"Nenhum homem pode pacificar o mundo inteiro, mas cada um pode pacificar a si mesmo." Enio Burgos
A Associação Meditar se propõe a: Difundir a prática da meditação; Congregar os praticantes da meditação; Coletar e divulgar os benefícios à saúde física e mental promovidos pela prática adequada da meditação; Criar, apoiar e promover a difusão de locais adequados para a prática de meditação (Núcleo ou Centros Meditar) no Brasil e no exterior; inclusive, com sedes rurais para abrigar seus membros em vida comunitária voltada à meditação, ao estudo, ao trabalho natural na terra, à contemplação da natureza.
Dedica-se a orientar a iniciação e o desenvolvimento das pessoas (empresa, escolas, associações) na meditação de forma clara, simples, objetiva e segura; Promover cursos, palestras, workshops, retiros e atividades voltadas à prática da meditação; Incentivar e promover a atitude mediativa, altruísta e pacífica, que implique na paz interna e externa, na não-violência, no respeito pela natureza, alimentação natural, bons valores humanos, no conhecimento e na sabedoria.
A Associação Meditar de Cuiabá se reúne sempre aos Sábados, às 08h00, no Espaço Ligia Prieto. Endereço: Rua Min.João Alberto, 137 – Araés - Cuiabá. Informações pelo tel. (65)3052-6634.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Um Conto
domingo, 16 de setembro de 2012
Informe - Retiro A.Meditar e Visita Monjas de Thay
Prezados Amigos(as) e Irmãos(as) no Darma,
terça-feira, 11 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Agenda de Atividades
Sábado - Meditação e leitura - 08:00
Recomendamos roupas leves.
(65)3052-6634 - Ligia
(65)8143-4379 - Ivan
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Nossa mente distorcida
domingo, 12 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
De onde viemos? Para onde vamos?
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Buda foi ao inferno. E os demônios ao nirvana.
domingo, 15 de julho de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Como meditar
“A respiração está alinhada com corpo e mente e ela sozinha é a ferramenta que pode uni-los, iluminando e trazendo ambos para a paz e a tranquilidade…
Mantenha sua coluna ereta. Isso é muito importante. O pescoço e a cabeça devem estar alinhados com sua coluna vertebral; eles devem estar eretos mas nem duros nem tensos. Mantenha seus olhos focados um ou dois metros à sua frente. Se você puder, mantenha um leve sorriso.
Agora comece a seguir sua respiração e a relaxar os músculos. Concentre-se em manter sua coluna ereta e seguir sua respiração. Em relação a todo o resto, deixe ir. Deixe absolutamente tudo ir”. (“let go of everything”)
quinta-feira, 28 de junho de 2012
-Carl Sagan (essa imagem foi tirada pela nave Voyager 1 assim que saiu do sistem solar em 1990. A Terra estava aproximadamente a 4 milhões de milhas distante da nave)
quarta-feira, 27 de junho de 2012
sábado, 16 de junho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Mente simples
Por Charlotte Joko Beck
A única mente que pode enxergar a vida de maneira transformada é a simples. O dicionário define simples como "tendo ou sendo composto por apenas uma parte". A percepção consciente pode absorver uma multiplicidade de coisas, da mesma forma como o olho consegue captar muitos detalhes ao mesmo tempo. Mas em si mesma a percepção consciente é uma coisa só. Ela permanece inalterada, sem acréscimos ou modificações. A percepção consciente é completamente simples; não temos de acrescentar nada, nem de modificá-la. É despretensiosa e isenta de arrogância. Não pode evitar de ser assim, a percepção consciente não é uma coisa, para ser afetada por isto ou aquilo. Quando vivemos a partir da pura percepção consciente, não somos afetados por nosso passado, nem pelo presente, nem pelo futuro. Uma vez que a percepção consciente nada tem que possa servir-lhe de fingimento, é humilde. É modesta. Simples.
Extraído do livro "Nada Especial" de Charlotte Joko Beck
quinta-feira, 31 de maio de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Reconhecimento
quinta-feira, 24 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
A tartaruga e o coelho
A versão japonesa da fábula da tartaruga e do
coelho é um tanto quanto diferente daquele da minha infância brasileira. Eu a
ouvi há poucos dias do Reverendo Miura, que veio do Japão nos visitar.
Conta-se que a tartaruga e o coelho foram apostar
uma corrida. O coelho saiu na frente e quando estava no topo de um morro olhou
para trás e viu a tartaruga lá longe, tão longe que ele resolveu deitar e
dormir.
