entrada principal (estacionamento de pedrinhas)
Percurso: Trilha interativa (40min.)
Recomendação: Levem água

Atividade aberta a todos os interessados. Sejam bem-vindos, benvenidos, namastê, gasshô, haribol!
Muita paz!
Que todos os seres possam se beneficiar!

Shikantaza


Na Soto Zen, o zazen é o shikantaza, que significa “simplesmente sentar”.

Perguntado a Doshô Saikawa Roshi “O que significa o verdadeiro zazen?”

Doshô Saikawa Roshi:" Estou falando do shikantaza. Shikantaza significa que qualquer coisa que surge na sua mente você deixa ir sem se apegar a ela. As coisas quando surgem na vida diária você tenta guardar, ficar com elas na memória, mas não fazemos isto no shikantasa.Quando surgem coisas ruins na nossa mente, na vida diária, nós tentamos afastá-las, tentamos esquecer rápido. Em shikantaza também não fazemos isto. Quando vem deixamos vir, quando vai deixamos ir. Não fazemos contatos, não tocamos estas coisas. Nós deixamos passar. Se nós tentarmos guardar as coisas boas ou nos livrarmos das ruins, isto é dualidade, como este lado, aquele lado. Deixar ir e vir é ficar além desse dualismo. Você consegue fazer isto no zazen. Este estágio é iluminação. Se você acordar para isto você pode ir mais fundo".

Fonte: Palestra Doshô Saikawa Roshi ministrada para a Comunidade Zen Budista de Florianópolis e amigos, na abertura oficial da Sede da Comunidade, em Florianópolis no dia 03 de outubro de 2006. Decupada da gravação e digitada por Jane Denkô.

Palestra completa disponível no site: www.daissem.org.br

Uma declaração budista sobre as alterações climáticas


Esta declaração resulta dos contributos de cerca de vinte mestres de todas as tradições budistas que participaram na redacção da obra A Buddhist Response to the Climate Emergency (Uma resposta budista à emergência climática, Wisdom Publications, 2009).

O texto intitulado «Chegou o momento de agir» (tradução da versão original em língua inglesa The Time to Act is Now) de inspiração pan-budista, foi redigido por David Tetsuun Loy (mestre zen) e pelo venerável Bhikkhu Bodhi (mestre da tradição Theravada), contando ainda com a contribuição científica do Dr. John Stanley. Esta declaração tem como seu primeiro subscritor o Dalai Lama. Convidamos todos os membros da comunidade budista internacional preocupados com esta questão a lerem este documento e a juntarem a sua voz, subscrevendo-o.

Chegou o momento de agir

Uma declaração budista sobre as alterações climáticas

Vivemos hoje numa época de grave crise, confrontados com os desafios mais sérios que a humanidade alguma vez experimentou: consequências ecológicas do nosso karma colectivo. A constatação unânime dos cientistas é esmagadora: as actividades humanas estão em vias de provocar um desastre ecológico à escala planetária. O aquecimento global, em particular, está a acelerar-se a um ritmo mais rápido do que se previa, sendo hoje patente no Pólo Norte. Durante centenas de milhares de anos, o Oceano Árctico esteve coberto por uma camada de gelo tão vasta como a Austrália que se encontra actualmente em rápido desaparecimento. Em 2007, o Grupo Intergovernamental de Especialistas em Evolução Climática (GIEC) previu que, por volta de 2100, o derretimento estival dos gelos seria total, mas é hoje evidente que corremos o risco de isso vir a suceder dentro de uma ou duas décadas. A vasta extensão de gelo da Gronelândia está também a derreter mais rapidamente do que se previra. O nível do mar vai aumentar pelo menos um metro ao longo deste século, o que provocará a inundação de inúmeras zonas costeiras, assim como de importantes áreas cultivadas de rizicultura de vital importância como o Delta do Mekong, no Vietname. Por todo o mundo, os glaciares diminuem velozmente. Se as políticas económicas actuais não mudarem, os glaciares do planalto tibetano, que alimentam os grandes rios que fornecem água a milhões de pessoas na Ásia, desaparecerão nos próximos trinta anos.
A Austrália e o Norte da China sofrem neste momento graves períodos de seca e uma diminuição das colheitas. Importantes relatórios, como o do GIEC, das Nações Unidas, da União Europeia e da União Internacional para a Conservação da Natureza, concordam em afirmar que, sem uma mudança de orientação colectiva, a diminuição das reservas de água e dos recursos alimentares, poderá provocar, entre outras consequências, situações de fome, conflitos motivados pela disputa dos recursos, assim como migrações maciças até meados do século – porventura, mesmo, até 2030, segundo o primeiro conselheiro científico do governo britânico.
O aquecimento global desempenha um papel essencial em outras crises ecológicas, como o desaparecimento de numerosas espécies vegetais e animais que partilham a Terra conosco. Os oceanógrafos assinalam que metade das emissões de carbono devidas à utilização de combustíveis fósseis já terá sido absorvida pelos oceanos, o que aumentou a sua taxa de actividade em cerca de 30%. Esta acidificação perturba a calcificação das conchas e dos recifes de coral, ameaçando o desenvolvimento do plâncton, base da cadeia alimentar da maioria das espécies que povoam os oceanos. Os relatórios das Nações Unidas concordam com as tomadas de posição de eminentes biólogos que afirmam que a continuação da actual política de cegueira voluntária levará à extinção de cerca de metade das espécies terrestres actualmente existentes. Estamos a transgredir, colectivamente, o primeiro dos preceitos: “Não prejudicar os seres vivos”, e estamos a fazê-lo na maior escala possível. Somos incapazes de antecipar o impacto biológico sobre a vida humana que será provocado pelo desaparecimento desta infinidade de espécies que, imperceptivelmente, também contribuem para o nosso próprio bem-estar.
Muitos cientistas chegaram já à conclusão de que está hoje em causa a sobrevivência da própria civilização humana. Atingimos um momento crucial da nossa evolução biológica e social. Nunca na história a necessidade do contributo do budismo para o bem de todos os seres se impôs com tamanha urgência. Por intermédio das quatro nobres verdades dispomos de um quadro que permite traçar um diagnóstico sobre a nossa situação actual e, assim, definir as grandes linhas de uma solução: as ameaças e catástrofes que nos assombram provêm em última instância do espírito humano, pelo que exigem uma fundamental mutação do nosso espírito. Se o sofrimento individual nasce da sede e da ignorância (dos três venenos: a avidez, o ódio e a ilusão), o mesmo sucede quanto ao sofrimento que experimentamos à escala colectiva.
A urgência ecológica actual confronta-nos com o eterno sofrimento humano, de uma forma desmultiplicada. Nós sofremos como indivíduos mas também como género, de um ser que se vê como separado não só dos outros mas também da própria Terra. Como diz Thich Nhat Hanh: «Nós estamos aqui para despertar da ilusão da nossa separação». Devemos acordar e compreender que a Terra é tanto nossa mãe como nossa casa. Desde logo, o cordão umbilical que a ela nos liga não pode ser cortado. Se a terra adoece, nós também adoecemos porque somos parte integrante dela. As nossas actuais relações económicas e tecnológicas com a biosfera não são viáveis. A fim de sobreviver às duras transformações que se avizinham, os nossos modos de vida e as nossas expectativas devem mudar. Isto supõe não só novos comportamentos, mas também novos valores. O ensinamento budista segundo o qual a saúde global das pessoas e da sociedade depende do bem-estar interior, e não apenas de indicadores económicos, permite-nos definir as transformações pessoais e sociais que devemos empreender. No plano individual, devemos adotar comportamentos que manifestem a nossa consciência ecológica no quotidiano, reduzindo assim a nossa pegada de carbono. Para aqueles que vivem em economias desenvolvidas, isto implica modernizar e isolar as casas e os lugares de trabalho para obter um melhor rendimento energético; reduzir o aquecimento no Inverno e o ar condicionado no Verão; utilizar lâmpadas e electrodomésticos de baixo consumo; desligar os aparelhos eléctricos que não estão em uso; conduzir viaturas que consumam o menos possível; diminuir o consumo de carne, favorecendo uma alimentação vegetariana, mais saudável e mais respeitadora do ambiente.
Estas iniciativas individuais, todavia, por si sós, não são suficientes para evitar futuras catástrofes. Devemos igualmente empreender transformações institucionais, no plano tecnológico e no plano económico. Logo que possível, devemos “descarbonar” as nossas produções energéticas, substituindo as energias fosseis por fontes de energia renováveis que são ilimitadas, inofensivas e que estão em harmonia com a natureza. Devemos particularmente parar com a construção de novas centrais a carvão, uma vez que esta é, de longe, a fonte mais poluente e mais perigosa de emissões de carbono na atmosfera. Inteligentemente exploradas, as energias eólica, solar, marmotriz e geotérmica poderiam fornecer toda a electricidade de que necessitamos sem prejudicar a biosfera. Cerca de um quarto das emissões de carbono mundiais são devidas à desflorestação, pelo que deveremos inverter o processo de destruição das florestas, em particular a cintura das florestas tropicais onde vive a maior parte das espécies animais e vegetais.
Torna-se hoje evidente que é igualmente necessário proceder a alterações significativas na organização do nosso sistema económico. O aquecimento global encontra-se estreitamente ligado às monstruosas quantidades de energia que as nossas indústrias devoram a fim de dar resposta aos níveis de consumo que correspondem às expectativas de tantos de entre nós. De um ponto de vista budista, uma economia sã e duradoura deve reger-se pelo princípio da suficiência: a chave da felicidade encontra-se na satisfação e não numa multiplicação crescente de bens e produtos. O comportamento compulsivo que leva a um consumo crescente é expressão de sede, aquela disposição que o Buda identificou como sendo a principal causa do sofrimento.
No lugar de uma economia submetida à lei do lucro que requer um crescimento ilimitado para não falhar, devíamos fazer evoluir o mundo em direcção a uma economia que promovesse um nível de vida satisfatório para todos, permitindo-nos assim desenvolver as nossas plenas potencialidades (incluindo as espirituais) em harmonia com a biosfera, que sustenta e nutre todos os seres, onde se incluem também as gerações futuras. Se os dirigentes políticos não são capazes de reconhecer a urgência desta crise mundial ou se ele não estão dispostos a considerar o bem estar a longo prazo da humanidade acima dos benefícios de curto prazo das companhias que exploram os combustíveis fosseis, talvez seja necessário que os contestemos mediante o desencadear de campanhas persistentes de ação cívica. Diversos climatologistas, como o Dr. James Hansen, da NASA, definiram recentemente objetivos precisos a fim de evitar que o aquecimento global atinja um limiar crítico catastrófico. Para que a civilização humana seja viável, a taxa aceitável de dióxido de carbono na atmosfera deve ser inferior a 350 ppm (partes por milhão). O cumprimento deste objectivo é recomendado e apoiado pelo Dalai Lama, assim como por outras personalidades agraciadas com o Prémio Nobel e por prestigiados cientistas. Na situação actual encontramo-nos nos 387 ppm, nível que aumenta ao valor de 2 ppm por ano. É assim necessário não só reduzir as emissões de carbono mas também eliminar a excessiva quantidade de dióxido de carbono já presente na atmosfera.
Enquanto signatários desta declaração de princípios budista, nós reconhecemos o desafio urgente que o aquecimento global coloca. Juntamo-nos ao Dalai Lama para apoiar o objectivo dos 350 ppm. De acordo com os ensinamentos budistas, e conscientes da nossa responsabilidade individual e colectiva, comprometemo-nos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para atingir esse objectivo, nomeadamente (mas não só) através das ações individuais e sociais aqui sucintamente indicadas. Dispomos apenas de um curto espaço de tempo para agir, para preservar a humanidade de uma catástrofe iminente e para assegurar a sobrevivência das diversas e belas formas de vida terrestres. As futuras gerações e as outras espécies que partilham a nossa biosfera, não têm voz para nos pedir que demonstremos a nossa compaixão, sabedoria e poder de cisão. Devemos escutar o seu silêncio. E devemos também ser a sua voz e agir em seu nome.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A respiração durante a meditação


Sobre a respiração durante o zazen. Dogen Zenji diz no Eihei-koroku (Coleção Formal de Discursos e Poemas de Dogen Zenji), vol.5:


“Em nosso zazen, é de fundamental importância sentar-se na postura correta. A seguir, regular a respiração e se acalmar. Na Hinayana, há duas formas básicas (para a prática do iniciante): uma é contar as respirações, e a outra é contemplar a impureza (do corpo). Em outras palavras, um praticante Hinayana regula sua respiração ao contá-la. A prática dos budas e ancestrais, porém, é completamente diferente da prática Hinayana. Um mestre ancestral disse: ‘É melhor ter a mente de uma raposa enganosa do que seguir o caminho de auto-controle Hinayana’. Duas das escolas Hinayana (praticadas) no Japão hoje são a Shibunritsu (a escola dos preceitos) e a Kusha (a escola baseada no Abhidharma-kosa).


Existe também a maneira Mahayana para regular a respiração. E essa é saber que uma respiração longa é longa, e que uma curta é curta. A respiração atinge o tanden e se inicia ali. Apesar da inalação e da exalação serem diferentes, ambas passam pelo tanden. Quando você respira através do abdômem, é fácil perceber a transitoriedade (da vida), e harmonizar a mente.