Passo a passo a tartaruga passou pelo coelho adormecido
e chegou em primeiro lugar.
No Japão essa fábula é ensinada para enfatizar a
importância da persistência, paciência, continuidade.
No entanto, quando essa história foi contada na
Índia houve quem dissesse:
“A tartaruga foi má. Sabe por que? Porque ela não
acordou o coelho.”
São maneiras diferentes de se interpretar a mesma
história. Talvez a tartaruga devesse ter parado e verificado se o coelho estava
bem antes de continuar caminhando lenta e continuamente.
A história do Brasil era diferente. A tartaruga
enganava o coelho e chegava primeiro.
Talvez por isso temos tantas pessoas envolvidas na
corrupção. Não paramos para ajudar como na Índia, país pobre e sofredor. Nem
vamos passo a passo até nossos objetivos, como no Japão, país próspero.
Como seria a versão de Buda?
Saíram juntos o coelho e a tartaruga.
Não se preocupariam em ganhar, mas em criar
harmonia com sua passagem. Ofereceriam o prêmio um ao outro, pois não haveria
perdedor. Um ganharia pela velocidade. Outro pela persistência.
A tartaruga veria o coelho sair rapidamente. Da
poeira levantada onde nem suas patinhas poderiam ser encontradas, a tartaruga
apreciando, cada passo, flor, estrada se apiedaria do amigo que na grande
correria se esquecia de ver cada detalhe sagrado.
O coelho por sua vez, pernas fortes e longas, se
preocupava com a amiga tartaruga, de casco pesado e pernas curtas. Estaria
sendo absurda essa competição?
Olhava para trás e a via caminhando, lenta e
decididamente. Parava o coelho e a esperava. Perguntava como estava. Juntos
descansavam na sombra das árvores. E o melhor é que não havia gol a obter, não
havia corrida a ganhar. Tudo que havia era o prazer de viver. Cada um com seu
passo, seu estilo, sem competir, caminhando o Caminho, sendo o Caminho
iluminado.
E nessa caminhada iam encontrando pessoas e
animais, árvores e minerais, água, terra, ar, fogo, tudo que existe e sempre se
prontificando a ajudar e a procurar a maneira correta de fazer com que todos
percebessem a beleza de caminhar o caminho sem começo e sem fim.
No budismo ambos seriam bodisatvas, seres
iluminados disfarçados a mostrar o Caminho verdadeiro a todos os seres.
Essa versão me apetece e se parece sonho, fantasia,
ilusão, utopia – é dessa matéria prima sagrada que a vida é celebrada.
Somos um com o mundo. O mundo é uno em nós.
Quando inspiramos o mundo inspira. Além da
dualidade o que resta é a unidade.
A diversidade não é rival da unidade. Pelo
contrário: no uno tudo está incluído. Cada parte, como um corpo de coração e
pulmões, rins e fígado.
Outro monge, Reverendo Saikawa, bebeu de um copo de
água. Era a água e eu. Agora a água sou eu. Eu sou a água .
Interconectados. Intersendo.
Olhar capaz de ver com clareza luminosa como
espelho de cristal.
Audição de ouvir com clareza sonora como
Espelho de cristal
Assim com todos os sentidos. Tudo vendo, tudo
ouvindo, todos os odores sentindo, todos os sabores, na pele o frio, o calor,
as texturas.
Mas a mente precisa estar luminosa e aberta, pois
se estiver cheia de si mesma não é capaz de se tornar flexível e sensível.
Tartaruga e coelho não se opõem. São. Intersendo.
Cada um é como é. Tem sua função e ação. Se
tartaruga quiser ser coelho terá problemas dores, sofrimentos. Não aceitará a
si mesma. Estará o tempo todo reclamando, se rejeitando, julgando, se
rebaixando. Triste sina.
Se o coelho pensasse ser tartaruga, com uma casa
nas costas a se proteger dos caçadores, seria triste seu fim.
Cada um é cada um. Tem valor e tem lugar. Nada é
fixo. Não há melhor nem pior. Há o que é correto em sua função e posição.
Ser humano, estrela, cão.
Somos todos apenas você.
E você sou eu.
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Texto extraído do site: http://www.monjacoen.com.br/inicio
sexta-feira, 27 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Atletas da Mente

Os incríveis efeitos da meditação no cérebro e na psique
Pesquisas científicas estão comprovando aquilo que os iogues e monges já sabiam há milênios – a meditação é muito mais do que uma simples técnica de relaxamento; a prática regular da meditação altera as estruturas neuronais do cérebro, estimulando as emoções e sentimentos positivos e incrementando as capacidades da mente.