Meu falecido mestre Tendo disse: ‘O ar inspirado atinge o tanden; porém, não é que esse ar venha de algum lugar. Por esse motivo, ele não é curto, nem longo. O ar exalado sai do tanden; porém, não é possível dizer para onde esse ar vai. Por esse motivo, ele não é longo, nem curto’. Meu professor explicou dessa forma, e se alguém me perguntasse como fazer para harmonizar a repiração, eu responderia dessa maneira: apesar de não ser Mahayana, é diferente da Hinayana; e apesar de não ser Hinayana, é diferente da Mahayana. E se eu fosse questionado mais além em relação ao que é em última instância, eu responderia que inalar ou exalar não são nem longos, nem curtos.”

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Destaque

Retiro de Meditação da Associação Meditar
04 e 05 de Setembro - São Francisco de Paula/RS

Sessão Pipoca Zen
07 de Setembro - Cuiabá/MT


Para saber mais informações sobre as atividades acima, leia as postagens abaixo. Participe!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

"Sessão Pipoca Zen - Sob a Brisa da Primavera"


"Um Vazio, dois pipoca, três estouros e uma bacia de contentamento..."
(Autor: Ivan Deus Ribas)


Queridos amigos,

é com muita alegria, plena atenção e contentamento que convidamos a todos para mais uma Sessão Pipoca Zen, que acontecerá no próximo dia 07.09.10 (terça-feira), as 16:30 h, pontualmente, com direito a suco e pipoca. A entrada é gratuita e aberta a todos os interessados.

Veja abaixo detalhes do filme.

Sinopse
Em um pequeno monastério flutuante sobre um lago vivem um velho monge e seu jovem aprendiz. Enquanto o menino explora os arredores, ele se deixa levar por seus instintos e crueldades infantis. Porém, o mestre sempre está pronto para ensinar suas lições, e mostra para o garoto que as conseqüências de pequenos atos podem durar a vida toda. O filme do diretor sul-coreano Ki-duk Kim conta a história desse jovem seguindo o ritmo das estações do ano.

Informações Técnicas
Título no Brasil: Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera
Título Original: Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom / Spring, Summer, Fall, Winter... and Spring
País de Origem: Coréia do Sul / Alemanha
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 103 minutos
Ano de Lançamento: 2003
Direção: Ki-duk Kim

Venha Participar!!!

Maiores informações:
(65) 3052-6634 - Ligia // 9202-9925 - Ivan
Local: Academia Ligia Prieto
Rua Ministro João Alberto, 137 - Araés - Cuiabá/MT

Sessão Pipoca Zen - Sob a Brisa da Primavera

Filme: Primavera, Verão, Outono, Inverno ... e Primavera (trailer)

domingo, 29 de agosto de 2010

Retiro Anual da Associação Meditar

"Meditando Juntos Sob a Brisa da Primavera"

Meditação Silenciosa
Meditação na Alimentação
Meditação Caminhando

Dias 04 e 05 de Setembro de 2010
das 09 h de sábado até as 11 h do domingo.
Local: Sede da Editora Bodigaya
São Francisco de Paula - RS

Vagas Limitadas

Inscrição com antecedência R$ 110,00 - inclui pernoite e alimentação. No dia R$150,00.
Para inscrever-se envie email para bodigaya@bodigaya.com.br informando nome, telefone e cópia do comprovante do depósito.
Dados para o Depósito: Banco do Brasil - Agência: 0180-5, C/c: 6367-3, favorecido Editora Bodigaya.
Observações:
O pernoite no local é opcional, acomodações coletivas. Aqueles que preferirem, por sua conta, podem se hospedar em pousada e hotéis da região.
As pessoas deverão levar colchonete, saco de dormir, roupa de cama, toalha, pertences pessoais, além de almofada para meditar.
**Se o tempo permitir, faremos visita ao sítio Montanha da Borboleta Azul, local onde será construído o futuro "Centro Meditar Montanha da Borboleta Azul".

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Prática Semanal - 28.08 (Sábado)


Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,


lembramos a todos que neste sábado, 28.08.10, acontecerá nossa prática de meditação na Academia Ligia Prieto. Início as 8 h (pontualmente), com término previsto para as 9 h, podendo se prolongar um pouco mais em virtude da atmosfera de pleno contantamento. Destacamos ainda, que as práticas são abertas, sem contra indicações e/ou pré-requisitos. Sejam todos bem-vindos!


Mãos unidas em prece.


Informações:
Ligia (65) 3052-6634
Ivan (65) 9202-9925

Endereço: Rua Ministro João Alberto, nº 137 - Araés (Ao lado da Escola Jardim Moitará e a duas quadras da TVCA) - Mapa: http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&rlz=1T4GGLL_pt-BRBR330BR330&q=academia%20ligia%20prieto&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wl

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Prática Semanal - 24.08 (3ª feira)


Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,

lembramos a todos que amanhã, 24.08.10 (terça-feira), haverá prática de meditação e Thai Chi Chuan, na Academia Ligia Prieto. Destacamos que as práticas são gratuitas e abertas a todos os interessados. Assim, sejam todos bem-vindos, bienvenidos, welcome, namastê, haribool, gasshô! Muita paz e sanidade!

Thai Chi Chuan - 19:00

Meditação - 20:00

Recomendamos roupas leves.

Informações:

(65)3052-6634 - Ligia
(65)9202-9925 - Ivan

domingo, 22 de agosto de 2010

Verso Zen


Verso Zen

Quando curiosamente lhe perguntarem sobre o que é Aquilo,
não deves afirmar ou negar nada. Pois o que quer que seja afirmado não é a verdade,

E o que quer que seja negado não é verdadeiro. Como poderá alguém dizer com certeza o que Aquilo possa ser se, por si próprio, não tiver compreendido plenamente o que É? E, após tê-lo compreendido, que palavra deve ser enviada de um domínio onde a palavra não encontra um caminho por onde seguir? Portanto, a essas interrogações, ofereçam-lhes apenas o silêncio. Silêncio e um dedo apontando o Caminho.

Antes de entendermos o Zen, as montanhas são montanhas e os rios são rios. Ao nos esforçarmos por entender o Zen, as montanhas deixam de ser montanhas e os rios deixam de ser rios. Quando finalmente entendemos o Zen, as montanhas voltam a ser montanhas e os rios voltam a ser rios.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Prática Semanal - 21.08 (Sábado)


Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,

lembramos a todos que neste sábado, 21.08.10, haverá prática de meditação as 8 h na Academia Ligia Prieto. Término previsto para as 09:00 h. Destacamos ainda, que as práticas são abertas, sem contra indicações e/ou pré-requisitos. Muita paz, sejam todos bem-vindos!

Mãos unidas em prece.

Informações:

Ligia (65) 3052-6634
Ivan (65) 9202-9925

Venha participar!!!