Por Inês Castilho
A meditação é objeto de interesse crescente na medicina. Sua indicação está se tornando cada vez mais comum no tratamento e prevenção de doenças imunológicas, do sistema cardiorrespiratório, dos distúrbios do sono, do estresse, da dor. Médicos começam a adotá-la como técnica complementar no controle da hipertensão e arritmias cardíacas. Desde que foi capa da Time, em 2003, o assunto tem sido freqüentemente veiculado pela mídia – como o recente Globo Repórter que mostrou a prática de meditação por médicos e enfermeiros do Hospital de Apoio de Brasília.
A monja Coen Sensei, da tradição zen-budista, diz ter perdido a conta de quantas pessoas ensinou a meditar, no Japão e no Brasil. “Foram centenas, talvez milhares. O interesse pela meditação é internacional e cresce também entre empresários”, diz ela, que começou a praticar durante o boom da meditação nos Estados Unidos pós-guerra do Vietnã. Foi assim também com Susan Andrews, monja do tantra ioga que fundou o Instituto Visão Futuro em Porangaba (SP) e calcula já ter treinado mais de dez mil pessoas em seus 35 anos como instrutora de meditação, em vários países.
Mais de cinco mil pessoas já passaram pelos cursos ministrados por Lia Diskin na Associação Palas Athena, em São Paulo. A psicopedagoga Vivi Tuppy, formada pela Palas, levou para Araçatuba e Birigüi (SP) o programa Educadores da Paz, com práticas de atenção com foco na respiração que já alcançaram cerca de 17 mil alunos e professores das redes estadual e municipal de ensino. O resultado foi o aumento nos índices de aprendizagem e redução da violência na escola e comunidade. Essas são apenas algumas experiências.
Neuroplasticidade
Os estudos publicados em revistas científicas também se multiplicaram nas últimas décadas. Particularmente nos Estados Unidos, mas também no Brasil – em instituições respeitadas como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) do Hospital Albert Einstein e a Universidade de São Paulo (USP).
Neuroplasticidade é palavra-chave das pesquisas mais atuais. O termo refere-se
à capacidade de o cérebro mudar sua estrutura e função – os circuitos neuronais mais usados se expandem e fortalecem, ao passo que aqueles não usados, ou usados raramente, se encurtam e enfraquecem. “Espera-se que, aprendendo a fomentar e controlar a neuroplasticidade, ela possa trazer benefícios em casos de doenças degenerativas e imunológicas, e lesões por trauma e vasculares”, observa João Radvany,neurologista, psiquiatra e neurorradiologista do Hospital Albert Einstein.
Radvany prepara-se para dar início a uma pesquisa, financiada pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) do Einstein, que tem como objetivo verificar os efeitos da meditação na atenção e concentração de um grupo de médicos. O estudo será feito em colaboração com Edson Amaro Jr., coordenador de pesquisa em neuroimagem no IEP, e Elisa Kozasa, pesquisadora em técnicas de meditação da Unidade de Medicina Comportamental da Unifesp, com o uso da técnica de ressonância magnética funcional, que permite verificar as áreas ativadas no cérebro durante a prática.
Diálogos Mind and Life
O impulso para o desenvolvimento dessas pesquisas deve-se principalmente à associação entre o líder espiritual tibetano Dalai Lama e o biólogo chileno Francisco Varela (1950-2001), então chefe da Unidade de Neurodinâmica do Hospital Salpetrière, em Paris. Nasceu daí o Mind and Life Institute, que desde 1987 realiza encontros anuais – um ano no Ocidente, e outro, informal, em Dharamsala, na Índia, onde Sua Santidade vive exilado – para um diálogo entre homens e mulheres de ciência e monges budistas sobre a natureza do universo e da mente.
Os encontros do Mind and Life reúnem cientistas dos mais respeitados centros de pesquisa dos Estados Unidos, tais como Harvard, Princeton, Duke, Califórnia. Com o objetivo de responder a um desafio – Como criar e manter uma mente saudável? –, a partir de 1990 cientistas filiados à instituição começaram a investigar os efeitos neurobiológicos da meditação.
Embora divulgados, eles só foram abertos ao público em 2003. O segundo diálogo aberto aconteceu em novembro passado em Washington (EUA), com o tema Investigando a Mente 2005: Aplicações Clínicas e Científicas da Meditação. Em sua passagem por São Paulo, Sua Santidade falou sobre essas experiências no seminário Compaixão e Sabedoria– a construção da saúde pessoal e coletiva, realizado dia 28 de abril no Palácio de Convenções do Anhembi, com a participação da Unifesp/Escola Paulista de Medicina.