Endereço:
Rua Ministro João Alberto, nº 137 - Araés (Ao lado da Escola Jardim Moitará e a duas quadras da TVCA) - Mapa: http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&rlz=1T4GGLL_pt-BRBR330BR330&q=academia%20ligia%20prieto&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wl

Retiro Anual da Associação Meditar


São Francisco de Paula/RS

"Meditando juntos sob a brisa da primavera"

Local: Sede da Editora Bodigaya
04 e 05 de setembro de 2010,
das 09 h de sábado as 11 h de Domingo

Vagas limitadas!

Informações e inscrição através do email:
bodigaya@bodigaya.com.br

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Prática Semanal - 17.08 (Terça-feira)


Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,


lembramos a todos que amanhã, 17.08.10 (terça-feira), haverá prática de meditação e Thai Chi Chuan, na Academia Ligia Prieto. As práticas são gratuitas e abertas, sem qualquer pré-requisito para participar. Assim, sejam todos bem-vindos, bienvenidos, welcome, namastê, haribool, gasshô! Muita paz e sanidade!


Thai Chi Chuan - 19:00


Meditação - 20:00


Recomendamos roupas leves.


Informações: (65)3052-6634 # 9202-9925
* Na foto acima, vemos uma pequena folha da árvore Bodhi (Ficus religiosa), debaixo da qual Siddhartha Gautama, o buda histórico, alcançou a iluminação.

domingo, 15 de agosto de 2010

Ao amigo Ênio, obrigado!


A palavra mais adequada para expressar o nosso sentimento ao término de mais um encontro com o querido amigo Ênio Burgos é, sem dúvida, gratidão. O Momento presente e as maravilhas da vida, de fato aconteceu... Após meses de preparo, vimos idéias tomarem forma e se tornarem realidade. Novos e velhos amigos. Todos juntos em roda ou durante a pausa para um descanso. Foram momentos de puro contentamento onde pudemos ver e perceber, que as maravilhas da vida estão bem diante dos nossos olhos. Verdadeiramente, o mundo de felicidade é aqui e agora, basta olhar com mente atenta, com o nosso coração de sabedoria.

Muito Obrigado!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Palestra e Workshop

"O MOMENTO PRESENTE E AS MARAVILHAS DA VIDA"
Dr.Ênio Burgos: médico, físico, autor de diversos livros


PALESTRA DIA 13.08 (SEXTA-FEIRA) - GRATUITA
Tema: "O Momento Presente e as Maravilhas da Vida"
Início: 19 H
Local: Academia Ligia Prieto
Rua Ministro João Alberto, nº 137 - Araés - Cuiabá/MT


** DOIS DIAS DE MENTE ATENTA**
Dias 14 e 15
Local: Academia Ligia Prieto
Valor: R$ 100,00
Obs.: É necessário levar almofada


INFORMAÇÕES E INSCRIÇÃO:
(65) 3052-6634 - LIGIA
(65) 9202-9925 - IVAN


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Palestra e Workshop

Agradecimento


Queridos amigos e amigas, irmãos e irmãs no darma,


é com sentimento de gratidão que nos despedimos ao final de uma semana de estudos, debates e reflexões com o professor do dharma Lama Gelek Tharchin. Foram momentos preciosos, onde pudemos meditar e abordar temas oportunos para uma vida mais plena de valores universais. Agradecemos profundamente, desejando seu breve retorno.

Ao amigo Alexandre Palma, em especial, por seu esforço e desprendimento em proporcionar este encontro. Muito obrigado!

Mãos unidas em prece.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Agenda de Atividades com Lama Gelek


Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,

informamos que hoje e amanhã, 05 e 06 de agosto, o professor do dharma Lama Gelek, da tradição tibetana, linhagem Karma Kagyu, estará conosco em dois momentos, antes do retiro no final de semana. Destacamos ainda, que estas atividades são abertas (gratuitas) e se destinam a todos os interessados. Venham participar! Sejam bem-vindos!


05.08 - Palestra: "Meditação e o desenvolvimento do amor na filosofia budista"

Horário: 19:30 h
Local: UFMT
Ponto de encontro: Lanchonete do Zoológico da UFMT, próximo ao RU (Restaurante universitário)
*** Introdução do tema a ser trabalhado no retiro***


06.08 - Prática de meditação e diálogo aberto

Horário: 19:30 h
Local: Academia Ligia Prieto
Rua Ministro João Alberto, nº 137 - Araés


Retiro dias 07 e 08 na Chapada dos Guimarães/MT

Casa de Retiros Luterana (próximo a Pousada Penhasco)
Início as 14:00 h do sábado
Término as 17:00 do domingo
Obs.: Levar almofada para prática de meditação.
Valor R$ 120,00 (incluso alimentação e despesas com a hospedagem)


Informações e inscrição:

(65) 9982-4361 - Alexandre

Mais informações sobre a linhagem Karma Kagyu

Sobre o Lama Gelek

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Informe



"Informe Especial"


O Professor do Dharma Lama Gelek, ligado à tradição Budista Tibetanada linhagem Karma Kagyu, estará nos próximos dias em Cuiabá e, especialmente, no final de semana, na Chapada dos Guimarães, trabalhando num retiro a seguinte temática: "Meditação e Desenvolvimento do Amor na Filosofia Budista"


Data: próximo final de semana, dias 7 e 8 de agosto (sábado, a partirdas 14hs, até às 17hs do domingo)

Local: Casa de Retiros Luterana, próxima à Pousada Penhasco

Contribuição: R$ 120 (diária da pousada, incluindo refeições, mais custos gerais)

Levar uma almofada para a prática de meditação.


Contato: Alexandre (65) 9982-4361



Mais informações sobre a linhagem Karma Kagyu - http://www.karmakagyubrasil.org/

Sobre o Lama Gelek:

domingo, 1 de agosto de 2010

Palestra e Vivência - Inscreva-se!


"O Momento Presente e as Maravilhas da Vida"
com o Dr. Ênio Burgos (médico, físico, escritor)


*Palestra Aberta
sexta-feira, 13 de agosto, às 19 hs

*Vivência: Dois dias de Mente Atenta
sábado, 14 de agosto, das 08 às 18 hs
domingo, 15 de agosto, das 08 às 11 hs

Local: Academia Ligia Prieto
Rua Min. João Alberto, 137 - Araés Cuiabá - MT
Informações e inscrição: (65) 3052-6634

O Koan


O koan é um pequeno enigma Zen, onde a partir do contraditório ou paradoxal, de solução aparentemente irresolúvel numa análise lógica. O objetivo de um koan é conduzir o praticante a descobrir a verdadeira face da verdade que reside em seu interior, e para cada pessoa a solução do koan é única, pois ela deriva da intuição e do estado de consciência com que o encaramos. É necessário envolvimento e concentração, conseguir aliar o coração à mente e silenciosamente encontrar a resposta. Para os seus momentos de meditação, escolhemos os seguintes koan:
“Qual é o som do silêncio?”
“Qual é o som de uma mão a bater palmas?”
“Qual era a tua natureza original, antes dos teus pais terem nascido?”