Participação brasileira
Em 2004, o Mind and Life deu início a um programa de verão anual de uma semana, o Summer Research Institute, em que a apresentação e debate dos temas científicos eram alternados com períodos de meditação que somavam cerca de três horas diárias. Entre os pesquisadores selecionados encontrava-se a bióloga e pesquisadora brasileira Elisa Kozasa, que participou também do Summer Research de 2005.
Autora de uma tese de doutorado sobre os efeitos – positivos – da meditação e da respiração da ioga na ansiedade, depressão e atenção, Kozasa é co-orientadora de vários projetos de mestrado em meditação na Unifesp e se prepara para fazer pós-doutorado avaliando as áreas cerebrais relacionadas à meditação, através da técnica de neuroimagem funcional. Seu interesse foi despertado aos 12 anos pela prática de aikidô, e mais tarde pela leitura de livros como Autobiografia de um Iogue, de Paramahansa Yogananda, e Diálogos Entre Cientistas e Sábios, de René Weber.
Também o interesse do neurologista João Radvany pela meditação, estranhamente, foi despertado por um esporte – a natação. Hoje, além de nadar ele pratica tai chi chuan e meditação zen. “Todos os estímulos do mundo externo e interno são levados ao tronco cerebral, onde uma rede de neurônios mantém o estado acordado e de atenção como se fosse uma luz, de intensidade variável e direção itinerante, para iluminar a experiência que a gerou”, explica Radvany. “As áreas frontais do cérebro fixam o foco dessa luz, gerando concentração no estímulo que a consciência escolhe. A meditação orienta o farol para que incida num determinado aspecto da experiência, excluindo todo o resto.”
Estudos do cérebro
Tanto Radvany como Kozasa ressaltam, entre os estudos realizados por pesquisadores que participam do Mind and Life, os experimentos de Sara Lazar, doutora em biologia molecular pela Universidade de Harvard e praticante de ioga e meditação por aproximadamente dez anos. Em um trabalho publicado em 2000, ela e sua equipe de pesquisadores mostraram que é possível verificar variações da atividade cerebral mesmo em pessoas com pouca prática de meditação, com o uso de ressonância magnética funcional.
Outro estudo de imagem da mesma pesquisadora, publicado em 2005, mostrou que áreas específicas do córtex cerebral, a camada externa do cérebro, eram mais espessas em praticantes pouco experientes de um tipo de meditação conhecida como mindfulness, comumente praticada nos Estados Unidos. “Ela mostrou que não é preciso meditar o dia inteiro para produzir alterações estruturais no cérebro. E que é possível retardar a atrofia de certas áreas cerebrais relacionadas à idade”, observa Radvany.
O neurocientista Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, em Madison, colaborador do Dalai Lama desde 1992, é um dos principais pesquisadores da neuroplasticidade. “Os neurocientistas acreditavam que nascemos com determinado número de neurônios, e que as mudanças ocorridas com o desenvolvimento seriam apenas nas conexões entre essas células e as células moribundas. Nos últimos dois anos, descobrimos que isso não é verdade. Já foi demonstrado nos humanos que crescem neurônios novos durante a vida inteira. É uma descoberta fantástica” – disse ele no diálogo ocorrido em 2000 em Dharamsala, relatado no livro Como Lidar com Emoções Destrutivas – Para Viver em Paz com Você e os Outros (Editora Campus), de autoria do Dalai Lama e de Daniel Goleman.
Outro pesquisador importante é Jon Kabat-Zinn, diretor da Clínica de Redução do Estresse, professor de medicina da Universidade de Massachusetts e um dos autores do livro A Mente Alerta (Editora Objetiva). Para Radvany, o mérito de Kabat-Zinn, criador do método de meditação conhecido como mindfulness behavior stress reduction (MBSR), ”foi chamar a atenção para o fato de que é possível transformar todas as atividades diárias em meditação, no sentido de baixar o tônus vegetativo – que é o antídoto do estresse”.
Em outras palavras: “Como você pensa, você se torna. Se diariamente, durante a profunda concentração da meditação, redirecionamos o nosso estado mental para longe dos estreitos e negativos padrões de pensamento, em direção a um sentimento de compaixão e tranqüilidade interior, nossas mentes gradualmente se tornam repletas de amor e paz” – como diz Susan Andrews e, na qualidade de aprendiz, posso testemunhar.
Extraído do site: http://www.terra.com.br/revistaplaneta/mat_405.htm