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Prática Semanal - 31.07 (Sábado)

Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,

lembramos a todos que neste sábado, 31.07.10, haverá prática de meditação na Academia Ligia Prieto. Início as 08:00 h, com término previsto para as 09:00 h. Sugerimos aos participantes o uso de roupas leves. Destacamos ainda, que as práticas são abertas, sem contra indicações e/ou pré-requisitos. Muita paz, sejam todos bem-vindos!

Mãos unidas em prece.

Informações:
Ligia (65) 3052-6634
Ivan (65) 9202-9925

Venha participar!!!
Endereço:
Rua Ministro João Alberto, nº 137 - Araés (Ao lado da Escola Jardim Moitará e a duas quadras da TVCA) - Mapa: http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&rlz=1T4GGLL_pt-BRBR330BR330&q=academia%20ligia%20prieto&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wl

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Como Meditar


O objetivo da meditação é tornar nossa mente calma e pacífica.


Com a mente serena, livramos-nos das inquietações e do desconforto mental e sentimos verdadeira felicidade; mas se nossa mente não estiver em paz, não conseguiremos ser felizes, mesmo que nossas condições externas sejam excelentes.
Se treinarmos em meditação, aos poucos nossa mente vai se acalmar e experienciaremos uma forma de felicidade cada vez mais pura. Por fim, conseguiremos permanecer contentes o tempo todo, até nas mais duras circunstâncias.

Em geral, é difícil controlar a mente. Ela é como um balão ao sabor do vento – vai de um lado para outro, soprada por circunstâncias exteriores. Se as coisas vão bem, a mente fica feliz; se vão mal, reage tornando-se infeliz. Mesmo quando estamos felizes, essa felicidade não é completa. Por exemplo, quando obtemos algo que desejamos, uma aquisição ou um novo parceiro, ficamos excitados e nos apegamos a isso.

Porém, como não é possível obter tudo o que desejamos e como estamos condenados a ser separados de nossos amigos e posses, o apego, ou grude mental, só serve para nos causar dor. Por outro lado, quando não obtemos aquilo que desejamos ou perdemos algo de que gostamos, somos tomados por desânimo e irritação.
Se formos obrigados a trabalhar com alguém que detestamos, ficaremos bravos e nos sentiremos prejudicados. Como resultado, nosso rendimento será afetado e o dia no trabalho se tornar-se-á estressante e insatisfatório.
Essas oscilações de humor ocorrem porque estamos intimamente envolvidos com as situações exteriores. Parecemos uma criança que, construindo um castelo de areia, sente entusiasmo quando ele fica pronto, mas, logo a seguir, se decepciona ao vê-lo ser destruído pela maré.

Treinando em meditação, criamos espaço e clareza interiores, que nos capacitam a controlar nossas mentes, quaisquer que sejam as circunstâncias externas. Pouco a pouco, tornamo-nos capazes de substituir nossa mente desequilibrada, que oscila entre os extremos do excitamento e da decepção, por um equilíbrio mental, isto é, uma mente estabilizada que está feliz o tempo todo.

Se treinarmos em meditação de maneira sistemática, seremos capazes de erradicar as delusões – causas de todos os problemas e sofrimentos. Desse modo, atingiremos um estado de permanente paz interior, conhecido como “libertação ou nirvana”. Então, dia e noite, vida após vida, vamos experimentar unicamente paz e felicidade.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Você é um buda em potencial


Thich Nhat Hanh

O nome Buda vem da palavra “bud” que significa acordar, entender e saber. Buda é aquele que está desperto, que está consciente de tudo que acontece no momento presente. A profundidade de seu entendimento e amor é muito grande. Qualquer um pode se tornar um Buda. Todos somos Budas em potencial. Todos somos futuros Budas, capazes de ter profundo entendimento e uma grande habilidade de amar e aliviar o sofrimento dos outros.
Amigos do Buda geralmente se cumprimentam juntando suas palmas como uma flor de lótus. O lótus é uma linda flor que parece com a magnólia. Nós juntamos nossas palmas enquanto inspiramos e dizemos silenciosamente: “Um lótus para você”. Então reverenciamos, expiramos e silenciosamente dizemos: “Um Buda em potencial”. Oferecemos esse gesto como um presente.
O Buda disse que há muitos outros Budas em todo lugar que estão ensinando, tentando trazer amor e compaixão para a vida diária. O Buda disse: “Todos vocês são Budas em potencial”. Ele estava certo, porque em cada um de nós há sementes de entendimento, amor e compaixão. Quando cultivamos amor e entendimento, regamos estas sementes, e elas irão brotar e dar frutos. Se praticarmos de acordo com os ensinamentos do Buda, nos tornaremos Budas.
Cada um de nós é um Buda em potencial. É por isso que queremos viver de um modo que o Buda em nós possa florescer. Quando sabemos como respirar, como andar, como sorrir, como tratar as pessoas, plantas, animais e minerais, nos tornamos Budas verdadeiros.
Nos textos Budistas, chamados sutras, a mensagem mais importante é que todos têm a capacidade de ser um Buda – a capacidade de amar, entender e se iluminar. Esta é a mais importante mensagem de todos os sutras.
A prática que eu gostaria de mostrar é chamada “Lembrança do Buda”, e é ensinada em toda escola de budismo. Você toca o Buda interior, todas as qualidades do Buda e sabe que o Buda é absolutamente real – não uma idéia, não uma noção, mas uma realidade. Nossa tarefa, nossa vida, nossa prática é nutrir o Buda em nós e nas pessoas que amamos.
Você pode querer gastar três ou quatro minutos nesta prática, sozinho ou com alguns amigos. Sente-se quietamente, inspire e expire por alguns minutos para se acalmar e então pergunte, “Pequeno Buda, você está aí?” Faça a pergunta muito profundamente e quietamente. “Meu pequeno Buda, você está aí?” No começo, você pode não ouvir uma resposta. Há sempre uma resposta, mas se você não estiver calmo o suficiente, não ouvirá. “Alguém aí? Pequeno Buda, você está aí?” E então você ouvirá a voz do seu pequeno Buda respondendo: ”Sim, meu querido, é claro. Eu estou sempre aqui para você”.
Ouvindo isto, você sorri. “Eu sabia, pequeno Buda, você é minha calma. Eu sei que você sempre está aí, e preciso de você para me acalmar. Freqüentemente, não estou calmo como gostaria. Eu grito, ajo como se não tivesse o Buda em mim. Mas como eu sei que você está lá, sei que sou capaz de ficar calmo. Obrigado pequeno Buda, preciso de você”. E o pequeno Buda diz: “É claro, eu estarei aqui para você todo o tempo. Apenas venha e me visite quando precisar.” Esta é a prática de tocar o Buda interior. É uma prática importante para todos nós.
Eu amo sentar perto de crianças devido ao seu frescor. Cada vez que seguro a mão de uma criança e pratico meditação caminhando, sempre me beneficio do seu frescor. Eu posso ser capaz de oferecer à criança minha estabilidade, mas eu sempre me beneficio do frescor delas. Se você perder sua paz e alegria, lembre-se que você esteve com frescor muitas vezes no passado. E se você tocar o Buda, o frescor em você continuará a crescer.
Você pode dizer ao Buda dentro de você: “Querido pequeno Buda, você é meu frescor. Obrigado por estar aí. Querido pequeno Buda, você é minha suavidade.” Suavidade é o que todos nós precisamos.
“Querido pequeno Buda, você é minha plena atenção.” E isto é verdade, porque o Buda é alguém que é feito da energia de plena atenção. Ser plenamente atento significa ser consciente do que está acontecendo, e isto é apenas possível quando você está realmente lá, cem por cento presente. Seja quando for, que você agir em plena atenção – tomando um copo de leite, andando ou respirando conscientemente – você estará tocando sua natureza de Buda.
“Querido Buda, você é meu entendimento.” Entendimento é tão crucial. Se você não entende alguém, não pode amá-lo. O Buda é o poder do entendimento. Quando você está plenamente atento e consciente de tudo, isto está acontecendo dentro de você e ao seu redor, você entende as coisas e as pessoas facilmente. Portanto pode dizer: “Pequeno Buda, você é meu entendimento. Eu preciso muito de você porque sei que entendimento é a fundação do amor.”
“Querido pequeno Buda, você é meu amor. Você é a capacidade de amar.” Você também tem a capacidade de amar. Se você tocar esta capacidade todo dia, seu amor crescerá, sua capacidade de amar crescerá e você estará no seu caminho de plenamente perceber o Buda dentro de você.
Cada vez que você visitar o Buda, o Buda em você se beneficia. O Buda em você terá mais espaço e ar para respirar. Durante o dia, você pode ter sofrido, pode ter ficado com raiva, e isso retira de seu Buda interior ar fresco para respirar. Seu pequeno Buda pode estar sufocado. Mas cada vez que você praticar tocar o Buda, trará muito espaço e ar, e o Buda dentro de você terá uma chance de crescer. É muito importante.
Se você praticar tocar essas qualidades do Buda em você, você tocará o Buda verdadeiro, não o Buda feito de gesso, cobre ou mesmo esmeraldas. Buda não é um deus. Buda não é alguém fora de nós, alto no céu ou no alto de uma montanha. O Buda está vivo e vivendo conosco.
“Querido Buda, é muito confortável saber que você está aí. Pequeno Buda, eu preciso muito de você.” E o pequeno Buda em você dirá: “Querido, eu também preciso muito de você. Por favor, venha e me visite com mais freqüência”.
Antigamente, quando não havia telefones, as pessoas que viviam longe das outras não podiam se falar. Quando o telefone foi inventado, era como se fosse um milagre. Você está acostumado com o telefone, portanto não vê o quanto é maravilhoso, mas é realmente uma invenção milagrosa. Cada vez que usamos o telefone e ouvimos a voz de nosso amado que vive longe, ficamos muito felizes. O sino é um tipo de telefone, porque ouvir o som do sino é como ouvir a voz de alguém querido no telefone.
O som do sino pode ser descrito como a voz do Buda nos chamando para casa, nos lembrando para estarmos mais em paz conosco mesmos e com o mundo. Prestamos uma atenção amorosa a esta voz. Ouvir o sino pode ser muito maravilhoso, pode nos trazer muita paz e alegria. Pode nos trazer de volta para nossa verdadeira casa.
Quando estamos longe de nossa verdadeira casa por muito tempo, desejamos voltar. Na nossa verdadeira casa nos sentimos em paz. Sentimos que não temos que correr para nenhum lugar, que estamos livres de problemas. Podemos relaxar e sermos nós mesmos. Já somos o que queremos ser. É maravilhoso ser do jeito que você já é. Você não precisa ser nada mais, ser outro alguém.
Olhe para a macieira. É maravilhoso para a macieira ser uma macieira. Ela não precisa se tornar algo diferente. Como é maravilhoso que eu seja eu mesmo. Como é maravilhoso que você seja você mesmo. Não há necessidade de tentar ser algo ou alguém diferente. Precisamos apenas nos deixar ser quem já somos, e nos desfrutar apenas como somos. Este sentimento, esta percepção, é nossa verdadeira casa. Cada um de nós tem uma verdadeira casa dentro de si.
Nossa verdadeira casa sempre nos chama, dia e noite, com uma voz clara. Ela permanece nos mandando ondas de amor e preocupação, mas ela não nos alcança porque estamos muito ocupados. Portanto quando ouvimos o sino, lembramos que ele está nos ajudando a voltar para nossa verdadeira casa, e deixamos ir tudo – fala, pensamentos, brincadeiras, cantos, estar com os amigos ou até meditação! Desistimos de tudo e voltamos para nossa verdadeira casa.
Quando você ouvir o som do sino, o Buda do sino, não fale, pense ou faça nada, porque você está ouvindo a voz da pessoa que você ama e respeita muito. Apenas pare quietamente e ouça com todo seu coração. Se houver três sons, ouça e respire profundamente durante todo o período com concentração. Inspirando, você se sente ótimo, expirando, se sente feliz. Se sentir feliz é muito importante. Qual a finalidade de respirar e praticar se você não se sentir ótimo, se você não se sentir mais feliz? O mais profundo desejo em cada um de nós é o desejo de ser feliz e de trazer felicidade às pessoas e seres vivos ao nosso redor.
Você pode querer convidar o sino você mesmo. Aqui segue como fazer. Primeiramente, segure o sino alto, deixando a almofada do sino no chão e usando sua mão aberta como almofada. Sua mão aberta segurando o sino parece muito bonita como um crisântemo ou uma flor de lótus com cinco pétalas abertas. Nossa mão é o lótus e o sino é a jóia preciosa no lótus. Podemos olhar para ele e dizer: “Oh, a jóia que está no lótus”. Ou em sânscrito, om mani padme hum.
Ponha o sino na sua mão em forma de lótus, levante sua testa, olhe para ele e sorria. Então inspire e expire três vezes enquanto você silenciosamente recita o seguinte gatha (poema).
Corpo, fala e mente em perfeita unicidade, Eu envio meu coração junto com o som deste sino. Possam os ouvintes despertar do esquecimento E transcender o caminho da ansiedade e tristeza.
Está tudo bem se, enquanto tocar o sino, você esquecer este gatha, mas faça seu melhor para lembrar dele. Inspiramos e recitamos a primeira linha
Corpo, fala e mente em perfeita unicidade,
Isto significa que temos concentração. Então com nossa expiração:
Eu envio meu coração junto com o som deste sino.
Isto significa que você envia seu amor para o mundo. Diga na sua inspiração:
Possam os ouvintes despertar do esquecimento
Esquecimento é o oposto de plena atenção e o som do sino nos ajuda a ser plenamente atentos. Ouvindo a voz do Buda, o som do sino, voltamos ao momento presente. Na sua expiração diga:
E transcender o caminho da ansiedade e tristeza.
Depois de ter praticado inspirando e expirando assim enquanto recita o gatha, você se sentirá melhor, sua mente e corpo estão agora unidos, você está concentrado e tem o belo desejo que todos que ouçam este sino não sintam tristeza, raiva ou ansiedade e que eles desfrutem a respiração e sorriam.
Agora que você está se sentindo bem melhor, está pronto para convidar o sino a soar. Quando convidar o sino a soar. Quando convidamos o sino, sempre fazemos um som de despertar para preparar a todos para o som completo do sino de forma que todos não fiquem surpresos por ele. Não é um som cheio. Tocamos o bastão (“aquele que convida”) no sino; é chamado “acordar o sino”. Todos param os pensamentos e a conversa e ficam prontos para receber o som do sino, porque o som do sino é considerado como sendo a voz desperta do amor e compaixão. Todos se preparam para o chamado do Buda.
Entre o acordar do sino e o som verdadeiro há o espaço de uma respiração. Portanto você pratica respirar enquanto espera pelo som verdadeiro e então convida o sino de forma que o som verdadeiro venha. Dizemos “convidar o sino a soar”, não “bater o sino”, porque queremos ser gentis e não sermos violentos com o sino.
Aqueles que estiverem ouvindo o som do sino silenciosamente recitam o seguinte gatha:
Ouça, ouça, Este som maravilhoso me traz de volta para minha casa verdadeira
Ouça, ouça, significa que ouvimos com toda a nossa concentração enquanto inspiramos e com nossa expiração, sorrimos e dizemos Este som maravilhoso me traz de volta para minha casa verdadeira. O som do sino é a voz do Buda em você te chamando de volta para sua casa verdadeira, a casa da paz, tolerância e amor.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Palestra e Meditação - Inscreva-se

"O Momento Presente e as Maravilhas da Vida"
com o Dr. Ênio Burgos (médico, físico, escritor)

*Palestra Aberta
sexta-feira, 13 de agosto, às 19 hs

*Vivência: Dois dias de Mente Atenta
sábado, 14 de agosto, das 08 às 18 hs
domingo, 15 de agosto, das 08 às 11 hs

Local: Academia Ligia Prieto
Rua Min. João Alberto, 137 - Araés
Cuiabá - MT

Informações e inscrição: (65) 3052-6634

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sessão Pipoca Zen!!! - Domingo 25.07.10


"Um Vazio, dois pipoca, três estouros e uma bacia de contentamento..."
(Autor: Ivan Deus Ribas)


Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,

A Associação Meditar de Cuiabá, tem a alegria de convidar você, amigos e familiares e demais interessados para Sessão Pipoca Zen, que acontecerá no próximo domingo, 25.07.2010, as 17:00 horas, na Academia Ligia Prieto. Entrada franca! Teremos suco e pipoca em pleno contentamento!!!


Dodos do Filme:

FILME “ZEN”!

Título original: Zen
Diretor: Banmei Takahashi's
Língua original: Japonês
Legendas: português
Duração: 127 min.
Lançamento: 01/2009


SINOPSE

Baseado na vida do mestre Dogen Zenji (19 de Janeiro de 1200 – 22 de Setembro de 1253), um professor japonês de Zen Budista, fundador da escola Zen Soto e importante filósofo.

Abrir mão de tudo, rendendo-se ao fluxo da natureza e somente sentando-se em meditação. Isto é a essência do Budismo Zen de Dogen. No 13º século, Dogen, um jovem monge japonês viajou à China, determinado a encontrar seu verdadeiro mestre. Lá ele encontrou um monge que lhe ensinou que a meditação Zen é o verdadeiro e único caminho à iluminação. Voltando, esclarecido, ao Japão, Dogen arriscou a sua vida para divulgar o Budismo Zen, inspirando milhões de budistas que praticam ao redor do mundo até hoje.



Local: Academia Ligia Prieto
Rua Ministro João Alberto, nº 137 - Araés (Próximo a Escola Jardim Moitará e a duas quadras da Tv Centro América) - Tel. (65) 3052-6634 ou 9202-9925

Data: 25 de Julho

Horário: 17hs

domingo, 18 de julho de 2010

As Seis Portas da Ação (6/6) - Thich Nhat Hanh







Sabedoria



O Sutra Prajña-paramita descreve a perfeição da sabedoria, prajña-paramita, como "as asas de um pássaro pode levar você para bem longe". É a fundação e a chave para a realização de todas as paramitas. Com este tipo de compreensão podemos praticar a doação, a plena consciência, a inclusividade, diligência e a meditação de maneira perfeita. Sem prajña-paramita, a perfeição das outras paramitas é impossível - sem asas você não pode ir longe.
No último capítulo aprendemos como a compreensão está presente na prática da meditação. Praticamos dhyana para produzir o insight da impermanência e do não eu na nossa vida cotidiana. Impermanência e não eu pertencem à dimensão histórica da realidade. Tudo é impermanente, tudo é sem uma existência separada. É somente quando tocamos profundamente a impermanência e o não eu, características da dimensão histórica, que somos capazes de tocar a dimensão última, o nirvana. Assim, quando a nossa prática de dhyana é informada por prajña conseguimos tocar o nirvana no interior da impermanência e do não eu. Nós nos damos conta de que não existe separação entre a dimensão histórica e a dimensão última. Isto é prajñaparamita.
A prática da inclusividade significa que você tem a capacidade de aceitar e abarcar tudo - incluindo doenças, velhice e morte. Quando você traz o elemento de prajña para sua vida diária, mantendo o insight da impermanência e do não eu vivos em cada momento, você consegue tocar a base última do não nascimento e da não morte. Que é o mesmo que tocar o nirvana. E quando você consegue tocar a dimensão última, torna-se muito fácil aceitar e abraçar o nascimento e a morte, manifestação e não manifestação. É impossível praticar a inclusividade sem prajña, insight sobre a dimensão última, nirvana. Uma criança não fica triste quando um arranjo particular de cores e padrões no caleidoscópio desaparece, por que ela sabe que outra manifestação maravilhosa irá aparecer. Impermanência e não eu são simplesmente as voltas do caleidoscópio, onde uma manifestação logo abre caminho a outra.
Quando trouxermos prajña-paramita para a nossa prática de outras paramitas, então poderemos realmente aperfeiçoá-las. Teremos levado os ensinamentos dos bodhisattvas do Sutra do Lótus para o nosso dia-a-dia. A perfeição de dana é dar de maneira completamente livre da noção de que existe uma separação entre o doador, o objeto e recebedor. Esta é uma prática muito profunda, e prajña está na sua base. Dar perfeitamente, dana-paramita, pode acontecer somente sobre o solo da perfeita compreensão, prajña-paramita.
Podemos trazer o elemento de prajña para qualquer prática, como reverenciar. A tradição budista tem este belo gatha: "Aquele que reverencia e aquele que é reverenciado são perfeitamente vazios". Como podemos entender isso? Sabemos que o Buda é feito de elementos não Buda, incluindo nós mesmos. E você é feito de elementos não você, incluindo o elemento Buda. Este insight acerca da natureza do vazio e a natureza vazia do Buda é prajna. Com esta compreensão poderemos remover as fronteiras entre aquele que reverencia e aquele que é reverenciado. Quando reverencia aquele que é a imagem da perfeição, o absoluto, o Buda, você se vê refletido e consegue reconhecer esta perfeição última em você mesmo. Não existe separação entre você e o objeto de sua reverência, e então você experimenta uma grande conexão com o Buda interior. Se você permanecer inteiramente você e o Buda permancer inteiramente o Buda, um profundo contato e uma profunda comunicação entre vocês não será possível.
Compreender o vazio das coisas desta maneira é prajña-paramita, perfeita sabedoria e é a base da nossa prática de reverenciar ou de qualquer outra prática nossa. Quando realizamos a perfeita compreensão na nossa prática das paramitas, então descobriremos que já somos livres. Compreendendo que o nascimento e a morte são apenas um jogo, um jogo de esconde-esconde entre a dimensão histórica e a dimensão última, tornamo-nos completamente livre do medo. Através do Sutra do Lótus, vemos a possibilidade da compreensão perfeita. Podemos entrar no Grande Veículo do bodhisattvas e, junto com todos os seres vivos cruzar rumo à margem da libertação.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Meditação no Parque: paz a cada passo


Queridos amigos, irmãos e irmãs no darma,

lembramos a todos que amanhã, 17.07.10, haverá prática de meditação andando no parque Mãe Bonifácia. Ponto de encontro, estacionamento de pedrinhas, logo na entrada principal. Início as 08 h.
Levem guarda-chuva e estejam bem agasalhados, pois o inverno chegou.
Muita paz.
Mãos unidas em prece.
Ivan.
Inf.
Ligia (65)3052-6634
Ivan 9202-9925

quinta-feira, 15 de julho de 2010

"Meditação no Parque: paz a cada passo" - 17.07 (Sáb.) - 08 h - Parque Mãe Bonifácia (entrada principal) Venha Participar!!! Inf. (65)3052-6634


A meditação andando

A meditação andando pode ser agradável. Caminhando lentamente, sozinhos ou com amigos, se possível num belo local. A meditação andando tem como verdadeiro objetivo o prazer em caminhar — anda-se não para se chegar a algum lugar, mas só pelo andar. O propósito é o de se estar no momento presente, tendo plena consciência da respiração e da caminhada, e de apreciar cada passo. Para isso, devemos nos livrar de todas as preocupações e ansiedades, não pensar no futuro, nem no passado, só vivendo o momento presente. Podemos andar de mãos dadas com uma criança. Caminhamos passo a passo como se fôssemos os seres mais felizes da Terra.
Embora andemos o tempo todo, nosso andar se assemelha mais a uma corrida. Quando caminhamos assim, imprimimos ansiedade e tristeza na Terra. É preciso que andemos de forma tal que só deixamos paz e serenidade sobre a Terra. Podemos todos fazer isso desde que o desejemos muito. Qualquer criança consegue fazê-lo. Se podemos dar um passo assim, poderemos dar dois, três, quatro e cinco. Quando formos capazes de dar um passo cheio de paz e felicidade, estaremos trabalhando pela causa da paz e da felicidade de toda a humanidade. A meditação andando é uma prática maravilhosa.
Quando fazemos meditação andando ao ar livre, caminhamos um pouco mais devagar do que nosso ritmo normal e coordenamos nossa respiração com nossos passos. Por exemplo, podemos dar três passos para cada inspiração e três passos para cada expiração. Podemos, então, dizer, "Inspirando, inspirando, inspirando. Expirando, expirando, expirando." Dizer "Inspirando" serve para nos ajudar a identificar a inspiração. Sempre que chamamos algo pelo seu próprio nome, estamos tornando-o mais real, como quando dizemos o nome de um amigo.
Se os seus pulmões preferem quatro passos em vez de três, dê-lhes quatro passos, por favor. Se eles querem apenas dois, dê-lhe dois. A duração da sua inspiração e da sua expiração não tem de ser a mesma. É possível, por exemplo, que você dê três passos ao inspirar e quatro ao expirar. Se você se sentir feliz, sereno e alegre enquanto caminha, é porque está se exercitando corretamente.
Esteja atento para o contato entre os seus pés e a Terra. Caminhe como se estivesse beijando a Terra com os pés. Já prejudicamos muito a Terra. Agora é a hora de cuidarmos bem dela. Trazemos nossa paz e nossa serenidade à superfície da Terra e compartilhamos a lição do amor. É tendo isso em mente que caminhamos. De quando em quando, ao ver algo bonito, podemos querer parar para contemplação — de uma árvore, uma flor, crianças brincando. Enquanto olhamos, continuamos atentos à nossa respiração, para não sermos enredados por nossos pensamentos e assim perdermos a beleza da flor. Quando quisermos voltar a andar, é só começar de novo. Cada passo que dermos criará uma brisa fresca, renovando nosso corpo e nossa mente. Cada passo fará uma flor se abrir aos nossos pés. Isso só é possível se não pensarmos no futuro nem no passado, se soubermos que a vida só pode ser encontrada no momento presente.
(Nhat Hanh, Thich. Livro: Paz a Cada Passo: como manter a mente desperta em seu dia-a-dia.)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Poema: Uma nuvem, um pássaro


Ao meditar apenas observo

Uma nuvem, um pássaro

Pensamentos...

Eles vem e vão

Eu permaneço...

Com o tempo

Todos se esvaziam

Não eu, nem nuvens, nem pássaros
Cessam os sons...
Tudo se acalma

A montanha se cala

O orvalho se deita

Reconheço o verde em mim

Respiro...

O mundo girou como roda

Os pássaros se aconchegaram em seus ninhos

As nuvens seguiram seus caminhos

O vento fez curva, no curso do rio

O seixo gostou

(Autor: Ivan Deus Ribas)